"Life has a funny way of sneaking up on you
When you think everything's okay and everything's going right.
And life has a funny way of helping you out
when You think everything's gone wrong and everything blows up
In your face"
O vestido usado na campanha do 1º perfume de Elie Saab é absolutamente divinal. Eu - e mais umas quantas milhares de mulheres por este mundo fora - estou completamente apaixonada e "babo-me" cada vez que o vejo.
Sim, é oficial...com este casava-me!
quinta-feira, setembro 15, 2011
Passo os meus dias da semana a ver blogues [ossos do ofício] e sempre que o faço penso "clico aqui e ali, leio, não leio, solto uma gargalhada, torço o nariz, franzo as sobrancelhas, abano a cabeça", mas cuidar do meu que seria "bem e bonito" é que "tá quieta". Pois... não está bem.
Tenho mesmo que começar a dedicar-me ao meu "canto", nem que seja SÓ mais um bocadinho. Porque não? Todos os dias apetece-me escrever, nem que sejam só meia dúzia de palavras sem sentido, mas depois...heis que chega a Sra. preguiça e nada feito. Pois... está mal! Passam-se dias, semanas, até meses e nicles. Nem "xus nem mus". Voto contra.
E a esta altura da vida começa a não ser nada fácil.
Tem as suas vantagens, não posso negar, mas cada vez compensam menos relativamente ao desejo de termos o nosso espaço.
Não termos que cumprir os horários estipulados (que, por motivos geracionais são opostos), não termos que dar satisfações por tudo e por nada, não termos que levar na cabeça naqueles dias em que só nos apetece alguma paz e sossego, não termos que estar preocupados se está tudo no sítio, limpo e arrumado quando chegamos do trabalho cansados e nos apetece relaxar um bocado antes de começarmos a pensar nesses pormenores, não termos que aturar "mesquinhices, taras e manias", não termos que discutir por causa do plano de férias, por causa de um fim de semana passado fora de casa, por causa da cadela que está com o cio, por causa da água quente que se gastou, and so on. Isto sem falar, claro, da pressão que de ano para ano, mês para mês, semana para semana, dia para dia, aumenta. É desgastante. Não querendo ser ingrata, já não se aguenta!
Das duas uma: ou ganho o euromilhões ou não tarda nada vou ter de parar, reflectir, e fazer contas à vida!
Porque não nasci eu, tipo... sei lá... nos anos 60?...
...daqueles que vivem numa grande casa, podem dormir na cama dos donos, saltar para cima dos sofás, que comem ração gourmet (e uns petiscos por fora, de vez em quando), recebem mimo de toda a gente, e que dão passeios diários junto à praia ou num jardim.
Uma das coisas que mais odeio nas mulheres é a incapacidade de, pelo menos nos momentos menos fáceis, serem pouco práticas e demasiadamente sôfregas. Assim, como se...o mundo acabasse amanhã e não existisse mais nada para além do "agora".
Somos pura e simplesmente masoquistas. A bomba explode, com a força de uma bomba atómica (a qual desconheço, felizmente, mas que deve ser forte quanto baste), e vamos trabalhar com umas olheiras até aos pés. Perguntam-nos "está tudo bem?" e a resposta resume-se a um pranto de lágrimas com soluços à mistura. Ouvimos músicas, vemos imagens, pegamos em objectos que trazem todas as boas recordações e nos fazem desejar que tudo não passasse de um pesadelo. Contam uma piada e não nos rimos - nem o melhor palhaço do mundo nos consegue arrancar um sorriso nestas alturas -, a concentração esvanece-se, a paciência para aturar seja o que for é pouca e a vontade de falar é nula. Aliás, quanto mais nos deixarem estar caladas melhor. Isto sem referir o nó do estômago que enquanto não desata não nos deixa meter nada à boca sem que, logo a seguir, nos dê vontade de deitar tudo fora. Talvez o único sintoma que, no meio disto tudo, pode ser bom para as mulheres que desejam perder uns quilos. O pensamento anda sempre a 1000 à hora e o que num minuto até interpretamos como "pode ser um bom sinal", no segundo a seguir "se calhar significa o fim"! Estas somos nós, as mulheres, perante os dramas da vida.
Os homens não aparecem no escritório com má cara. Não ficam com os olhos como se tivessem levado dois murros porque não têm ataques de choro hora sim, hora não. Os amigos trocam umas piadas e a graça continua sempre lá. A vontade de fazer as coisas normais, do dia-a-dia, continua hirta e firme. A vontade de comer continua inata e conseguem comer uma francesinha daquelas bem fortes, se for preciso, e com o maior dos prazeres. O pensamento consegue abstrair-se, falam de tudo e com todos como se nada fosse e não andam à procura do que possa lembrar seja o que for que conduza ao problema em causa. Simplesmente continuam a viver, porque são... práticos!
Odeio que as mulheres sejam tão emocionais. Invejo os homens, esses seres racionais que se mostram sempre bem e que conseguem transformar o coração em pedra por tempo indeterminado. Odeio que não consigamos ser assim...práticas! (E, além disto tudo, ainda odeio que me mandes "bjos"!)
Quem sou eu? Tudo aquilo que sempre mostrei ser. Sou eu sempre. Igual a mim própria mas, de momento, com coração destroçado. E pouco prática. Sou eu.
Ele tocar-me e a minha respiração aumentar de ritmo.
Abraçá-lo e dois transformarem-se em um.
Beijá-lo e esquecer o mundo.
Senti-lo e o meu coração bater forte.
Dar-lhe a mão e sentir conforto.
Estarmos lado a lado e estar protegida.
O amor é isto que tenho. É a tranquilidade, a harmonia, a confiança, a ternura, o carinho, a amizade, o companheirismo, a cumplicidade, a esperança, a certeza, a compreensão, a dedicação, a partilha, a simplicidade.
O amor é tudo aquilo que antes não conhecia. É tudo aquilo que antes apenas sonhava. É tudo aquilo que só via em filmes. É tudo aquilo que conseguia ler nos bons livros. É tudo aquilo que jamais tinha sentido. É tudo aquilo que nunca ninguém me tinha dado.
O amor és Tu. É tudo aquilo que as palavras ainda não conseguem transmitir. É tudo aquilo que sempre quis ter e que agora tenho. Que embora antes só conhecesse em sonhos, continua a fazer-me ter todos os sonhos do mundo. Contigo.
És o meu sorriso, a minha calma, a minha força, a minha felicidade, a minha vida.
Sou apaixonada por ti sem medos. Obrigada, Meu Bem, por estares comigo, por gostares de quem sou, por me deixares ser como sou, por me fazeres sentir especial, por me quereres amar, por quereres que eu te ame.
És o meu complemento, és parte essencial de mim, és…simplesmente Tu.
Encontrei-te e quero deixar-te ficar comigo...hoje, amanhã e depois do amanhã. Obrigada por fazeres parte dos meus dias...por me puxares os lençóis a meio da noite e por envolveres o meu sorriso com a magia do teu. Amo-te!
No dia em que batemos com a 'cabeça na parede' - seja pela primeira ou milésima vez, com mais ou menos impacto e danos físicos e/ou psicológicos - temos a tendência inconsciente e absolutamente imediata de dizermos 'com esta já aprendi', ou então 'nunca mais me apanham numa (situação) igual'.
Na verdade, aprendemos sempre alguma coisa com estes acidentes de percurso (mau era!).
Na verdade, muitos destes acidentes começam a ser totalmente evitados (felizmente).
Na verdade, com estes erros crescemos (e geralmente é mesmo sinal de que estamos a envelhecer).
Na verdade, acredito - e quero mesmo continuar a acreditar - que nunca nada acontece por acaso (caso contrário, qual o sentido de uma vida?).
Mas, também na verdade, quando nos envolvemos emocionalmente com a potencial situação de 'perigo', a afirmação do 'nunca mais' transforma-se numa questão tão subjectiva, que se torna quase impossível de gerir ou sequer de controlar.
Eu bem disse para mim própria que... 'nunca mais'. E, na verdade, hoje estou envolvida de corpo e alma naquilo em que um dia prometi a mim mesma que... 'nunca mais'.
O meu Eu fundiu-se com outro Eu. E agora, em vez de dizer... 'nunca mais' digo antes, numa tentativa de colmatar a falha racional, 'espero nunca mais ter que pensar ou dizer...nunca mais'.
"Eu fiz isto, eu fiz aquilo, eu fui ali e acolá, eu já estive lá, eu gosto, eu faço, eu costumo isto ou aquilo, etc., etc." Este é o 1º sinal de que estamos perto de uma pessoa egocêntrica; quando da mesma boca sai muitas vezes a palavra "Eu".
Embora o Ego seja o bom senso entre o nosso inconsciente e a nossa noção do dever e das responsabilidades morais e sociais, os egocêntricos olham apenas para o próprio "umbigo". Não fazem nada contra nem a favor dos outros. Simplesmente fazem tudo por e para eles mesmos, por se acharem os mais importantes e pensarem apenas neles próprios.
Pingo de vergonha na cara. Há quem, muitas vezes, não tenha nenhum, o que é pena. Ter - nem que seja uma única gota - de vergonha fica bem e recomenda-se. Para um futuro melhor!
"Na minha próxima vida, quero viver de trás para a frente:
Começar morto, para despachar logo o assunto. Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos - cada vez mais desenvolto e saudável - até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade; embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo. E depois estar pronto para o secundário e para a primária, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí torno-me um bébé inocente até nascer. Por fim, passo nove meses a flutuar num 'spa' de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, até que - 'Voilà!' - desapareço num orgasmo."
Tudo tem agora o som que me embala: ontem graves alertas de vazio, hoje audível felicidade!
De regresso às sensações de paz, de ternura e de encanto, com que me inspiraste e me prendeste, e de outras tantas que de tão bom jamais senti, volta a felicidade ao percurso das minhas veias e artérias.
Relaxo hoje na certeza de quem sou; De que nos temos e de que existimos.
Quão bom é ter a certeza de que respiro... inspiro e expiro... suspiro... e de que pelo milagre da vida
sorrio!
[por vezes as arrumações dão em descobertas de tesouros perdidos. Este, que aqui re-adaptei à minha actual realidade, valeu-me um beijo na testa por um professor/escritor]
"Deixa, deixa, deixa, eu dizer o que penso desta vida, preciso demais desabafar..."
...
A minha busca é na batida perfeita Sei que nem tudo tá certo mas com calma se ajeita Por um mundo melhor eu mantenho minha fé Menos desigualdade, menos tiro no pé
Andam dizendo que o bem vence o mal Por aqui vou torcendo pra chegar no final
Fácil é quereres ser amado. Difícil é amares completamente só. Amares de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Fácil é perguntares o que desejas saber. Difícil é estares preparado para ouvir a resposta ou quereres entendê-la. Fácil é chorares ou sorrires quando tens vontade. Difícil é sorrires com vontade de chorar. Fácil é sonhares todas as noites. Difícil é lutares por um sonho. Eterno é tudo aquilo que dura uma fracção de segundo, mas cuja intensidade petrifica e nenhuma força jamais resgata.
Pelas dezenas de vezes. "Pela incerteza da certeza que se a pedisses eu te a juraria... mas não posso nem sei...".
"Fui bailar no meu batel Além do mar cruel E o mar bramindo Diz que eu fui roubar A luz sem par Do teu olhar tão lindo
Vem saber se o mar terá razão Vem cá ver bailar meu coração
Se eu bailar no meu batel Não vou ao mar cruel E nem lhe digo aonde eu fui cantar Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo
Vem saber se o mar terá razão Vem cá ver bailar meu coração
Se eu bailar no meu batel Não vou ao mar cruel E nem lhe digo aonde eu fui cantar Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo"
"Estou que nem posso… Já não tenho idade para ir à queima à semana. Acho que a meio da noite me esqueci que já sou grande e que hoje é dia de trabalho e perdi a conta aos shots malucos que bebi. Estou sempre a dizer que sou miúda, que ainda sou uma criança, mas a verdade é que me senti bastante grande junto das pessoas com vinte e poucos anos com quem falei. Já nem coragem de cravar bebidas como se a minha vida dependesse desse feito, tenho. Ou de pedir shots e quando eles são servidos, baixar-me e desatar a correr para trás da barraca, como nos bons velhos tempos. Estou velha, é o que é. Apetece-me dizer a todas as pessoas que por lá andam “aproveita como se não houvesse amanhã porque esses são os melhores tempos da tua vida e passam tão depressa…”. Ou seja, aqueles discursos muita chatos que os cotas me diziam na minha altura e que não entendia. É verdade, a faculdade é o melhor tempo da vida de qualquer um… É com nostalgia que vejo aqueles olhares sem preocupações, como se nada tivesse consequências, nem motivo aparente para existir. Os namoricos, os exames, as chatices com as amigas, os copianços, as noites académicas em bares que não lembra a ninguém, os flirts, os profs, os sonhos, a semanada, o bar da faculdade, as jantaradas nas tascas manhosas,… Que saudades da única preocupação ser a de inventar alguma aldrabice aos cotas para justificar alguma cadeira ou ano perdido. Aqui, que ninguém me ouve, se fosse hoje acho que tinha perdido muitos e muitos anos e aproveitado ainda mais. Mais tempo. Mal se põe um pé fora da faculdade, com o canudo, ainda as últimas férias grandes estão a terminar e já os papás nos olham com outro olhar. O olhar das obrigações, das responsabilidades, do “bem-vindo ao mundo dos grandes”. Devia ter feito como muitos e dizer “afinal não era aquela a minha vocação, acho que me vou inscrever em filosofia” e continuar naquele mundo livre e boémio. É que, ou se faz isso logo de seguida, sem lhes dar tempo para pensar e nos dar aquelas boas-vindas, ou já não há escapatória possível. Agora, mesmo que quisesse não conseguia “abdicar” das responsabilidades e obrigações e voltar a estudar sem trabalhar. Infelizmente. Que raiva. Como disse uma vez uma pessoa que conheci e que já nem do nome me lembro, esses “são uns enganadores”. E quem me dera ser uma enganadora! Ser condecorada dux da faculdade, perder anos a fio na tuna e na comissão de praxe e o único horário a cumprir ser o do encontro no bar para matar uns finos, à tarde."
Tal como tu, minha querida amiga, partilho o mesmo sentimento. E daí ter feito um copy paste de empréstimo das tuas palavras. A passagem desta semana cria sempre aquela nostalgia devastadora, como se esse nosso tempo tivesse sido já noutra vida. Também me começo a sentir velha...não pelo espírito, pelas vontades, pelas atitudes. Mas pelas dores nas pernas, nos pés, na cabeça e até por esta conjuntivite, que quase parece ter surgido para me dizer "Pensas que ainda tens idade para estas coisas? Tem juízo!" Acho que até os shots me caem de outra forma no fígado...já não são bem para brindar à amizade, às asneiras "saudáveis", ao final de mais um ano lectivo, às festas, à boa vida, mas sim para conseguir olhar à minha volta e sentir que ainda consigo pertencer àquele mundo. Assim pelo menos salto. Canto. Danço. Sozinha ou com quem não conheço de parte nenhuma. Tiro fotos parvas. Sou capaz de reconhecer uma ou duas caras familiares que me dão umas borlas. E até sou ainda capaz de cair..."de tanto rir"...após dar uma cabeçada, no sentido literal da palavra. Vivi muito. Aproveitei ao máximo. Ou não. Lá está, é o desejo de querer sempre mais. Mais daquilo que não nos incute o peso insuportável das responsabilidades de ser adulto. Aquilo que já somos e teimamos em não querer ser. Ou mostrar. Mais do que a queima, sinto ainda mais a falta do cortejo. A esse não posso ir. Nunca mais. A sensação de passar a tribuna. Essa não voltarei a sentir. Nunca mais. A sensação de ser caloira. Essa só se tem uma vez na vida, tal como o sentimento de ser finalista. O traje. Odiava os sapatos, as meias que passava a vida a romper e a capa que pesava e fazia um calor sufocante nos dias mais quentes. Mas foi um orgulho. E a rodear tudo isto, os amigos. Aqueles que nos marcaram pelo convívio e partilha de momentos. Dessa "maralha", costumávamos nós dizer em linguagem académica, uns casaram, outros vivem longe e voltaram para casa, outros foram forçados a "desertar". Para poderem trabalhar! É...como dizem os "cotas"...é a vida! Tudo tem o seu tempo. Mas apesar de tudo, ainda temos mais um fim de semana e o dia a seguir para descansar o corpo...aquele que paga quando a cabeça não tem juízo. Bora queimar os últimos cartuchos?
[Desta vez não estive lá...vejo o vídeo e arrepio-me. Com as lágirmas nos olhos, sorrio. Já tive o privilégio de lá estar e viver tudo o que estas pessoas estão a viver! BIBA O QUIM!]
...era ouvir esta música ao vivo. Saltar enlouquecida e cantá-la o mais alto que a minha voz permitisse. Sentir a energia da multidão ao rubro e absorvê-la a 100%! Uiiii...ia ser uma terapia fantástica!!! The Killers no seu melhor com "Human". Como ouvi no outro dia um jovem a dizer, com o belo do sotaque à Porto: "GANDA MALHA!" [já que não pode ser ao vivo, no meio do povo...salto e canto - ou tento - em casa] So...Let's Rock!
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
Fernando Pessoa