quinta-feira, dezembro 06, 2007

Pais para Sempre


Não deixamos de precisar dos nossos pais à medida que crescemos. Pelo contrário, precisamos sempre de mais pais. Precisamos da sua serenidade sempre que a nossa insista em fugir-nos. Precisamos do bom senso deles quando o nosso parece capitular diante dos impulsos. Precisamos da clarividência com que nos falam sempre que fugimos da razão.
Tragicamente, muitos pais começam a morrer devagarinho à medida que crescemos. Morrem um bocadinho sempre que nos decepcionam. Morrem um pouco mais quando não reconhecemos, nos seus actos, os valores que nos ensinaram e mais ainda quando nos levam a fazer só de pais ao pé de si.
Na verdade, muitos pais morrem dentro de nós muito antes de morrerem. E sempre que morrem mais um bocadinho, morre uma parte da esperança com que esperamos que nos guiassem por entre todas as nossas decepções.

Eduardo Sá, Psicólogo Clínico, in "Tudo o que o amor não é"

terça-feira, dezembro 04, 2007

Promessas enfeitadas


A dois passos da sé catedral do Porto, onde a cidade nasceu e cresceu, existem 88 prédios abandonados, degradados, em ruína. "São números inquietantes. A freguesia da Sé está ao abandono", diz José Teixeira, presidente da junta local. "Será este abandono uma fatalidade?", interroga-se José Campos, dirigente do GABS-Grupo de Apoio ao Bairo da Sé. Há mais vozes inquietantes no coração do centro histórico.

Em tempo de enfeites de Natal e de néon, a noite escurece mais cedo para Laura Ferreira, 78 anos, reformada, como a maioria dos residentes da Sé. Olha para a estátua de Vímara Peres e a meio da Rua do Corpo da Guarda faz uma pausa "Foi ali [na Rua dos Pelames] onde nasci e quero viver o resto dos dias". Carrega mágoas na alma: "Há alguns anos, disseram-me que vinham cá arranjar isto [as casas], mas não vejo jeito. Já perdi a esperança em dias melhores", diz.

Cidade sem memória

José Campos nasceu junto ao morro da Sé e conhece-lhe as entranhas. Há mais prédios ao deus- -dará e, num deles, na Travessa de S. Sebastião, viveu o historiador Alexandre Herculano. A cidade, porém, perdeu a memória "Num outro país, o edifício estava recuperado e seria uma casa de cultura. No Porto existe desprezo".

Há mais contas a fazer na prometida e adiada reabilitação da Sé "A Câmara do Porto é dona de 57 prédios completamente desabitados e, nestes últimos 12 anos, nada fez", critica. O levantamento do GABS tem mais números: "Entre a esquina da Rua da Ponte Nova e o Largo da Bainharia, estão 15 prédios devolutos de três e quatro andares. Se fossem recuperados, serviam de casa para 135 pessoas. Em vez disso, muita gente da Sé é obrigada a sair daqui.O desenraizamento ganha terreno e só ficam os idosos".

"Inabitável, mas bonito"

Alfredo Santos, dono do café "Castiço da Sé", já teve "dias bons" de negócios. "Nem havia espaço para os fregueses. Ficavam lá fora [Rua da Bainharia]. Agora, tenho dias sem apuro. O negócio está pelas ruas da amargura. Já só vejo passar idosos. Está tudo a morrer, a cair de podre", resigna-se. Um dos clientes do "Castiço", David Tavares, vive há 40 anos na Sé e lembra-se "muito bem" das colmeias humanas, quartos subalugados e pobreza, revista num filme neo-realista de Fellini. Só não entendeu as razões por que não foi possível preservar e dar dignidade ao casario da Sé, ao tal património classificado pela UNESCO. "Há anos, vários prédios foram reconstruídos, mas depois tudo parou e chegou-se ao cúmulo de termos várias casas comerciais fechadas. Acho tudo isso criminoso". Antes de chegar ao Mercado do Levante da Sé, Maria da Conceição Moreira, dona da mercearia situada na Rua Escura, 12, faz outras contas à vida e critica o facto de as ruínas do prédio vizinho atingirem a sua casa. "As infiltrações já chegaram às paredes. Vou comprar tijolos e cimento para tapar os remendos", afirma, abanando a cabeça para tirar dúvidas. Nas ruas de S. Sebastião, do Souto, Chã e do Corpo da Guarda existem mais prédios à espera de reabilitação. Tudo parou no tempo. O mercado da Sé perdeu a sua função e mais parece uma fortaleza, refúgio de gente sem eira nem beira. Por perto, estão as estações do metro e a modernidade passa pelas suas entranhas. Na superfície existe néon. Mas está tudo por fazer.

Fonte: JN 3/12/2007

Preocupam-se antes em "plantar" árvores de natal metálicas que gastam obscenidades em electricidade. E o povinho lá vai agradecendo. Enche-lhes a vista! Não há pachorra que aguente a inércia deste país...

domingo, novembro 25, 2007

Devaneios

Não tenho saudades daquilo que fui, mas sinto falta do que nunca consegui ser e daquilo que nunca tive...

quinta-feira, novembro 22, 2007

Palpitações


Quando penso nas coisas boas que a vida poderosamente nos proporciona, lembro-me de um sentimento às vezes confundido com o amor e apelidado de paixão ou, mais vulgarmente conhecido como, o "estar-se apaixonado"!
O amor existe em diversas formas e em diversos tipos, e é uma relação afectiva que vai sendo construída ao longo do tempo, que vai sendo solidifcada e estabilizada. Enquanto que a paixão é...inexplicavelmente arrebatadora e (in)felizmente não eterna.
Quando se está apaixonado os olhos brilham. O coração bate mais depressa mas esse batimento exagerado não nos preocupa porque até nos parece saudável! Sorrimos e soltamos gargalhadas por tudo e por nada porque, quando nos sentimos assim, tudo tem graça, até mesmo as piadas...sem piada. As nossas bochechas ganham outra cor: um rosado às vezes avermelhado e que timidamente disfarçamos com a desculpa de que é "sinal de saúde"!
Cantarolamos nas alturas mais impróprias e inexplicáveis. Mesmo quando nada corre bem damos por nós a cantar quando, subitamente, entramos no carro e ouvimos aquela música pirosa...mas animada para a nossa mente. Todos os gestos, todos os lugares, todas as palavras, todos os pormenores estupidamente insignificantes passam a ter um significado...estúpido. O olhar penetra-nos como flechas, sentimos o cheiro do perfume numa aragem, fechamos os olhos e sentimo-lo como se estivesse ali...
Os defeitos são virtudes e as virtudes são a perfeição. O chão pode tremer, a chuva pode cair como um dilúvio, o vento pode soprar incomensuravelmente que, neste estado, o resto do mundo...espera aí...o resto do mundo? Mas o que é o mundo? Existe mundo para além deste círculo que me rodeia? É assim que pensamos nesses breves momentos. Sem nunca esquecer, e reforçando mais uma vez, o incontrolável sorriso parvo nos lábios como se nos tivessem enfeitiçado mesmo sabendo que a magia é uma ilusão.
Esta sensação, posso dizer em tom de exagero, um pouco alucinógenea não dura para sempre. Mas por isso mesmo é que quando este vírus nos ataca, nos sentimos tão bem e levamos o prazer ao seu extremo. De repente, tornamo-nos as adolescentes que fomos há uns valentes anos atrás, dispostas a fazer as maiores loucuras, com a pequena grande diferença de que já temos a consciência de que se tratam mesmo de loucuras. No entanto, providas com a mesma dose de irracionalidade de antes.
A frase popular está errada, não é o amor que é cego; a paixão sim, é cega, surda e muda.
Então e tu? Já sentiste?

Patrícia Pinto

quarta-feira, outubro 31, 2007

Renascimento


Um dia o silêncio será quebrado. Simplesmente pq um dia alguém falará. Falará do sofrimento, da mágoa, da raiva, dos rancores, do desespero... O mal não perdura para sempre, é só preciso deixar o medo perder o domínio. É só preciso deixar a inércia para um outro plano mais longínquo.
Entretanto lembrei-me de algumas palavras que ficaram perdidas algures no tempo e mudo a cor do meu blog para verde. Porque verde significa esperança. Porque verde é uma cor viva. E eu não morri.

Patrícia Pinto

segunda-feira, junho 25, 2007

All Good Things...


Nelly Furtado - All Good Things (Come To An End)

Ah! ah! ah!
Honestly, what would become of me?
Don't like reality, it's way too clear for me
Really, life is dandy, we are what we don't see
We miss everything daydreaming

(chorus)
Flames to dust, lovers to friends
Why do all good things come to an end?
Flames to dust, lovers to friends
Why do all good things come to an end?

Travelling, i... only stop at exits
Wondering if i'll stay young and restless
Living this way, i stress less
I want to pull away when the dream dies
The pain sets in and i don't cry
I only feel gravity and i wonder why

(chorus)

Well, the dogs were whistling a new tune
Barking at the new moon
Hoping it would come soon
So that they could...

Dogs were whistling a new tune
Barking at the new moon
Hoping it would come soon
So that they could die

Die...

(chorus)

Well, the dogs were barking at the new moon
Whistling a new tune
Hoping it would come soon

And the sun was wondering if it should
Stay away for a day
'til the feeling went away

And the sky was falling
And the clouds were dropping and the rain
Forgot how to bring salvation

The dogs were barking at the new moon
Whisteling a new tune
Hoping it would come soon
So that they could die.

segunda-feira, junho 11, 2007

O meu mundo, o teu, e o outro....


Gosto de entrar em mundos com a porta entreaberta. Ou fechada com uma chave que eu possa aceder.
Mas, por outro lado, odeio mundos com a porta escancarada e tanto ou mais odeio aqueles mundos com a porta fechada a 7 chaves inacessíveis. Tanto um como outro escondem podridão...
Caber-me-á sempre a mim aceitá-la ou não.

Patrícia Pinto

quarta-feira, maio 09, 2007

A meio caminho... de lado nenhum


Quem sou eu, quem sou? O que faço aqui, para quê? Mas alguém gosta, alguém quer, alguém dá importância, alguém sente a falta, alguém o demonstra? Alguém se lembra?? Alguém que compreende...
Maldita frustração, alegria onde estás?

segunda-feira, maio 07, 2007

Qualquer coisa em palavras


Estou aqui sentada a olhar para o computador e a pensar... a pensar se esta tristeza que sinto, se este vazio que ironicamente me preenche conseguem fazer-me transmitir alguma coisa por palavras escritas...
Neste momento tenho 25 anos, a tocarem já nos 26, e sinto que já vivi 50. Não consigo explicar o porquê. Sinto-me cansada, desmoralizada e derrotada. Uff, dizer isto com esta idade parece uma blasfémia mas a vida não me tem dado muitas tréguas. Sim, eu já sei! Existem pessoas em piores condições, que passam fome, que não têm um tecto para se abrigarem, que não têm um ombro para se encostarem, que têm doenças incuráveis e dolorosas.
Não estou a ser egoísta. Ou egocêntrica. Ou mal agradecida. Mas acho que não é pecado desabafar que este silêncio que me rodeia e esta solidão que me acompanha, me matam a pouco e pouco. Que por vezes me parece que Deus ou algo superior se esqueceu de mim. Que o meu passado e o meu presente só me dão razões para ter o coração apertado e temer o futuro.
Eu quero sorrir. Quero sentir-me em paz e tranquila. Quero ter a espontaneidade de abraçar e acarinhar quem gosto. Quero-me sentir importante na vida dessas pessoas. Quero acordar de manhã com vontade de realmente acordar...
E quanto àquilo, peço desculpa... Não o faço para magoar. Não o faço feliz. Não o faço premeditado. Isso também me dói. Muito. Mais! Faz-me sentir diferente. Faz-me sentir impotente. Faz-me sentir...inútil. Eu tento superar. Eu busco a mudança. Eu não estou de braços cruzados...acredita que me custa. Só posso dizer que é um problema.E para o qual anseio desesperadamente a solução.
As palavras já se arrastam e já nem sei se fazem algum sentido. Mas também pouco me importa. Escrevo para mim. Escrevo para soltar este qualquer coisa de que sinto e me consome.
A muralha ao longo dos anos vai-se desmoronando. Só espero conseguir cimento para a conseguir reconstruir e sustentar.

Patrícia

sexta-feira, março 23, 2007


Gosta de mim...

domingo, novembro 12, 2006

Sem título


Antigamente escrevia muito...frases, pensamentos, poemas, divagações... Não é que agora não goste, muito pelo contrário, escrever sempre foi um dos meus refúgios favoritos. A falta de tempo simplesmente se tornou um entrave a esta paixão.

Isto apenas para dizer que na primeira página do meu último caderno pûs a seguinte transcrição de Pacheco de Miranda:
"A minha existência é o meu conflito
Preciso de aprender a amar-me
sem inseguranças"
.

O resto são reticências.

Patrícia

segunda-feira, outubro 30, 2006

Já não sou quem era


Estas correntes... desde quando, como, onde, quem?...
Fui acorrentada sem me aperceber. Já não consigo demonstrar o que penso. O que sinto. O que sou. Ou o que fui...
Acho que na verdade ninguém me conhece realmente, porque nem eu própria me conheço. Ou talvez nunca me tenha conhecido.
Quero libertar-me...libertar-me de mim mesma.

Patrícia Pinto

"Já não sou quem era
Meus sonhos não são iguais
Já não sou quem era
A hora é sincera
E eu sinto que me estou a agitar

Já não fico à espera
Já não fico à espera mais
Já não fico à espera
De ver acender
Essa luz que me quer ofuscar

Já vejo com os meus olhos
Já vejo sem me deslumbrar
Já vejo as limitações
Já vejo com os meus olhos
Já vejo sem enganar
Perdi as ilusões
Conheço as limitações

Já não sou quem era
Meus sonhos não são iguais
Já não sou quem era
A hora é sincera
E eu sinto que me estou a agitar

Já não fico à espera
Já não fico à espera mais
Já não fico à espera
De ver acender
Essa luz que me quer ofuscar

Já vejo com os meus olhos
Já vejo sem me deslumbrar
Já vejo as limitações
Já vejo com os meus olhos
Já vejo sem enganar
Perdi as ilusões
Conheço as limitações

Já não sou quem era
Meus sonhos não são iguais
Já não sou quem era
A hora é sincera
E eu sinto que me estou a agitar"

HUMANOS - Já não sou quem era

quinta-feira, outubro 26, 2006

Dar tudo...por tudo


"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."

Fernando Pessoa

segunda-feira, outubro 02, 2006

Salada de sentimentos


É possível o amor e o ódio darem as mãos? Ou será que é o ódio que lentamente vai consumindo o amor quando este perde as forças para se manter? Quando este já não tem alimento para crescer...
Estás-me a perder. Aos pouquinhos...devagar...devagarinho... Eu já te perdi há muito tempo. Ou será que nunca te tive?
A ilusão não serve de sustento emocional a ninguém. E nós estamos a perder o sentido. Devagar, devagarinho...
Sinto-me a desfalecer.

Patrícia Pinto

sexta-feira, setembro 15, 2006

Baterias recarregadas


Uns dias bastaram para me renovar e me sentir novamente com forças para continuar em frente.

E para ti amigo, tudo de bom. Como sempre.

Patrícia Pinto

terça-feira, agosto 29, 2006

Será?...


Mais infeliz com ou sem? Haverão respostas para todas as nossas perguntas? Ou seremos nós que preferimos não as saber ou mesmo fingir que não as sabemos?
Como me disse uma vez uma amiga do peito "o ser humano é um bicho estranho"; e é mesmo...

Patrícia Pinto

domingo, agosto 27, 2006

Reflexões


"Ser fraco é desistir; ser forte é resolver o que nos atormenta e admitir falhas ou erros..." Vendo por este prisma então sou a super mulher!...

Patrícia Pinto

segunda-feira, agosto 21, 2006

Não gosto de montanhas russas mas sou obrigada a andar nelas!...


A vida consegue ser mesmo matreira, ou malvada, nem sei bem que termo utilizar. Uma pessoa não pode dizer ao mundo que está feliz que “puft”…de repente tudo se desmorona.
Sei que não se pode estar sempre de bem com a vida. Que se assim fosse, as pessoas deixariam de dar valor às coisas simples do dia-a-dia mas que têm o grande dom de provocar em nós um sorriso. E um sorriso é sempre tão precioso!... Para quem o cria e para quem o admira. Um sorriso tem sempre a magia de criar outro sorriso!
No entanto custa não poder estar feliz. Custa constatar que as fases de felicidade são sempre mais curtas…o que não deixa de ser injusto para quem não faz mal a ninguém…
Mas foi tão bom! Devia ter aproveitado mais (é sempre o que uma pessoa pensa quando as coisas boas acabam) … Do céu passei para o inferno e do inferno saltei para a terra, onde tudo tem uma racionalidade tão cruel!...
Enfim, apenas divagações. Agora resta continuar a lutar para me manter erguida…aparentemente forte como muitos julgam…fria e antipática como muitos pensam…enquanto aqui dentro tudo se despedaça e, num turbilhão, se tenta recompor como se de um puzzle se tratasse. Eu não me importo com o que a minha aparência transmite. Importa-me a consciência. Importa-me ter a noção de que sou um ser humano, coisa que muita gente não é nem consegue ser.
A minha luta é sempre por um novo sorriso…e espero nunca desistir de o fazer.

Patrícia Pinto


A EVIDÊNCIA DO SER

"A verdadeira evidencia do ser
Está nos pormenores da existência.
Somos pedaços ocos
De matéria orgânica fragmentada.
Seres estranhos a nós próprios
Com pensamentos devassos
Escalavrados pelo tempo
E esquecidos na memória das palavras
Que ecoam ao ouvido
Durante segundos de existência.

O medo já não assusta
Quem perdeu tudo e mais alguém
Fica a tristeza da saudade
E a mágoa da lembrança
Do que foi e já não é
Do que havia e já não há!

Ao longe vai crescendo a angústia inefável
Da mutabilidade irreparável
Desta montanha-russa a que chamamos vida."

by Ana Marta

sexta-feira, agosto 11, 2006

Aqui vou ser feliz!...


Felicidade

Felicidade não tem peso,
nem tem medida,
não pode ser comprada,
não se empresta, não se toma emprestada,
não resiste a cálculos, porque não material,
nos padrões materiais do nosso mundo.
Só pode ser legítima.
Felicidade falsa não é felicidade, é ilusão.
Mas, se eu soubesse fazer contas na medida do bem,
diria que a felicidade pode ter tamanho,
pode ser grande, pequena,
cabendo nas conchas da mão,
ou ser do tamanhão do mundo.
Felicidade é sabedoria, esperança,
vontade de ir, vontade de ficar,
presente, passado, futuro.
Felicidade é confiança:
fé e crença,
trabalho e ação.
Não se pode ter pressa de ser feliz,
porque a felicidade vem devagarinho,
como quem não quer nada.
Ser feliz não depende de dinheiro,
não depende de saúde,
nem de poder.
Felicidade não é fruto da ostentação,
nem do luxo.
Felicidade é desprendimento,
não é ambição.
Só é feliz quem sabe suportar, perder,
sofrer e perdoar.
Só é feliz quem sabe, sobretudo, amar.

Wanderlino Arruda


E agora estou a atravessar uma fase dita feliz. Na vida há sempre altos e baixos, e eu estou num daqueles momentos altos. É tão bom estar feliz! :)

terça-feira, julho 11, 2006

Inexplicável ou com explicação?


Ás vezes apetece-me desaparecer sem deixar rasto. Pelo menos por uns tempos. E depois sim, ligar ou escrever a dar notícias. De preferência, boas notícias.
Desaparecer em busca de uma nova vida; novos horizontes; novos desafios; novos sorrisos; novas lágrimas; novas emoções; e, sobretudo, paz. Paz e sossego. Acho que mereço. Por tudo o que já fiz, modéstia à parte, por ser como sou. Pacífica, calma, ponderada, amiga, verdadeira. (Se é que a paz existe em alguma parte do mundo!...)
Enfim...apenas um desabafo...quem sabe um dia...este desabafo se concretize. Nunca se sabe o que pode passar pela nossa cabeça. Os seres humanos são imprevisíveis mesmo quando tudo parece indicar que não.

Boa semana. Para vcs e para mim...