quarta-feira, abril 08, 2009

With nothing to win and nothing else to lose!

Quem aprendeu a aguardar pela chuva, sabe esperar pelo céu.

"See the stone set in your eyes
See the thorn twist in your side
I wait for you.
Sleight of hand and twist of fate
On a bed of nails she makes me wait
And I wait...without you

With or without you
With or without you

Through the storm, we reach the shore
You gave it all but I want more
And I'm waiting for you

With or without you
With or without you
I can't live with or without you

And you give yourself away
And you give yourself away
And you give, and you give
And you give yourself away

My hands are tied, my body bruised
She got me with nothing to win
And nothing else to lose

And you give yourself away
And you give yourself away
And you give, and you give
And you give yourself away

With or without you
With or without you
I can't live
With or without you

With or without you
With or without you
I can't live
With or without you
With or without you"

terça-feira, abril 07, 2009

Não sou nem quero ser o seu dono | É que um carinho às vezes cai bem

Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora
Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?

Do pó tirei...o riso

Qual é o resultado de remexer no baú do nosso passado? Encontrar algumas "preciosidades" como o meu caderno de notas da Comissão de Praxe e da Associação de Estudantes do ano lectivo 2002/2003. Nele pude encontrar a secção das calinadas...confesso que já não me lembrava de ter tantas registadas, tais como:

- "Tenho uma tendência para chorar dos olhos" (pergunto-me eu, haveria de ser por onde??)
- "Essas burguesias estúpidas!" (estaria correcto se tivesse dito burocracias. Penso eu de que!)
- "1 vezes 100=1000!" (o meu talento inato para a matemática em todo o seu esplendor!)
- "Quando se cala nunca mais pára!" (até ficava nervosa!...)
- "Esse barulho até me fez doer os olhos" (sem comentários)
- "Tiravas o cartão de albergador!" (seja lá o que isso for)
- "Onde já se viu, um comboio sem pistolas!" (de facto, só numa alucinação)
- "Vou tirar os pés" (deviam-me doer pa caraças, mas ainda não é possível fazê-lo)
- "Até já ouço vibrações" (sou o verdadeiro o prodígio. Ouço aquilo que se deve sentir!)
- "Já parecia os epiléctricos" (deve ter sido do choque)

Assim passei a minha noite de sexta. A rir-me de mim própria! É sempre interessante.

sexta-feira, abril 03, 2009

É sempre a escolha certa!...[do I have to save your soul?]

I choose to hide, but I look for you all the time
I choose to run, but I'm begging for you to come
I wanna breake, but I know that you can't take
I stay a while, to be sure that you by my side
Ohhh

Don't look at me, just look inside 'cause I can go through
Tell me are you going tired, of what I've don't do
I wanna see I wanna fight, 'cause I don't feel scared
Honey if you care

I choose to find, things that you left behind
I choose to stay, but I can take you anywhere
I wanna stay, but my soul lives you anyway
Can close the door, and love could you give me more

Don't look at me, just look inside 'cause I can go trough
Tell me are you going tired, of what I've don't do
I wanna see I wanna fight, 'cause I don't feel scared
Honey if you care

Choose love, choose love, love, choose love, chose love, oh

Don't wanna hear I wanna fight, 'cause this time I won't be wrong
And I can waste this precious time, asking where do I belong
So let me know your love is real, 'cause this time you won't control
Tell me please what do you feel, do I have to save your soul

Choose love, choose love, love, choose love, choose love

Cartas de um Amor desfeito pelo Ego

Após mais uma tentativa de recuperar o que há muito se tinha perdido.

Porto, Dezembro de 2008

"Não tenho forma de esconder o que te vou dizer.
Fizeste de mim o homem que sou hoje. Tem tudo a ver com as alegrias e as tristezas. Foste minha namorada, foste minha amiga... serás sempre a minha mulher.
Eu estou uma pessoa diferente e sofro por ter conseguido ser o Homem que merecias ter tido sempre.
Hoje tratei-me muito mal. Hoje mostrei-te um eu sensivel, um eu que sempre foi sentimentalista, mas que teve vergonha de o mostrar!
Hoje disse-te que és a mulher da minha vida. Hoje disse que te amo e disse que sei como te mostrar isso!

Um beijo"

Ela não lhe deu resposta. Tinha sido tudo dito naquela e noutras tantas conversas passadas. Para quê tornar a explicar e voltar a folhear as páginas de um livro que já tinha chegado ao fim?

Porto, Janeiro de 2009

"Leonor,

Sim, vou começar por te chamar Leonor, porque foi assim que te conheci. Claro que com aquele estilo tímido, tinhas um ar quase angelical.

Não sei se ainda andas com uma carteirinha de fósforos na tua carteira, mas lembro-me perfeitamente do que lá está escrito. Dessa altura, lembro-me do nosso primeiro beijo, no dia em que o carro da minha mãe quase ficou submerso pela chuva.

Neste momento parece que desperdicei anos da minha vida, não desperdicei no mau sentido, o que quero dizer é que não tirei proveito da Mulher fantástica que és. Faço um flashback de todos os momentos em que sorriste para mim, das tuas gargalhadas, do amor que sempre provaste que me querias dar... e sofro.

Estou a tentar ser honesto, mas principalmente, sei que estou a ser honesto comigo próprio. Ontem senti-me muito sozinho... sozinho neste mundo. Quero continuar a amar-te como sempre amei, mas como nunca mostrei.

Tenho uma mensagem no meu telemóvel para te mostrar, que não enviei por não conseguir (odeio telemóveis)... Então ontem - dia 31 de Dezembro, às 23h34 - escrevi-te o seguinte: «O que mais me arrependo foi não dizer que te amo a cada minuto da minha vida... Sofro muito por não estar contigo. Sofro muito mais por não ter tido a coragem de ser eu mesmo. Hoje sou infeliz, mas consigo ser sincero com aquilo que penso e sinto. Amo-te muito... Ainda vai haver um Setembro na nossa vida»

Um beijo"

Desta vez, ele obteve um feedback. Igual a tantos outros.

"Olá...

É raro vir à internet quando estou em casa. Por acaso hoje tive de tratar de umas transferências e pagamentos...calhou...
Não sei bem o que te escrever. Até estranho dizer isto porque escrever nunca foi um grande dilema para mim, mas neste caso confesso que já me falham as palavras.

Já lá vão uns meses desde que terminamos. Já muitas coisas foram ditas, umas melhores do que outras, mas penso que faz sempre parte destas situações, especialmente quando se trata de uma relação tão longa e com tanta coisa partilhada como foi a nossa.

Eu não vou mudar nenhuma palavra daquelas que te tenho vindo a dizer. Quero que ergas a cabeça e sigas em frente. Quero que encontres a mulher da tua vida e te dediques a esse amor, como nunca te dedicaste ao nosso. Terás a tua oportunidade de mudar! De dares a essa pessoa o que não me conseguiste dar...de lhe dares aquilo que agora dizes estares arrependido de não me teres dado...pelo menos ficarei feliz por teres aprendido alguma coisa comigo. Por talvez já não teres vergonha da palavra Amor. Por talvez já não precisares de mais do que uma mulher para seres feliz. Por talvez quereres partilhar tudo com a pessoa que escolheres teres ao teu lado para o resto da tua vida. Espero mesmo que sim!

Não lutes mais por mim. Não esperes mais por mim. Não tenhas mais esperança. Eu não vou voltar... A nossa relação enquanto casal degradou-se a um ponto que torna impossível um retorno. Já nos insultamos, já nos agredimos... Temos um passado muito feio que eu quero apagar. Aos poucos estou a conseguir fazê-lo. Aos poucos estou a conseguir filtrar apenas as coisas boas que vivi contigo. Mas as marcas ficarão sempre! Quero que dês continuidade à tua vida por tudo isto mas sobretudo porque já não te amo... já não vejo em ti o homem por quem me apaixonei. Já não vejo em ti o homem da minha vida. Já não vejo em ti o pai dos meus filhos. Já não nos imagino velhinhos a mandar vir um com o outro...já não te vejo no meu presente, já não te vejo no meu futuro. Pelo menos enquanto namorado ou marido.

Dizes sempre que me amas e que sou a mulher da tua vida. Que te arrependes. Que sofres. Que mudaste. Sinceramente não sei se acredito. Sinceramente também não penso muito nisso.

Não sei se algum dia vou amar alguém como te amei a ti. Não sei se algum dia me vou conseguir dedicar tanto a alguém como me dediquei a ti. Já não sou tão tolerante nem tão paciente, não sei se felizmente ou infelizmente. Também me vão dizendo que sou "traumatizada", o que em certa parte é verdade. Não consigo confiar muito nos homens. Quem sabe um dia...tudo vai depender do rumo das coisas.

Tudo isto apenas para te dizer que tenho muito carinho por ti. A raiva já atenuou e já consigo olhar para ti sem me lembrar constantemente de tudo aquilo que sofri... Quero que sejamos amigos mas não quero que esperes mais do que isso. Nem quero que isto seja tema de conversa sempre que estivermos juntos. Temos de saber deixar estar no passado aquilo que a ele pertence.

Desejo que em 2009 consigas concretizar os teus principais objectivos. Desejo-te mesmo tudo de bom. Ano novo, vida nova!

(Curiosamente ainda tenho a carteira de fósforos comigo. Não sei porquê, talvez porque no fundo não guarde rancor e sim o que é bom de guadar. E Setembros haverão muitos - espero - nas nossas vidas, mas não no sentido em que o levas quando o mencionas. Hei de querer casar nesse mês mas não sei em que ano nem com quem, nem tão pouco se casarei. O futuro não me pertence, apenas ajudo na sua construção)

Beijinho"

Hoje ela sabe que continua a ter a capacidade de amar, como sempre teve. Talvez existam algumas "feridas" por sarar, como a falta de confiança nos homens, o que é natural. Há marcas difíceis de apagar. Um dia alguém a ajudará a acreditar que os homens também amam. Também se entregam. Também são sinceros com quem amam mas, sobretudo, com eles próprios.

Hoje ele provavelmente sabe que, numa próxima vez, muita coisa terá de ser diferente com a mulher que tiver do seu lado. Sabe dar valor aos gestos. Aos sacrifícios. Aos sonhos. Mas certeza, certeza, ninguém tem. Nem ela. Nem talvez ele próprio.

O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

terça-feira, março 31, 2009

Pedro e Inês | Romeu e Julieta | Dalila e Sansão | As vicissitudes do Amor

Ontem foi notícia no telejornal da noite e fiquei deveras espantada...ou impressionada...não sei bem descrever o que a atitude e o comportamento deste homem me causou.
Interesse? Curiosidade? Sem dúvida.
No fundo, talvez me toque o coração...no fundo, se eu fosse a tal "Inês" que este "Pedro" procura, provavelmente teria vergonha de tamanha exposição da minha pessoa...pensando ou temendo na também quiçá loucura implícita neste já desespero.
Mas... pensando bem... não será realmente o amor a maior loucura da humanidade?

"É uma história de amor platónico. É um Pedro enamorado por Inês. É um fado que os fez desencontrar. Pedro procura Inês.
Pelas ruas de Lisboa Pedro afixou cartazes de amor na esperança de voltar a encontrar a amada. Todos os dias escreve no Blogue e aguarda um contacto da mulher que lhe enche o coração.
Rui Faustino, nome verdadeiro, conheceu Inês há 10 anos. Há três perdeu-lhe o rasto. Ela mudou de telefone, morada e trabalho. Há poucos meses, a chama do amor reacendeu-se depois de os olhares se terem de novo cruzado. Ela ia já no autocarro, ele correu atrás «desalmado» durante quatro paragens.
De Santa Apolónia, Lisboa, Pedro relembra a última vez que avistou Inês. Pedro «sente» que Inês lê as mensagens que lhe deixa no blogue e os encontros que marca nos miradouros de Lisboa, em lugares românticos para abraçar o seu amor. Pedro espera sempre. Inês nunca aparece.
Pedro e Inês conheceram-se em Tomar durante a Feira Medieval. Pedro leu o Tarot e o destino de Inês. Mas Inês era amiga dos tempos de liceu de Constança, a mulher com quem Pedro casou. Este «cavaleiro» dos tempos modernos afiança que Inês é a mulher por quem se divorciou e garante que nunca lhe foi infiel.
Certo é que a vida lhes trocou as voltas. Pedro perdeu o rasto de Inês. De Inês nada mais se sabe."

In diario.iol.pt

A nossa cegueira das coisas simples

Só se tem tempo quando se precisa daquilo que se adia...
Só se dá valor quando se perde...
Só se lembra quando convém...
Só...só...só... a maioria das pessoas SÓ funciona com o sistema causa-efeito-consequência.

Um gesto. Um carinho. Uma palavra.
Uma carícia na face. Um abraço sentido. Um beijo na testa.
Levar o documento urgente ao correio. Carregar metade das compras que pesam nos braços. Emprestar o casaco porque está frio. Dar a mão para não se perder. Partilhar a única bolacha quando a fome é mútua.
Passar o creme nas costas. Dar o ombro para chorar. Dar o colo para acolher. Fazer um cafuné na cabeça.
Um telefonema que signifique "estou aqui". Uma mensagem simples em palavras mas rica em conteúdo...
E tantas outras pequenas grandes atitudes.

A intimidade é feita de pequenos gestos.

domingo, março 29, 2009

28 dias

Depois de uma semana cansativa, fisica e psicologicamente, por inúmeros e diversos motivos, o meu corpo e a minha alma pediram-me que os deixasse repousar. E, atendendo a tal pedido irrecusável, assim o fiz. Silêncio. Escuro. Fechei os olhos e apaguei.

No dia a seguir acordei um pouco melhor ou, pelo menos, decidida a não fazer da minha vida um espectáculo da qual sou espectadora, mas sim a actriz principal. Já dizia o Charlie Chaplin, com toda a razão.

Não foi um sábado muito quente mas não fosse o vento e poderia estar perfeito. Um pequeno-almoço como ditam as regras. Um banho rejuvenescedor. Uma roupa prática e confortável. Uma recolha de "material" para deitar para trás das costas. Pé no acelador até ao Douro. Um destino para o qual me dirigi sem pensar, como se tivesse uma espécie de sistema de piloto automático.

Muitos carros mas um lugar à minha espera no local mais que perfeito. O sol a brilhar. Alguns casais a passear de mãos dadas; a fotografarem os momentos. Homens a pescar enquanto iam dando uns tragos na cerveja que os acompanhava. Alguns idosos à deriva, talvez a pensar noutros tempos ou a aproveitar o ar que ainda respiram. Algumas pessoas no seu jogging ou na sua bicicleta, a queimar as calorias e as toxinas da semana ou a prepararem o corpo para o Verão que se avizinha.

Um pouco mais ao fundo umas pedras. O sítio ideal para me sentar junto ao rio, a sentir aquela aragem fresca e o prazer de poder estar a apreciar tudo o que me estava a rodear. Uma última vista para a margem. Um último suspiro. Uma última leitura das palavras que rasguei em pedaços. Uma por uma. Um último adeus. Sem olhar para trás.

Por hoje ainda permito que esta lágrima perdida se liberte... Ficou esquecida.

Os dias tornaram-se agora mais longos e o sol está finalmente a meu favor, para ter mais energia. Chegou o momento. Não é uma derrota. É apenas mais uma conquista.

Não serei um slogan quando posso ser poesia. Mudarei...e a vida mudará comigo!...

sexta-feira, março 27, 2009

Quem não arrisca...

"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, março 24, 2009

Ao andar faz-se o caminho...

"Caminhante, são teus rastos
o caminho, e nada mais;
caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar.
Ao andar faz-se o caminho,
e ao olhar-se para trás
vê-se a senda que jamais
se há-de voltar a pisar.
Caminhante, não há caminho,
somente sulcos no mar."

António Machado

sexta-feira, março 20, 2009

"Mas Amor, meu Amor, porque foi que viemos a nos abandonar um ao outro;
como é que eu e tu deixámos que entre nós se interpusesse esta aparência de abandono?"

quinta-feira, março 19, 2009

"Estarei sempre por perto...enquanto respirar!"


"Apesar de achar que dia do Pai são os 365 dias do ano…
…isto é o que tu és para mim :)


Cavaleiro Andante - Rui Veloso

Um beijinho muito grande da filha que te ama acima de tudo no mundo,
Patty"

Hoje é dia do Pai mas como o meu está distante não lhe posso dar o abraço e o beijo que todos os Pais recebem neste dia, a eles dedicado.
Não sou muito apologista destes dias "especiais". Muito menos contribuo nos seus fins comerciais. Mas também não consigo deixar passar a data em branco e, por isso, este foi o e-mail que, um pouco à pressa por falta de tempo, enviei ao meu "cavaleiro andante". Um e-mail carregado de afecto.

Um feliz dia a todos os Pais...que amam os seus filhos como o meu me ama a mim!

quarta-feira, março 18, 2009

Da Sabedoria Popular

Coincidência ou não [diz a Margarida Rebelo Pinto que não existem], há sempre a história e a associação da pedra como um obstáculo no caminho, que por sua vez simboliza a vida. Hoje, recebi este texto num e-mail...

"Em tempos antigos, um rei mandou colocar um enorme pedregulho num caminho. Depois escondeu-se e ficou a ver se alguém retirava a enorme pedra.
Alguns dos comerciantes mais ricos do Rei passaram e simplesmente afastaram-se da pedra, contornando-a. Alguns culpavam em alta voz o Rei por não manter os caminhos limpos. Mas nenhum fez nada para afastar a pedra do caminho.

Apareceu então um camponês, carregado com um molhe de vegetais. Ao aproximar-se do pedregulho, o camponês colocou o seu fardo no solo e tentou deslocar a pedra para a berma do caminho. Depois de muito empurrar, finalmente conseguiu. O camponês voltou a colocar os vegetais ás costas e só depois reparou num porta-moedas no sítio onde antes estivera a enorme pedra.

O porta-moedas continha muitas moedas de ouro e uma nota a explicar que o ouro era para aquele que retirasse a pedra do caminho. O camponês aprendeu aquilo que muitos de nós nunca compreendem: Cada obstáculo apresenta uma oportunidade para melhorar a nossa situação."

Para saborearmos uma vitória com requinte e distinção, temos que passar antes por diversas derrotas. Lá diz a sabedoria popular!...

terça-feira, março 17, 2009

"Vai aonde te leva o coração"


Escrevi este texto no dia 14 de Setembro de 2008 [não aqui porque há muitos mais locais onde escrevo, sempre e simplesmente só para mim, sendo ou não o local "público"]:

"Vai aonde te leva o coração

Não há nada melhor do que estar vivo. E tudo, mesmo quando não parece, tem algo para ter acontecido. Como disse Nietzsche "O que não destrói, fortalece". Eu gosto de ter sonhos. Só assim os posso tornar realidade. Prefiro agora arrepender-me do que fiz do que arrepender-me do que não fiz! Porque a vida são dois dias e hoje pode ser o primeiro. Neste momento não há planos. Não há futuro delineado. Tenho asas e quero voar. Os dias, as horas, os minutos, os segundos. Quero saboreá-los a todos. Porque agora sinto que a vida, de uma maneira ou de outra, recomeçou. Por isso..."olá vida, regressei!" E os meus braços estão abertos para quem me acompanha. Ontem, hoje, agora e sempre!"

Passados 6 dias tudo mudou e eu nem me apercebi... foram precisos 3 meses...

Agora, que já lá vai meio ano, quero voltar a escrever estas palavras com o mesmo sentimento da altura.

E porque grandes textos nunca são demais para repetir vezes e vezes sem conta...

"Posso ter defeitos, viver ansioso
e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida
é a maior empresa do mundo,
e posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis
no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica,
mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…"

Fernando Pessoa

domingo, março 15, 2009

Um dia...


Estou com pouca força para levantar e carregar esta pedra...mas, um dia, e por muito que custe, há de fazer parte do meu castelo.

[Porque bateu assim tão forte? Pelo sonho? Pela diferença? Pela esperança? Pela autenticidade? Pelos sorrisos? Pela surpresa? Pela luta? Ou simplesmente pela dúvida do que foi, do que é ou do que poderia ter sido?... - sim, fui apanhada desprevenida a pensar em ti, em mim, numa resposta!]

"Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

(...)

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver"

quinta-feira, março 12, 2009

That's what friends are for



Obrigada Cocas, mereces o mundo :)

"Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça.
No sucesso, verificamos a quantidade e na desgraça, a qualidade."

E tu, mesmo longe, estás sempre tão perto quando preciso.

"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem os meus amigos!
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida...mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure sempre..."

Vinicius de Moraes

...e a música...! Deliciosa! Just love it
[contigo não há código que resista ;)]

Palavras perdidas num tempo que já não volta


É uma espécie de livro que leio, releio e torno a ler. Folheio as páginas e absorvo cada palavra que de tanto interiormente repetir já decorei. Sei a ordem, o momento, o porquê, já só quase me falta saber o dia e a hora… E a pontuação utilizada no final de cada frase ou de cada parágrafo!

Às vezes acontece, numa primeira leitura de um livro, fazermos uma interpretação da história narrada diferente da segunda. Por uma questão de maturidade, experiência, personalidade, estado de espírito, por uma variedade de causas que conseguem dar efeito a essa consequência. No entanto, após todas as dezenas de leituras que já fiz a este meu livro, a interpretação que faço de cada palavra trocada vai sempre de encontro à primeira, não mudando nada… Nada do que penso, do que sinto, do que quero.

Não há sol, lua, humor, calor, frio ou tempo que demova esta inconformidade.

“Eu não te vejo mas imagino as tuas expressões, a tua voz, o teu cheiro.
A tua amizade faz-me sonhar com um carinho,
Um caminhar, a luz da lua, à beira mar.
Saudade...
Este sentimento de vazio que me tira o sono
Por me fazer sentir um triste abandono…

...se um dia uma brisa leve e suave tocar no teu rosto, não tenhas medo: é apenas esta minha saudade que te beija em silêncio..."

quarta-feira, março 11, 2009

Há vida no Porto!...

Encontrei este artigo numa das minhas pesquisas culturais e gostei. Não só porque é sobre a minha linda cidade mas também porque fala um pouco de alguns locais da minha história...



terça-feira, março 10, 2009

I'm just a person on my own

"Há amores assim
Que nunca têm início
Muito menos têm fim
Na esquina de uma rua
Ou num banco de jardim
Quando menos esperamos
Há amores assim

Não demores tanto assim
Enquanto espero o céu azul
Cai a chuva sobre mim
Não me importo com mais nada
Se és direito ou o avesso
Se tu fores o meu final
Eu serei o teu começo

Não vou ganhar
Nem perder
Nem me lamentar
Estou pronta a saltar
De cabeça contra o mar

Não vou medir
Nem julgar
Eu quero arriscar
Tenho encontro marcado
Sem tempo nem lugar

Je t’aime je t'adore

Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim

Quando te encontrar sei que tudo se iluminará
Reconhecerei em ti meu amor, a minha eternidade
É que na verdade a saudade já me invade
Mesmo antes de te alcançar
É a sede que me mata
Ao sentir o rio abraçar o mar

Sem lágrima caída
Sou dona da minha vida
Sem nada mais nada
De bem com a vida"

[Donna Maria - Há amores assim]

De facto a música é uma arte capaz de tudo no que toca a emoções. Pode fazer-nos rir, chorar, recordar, criar saudade, nostalgia, felicidade, até mesmo raiva, ansiedade, frustração ou angústia... Consegue marcar uma vida, um momento, uma pessoa...um amigo, um amor, um desconhecido...

A música é poesia cantada; são palavras soltas pela voz que o poeta prende na escrita. São os sentimentos libertos pelo som que o poeta acorrenta nos livros.

Ando particularmente voltada para novas descobertas a este nível porque, realmente, há cada vez mais músicas que me tocam.

Já com saudades da pequena viagem que terminou ontem, aqui fica uma outra música a ela associada.

[SLYF]


segunda-feira, março 09, 2009

[Baptibupi]

"Florença não é um lugar para quem aprecia construções de aço e alumínio. É a cidade dos apaixonados, dos artistas e dos sonhadores. Das pessoas que vêem a vida com olhos de poeta, ouvidos de músico e coração de quem ama.
Florença é uma cidade eterna, um momento iluminado de genialidade artística que pode ser sentido e apreciado caminhando por entre as suas ruas, praças e casas. Chega a ser muito mais do que isso. É um exemplo vivo do que a espécie humana é capaz de fazer quando se dedica a ideais elevados. "

Com pequenas alterações da minha parte, retirei este texto sobre Florença de um site porque penso que descreve, resumidamente, e na perfeição, aquilo que se pode dizer desta cidade italiana onde passei os últimos 3 dias. A juntar a toda a sua beleza, a companhia de bons amigos, as gargalhadas, as peripécias, os carinhos trocados, as palavras partilhadas - boas e menos boas -, os momentos bem passados, registados e para mais tarde, com certeza, recordar.

É sempre bom viajar. Respirar outros ares, conhecer outras culturas, outras formas de estar, de viver. O sair da rotina que nos assola o dia-a-dia.
Para mim, um verdadeiro tranquilizante. Agora, de regresso à vida real. Mas com a certeza ainda mais convicta de que alguma coisa, dentro ou fora de mim, precisa de mudar. Para que eu possa finalmente expulsar de mim o que me aperta os pulmões e me prende as garras.

Para terminar, uma das músicas que ficou desta ida curta mas magnífica a Pisa e a Florença. Lov U All*