"Life has a funny way of sneaking up on you
When you think everything's okay and everything's going right.
And life has a funny way of helping you out
when You think everything's gone wrong and everything blows up
In your face"
...era ouvir esta música ao vivo. Saltar enlouquecida e cantá-la o mais alto que a minha voz permitisse. Sentir a energia da multidão ao rubro e absorvê-la a 100%! Uiiii...ia ser uma terapia fantástica!!! The Killers no seu melhor com "Human". Como ouvi no outro dia um jovem a dizer, com o belo do sotaque à Porto: "GANDA MALHA!" [já que não pode ser ao vivo, no meio do povo...salto e canto - ou tento - em casa] So...Let's Rock!
O que pode demorar dias, meses, anos a ser construído pode demorar um segundo a ser destruído… Penso que na vida não deveriam existir determinadas palavras ou expressões. Como é o caso do “talvez”, do “mas”, do “vou pensar”, do “se calhar”, do “não sei”, do “fica para depois”, quando esse depois ou o amanhã podem nem sequer existir. Chamem isto de exagero, extremismo ou pessimismo, eu cá chamo realidade. Não somos imortais e o nosso destino só a Deus pertence, como dizem os mais religiosos.
Quase todos os dias a minha mãe chega a casa e conta-me histórias que não lembram a ninguém. É o marido da amiga que teve um AVC, é a mãe de uma colega de trabalho que teve um acidente, é o pai de não sei quem que morreu de um dia para o outro, é a amiga que descobriu um cancro. E nessas alturas eu penso no quanto somos pequeninos e o quanto perdemos por sermos tão picuinhas com pormenores que, no fundo, não interessam para nada. Perdemos demasiado tempo a pensar, quando esse mesmo tempo deveria ser gasto a viver como se não houvesse o tal amanhã.
Lembro-me como se fosse hoje daqueles dias terríveis de Agosto e Setembro, quando de repente a minha avó, que respirava saúde, foi atirada para uma cama do hospital. Se por um lado a minha vida tinha dado uma volta de 180º, por outro tinha acabado de chegar de umas férias fantásticas, preparada para seguir em frente com um sorriso rasgado. Aquela notícia caiu que nem uma bomba na minha cabeça. Parecia que o meu mundo se estava a desmoronar por completo, já não sabia que mais me poderia acontecer naquele instante. Toda a gente fora, a casa vazia, eu tinha de me conseguir manter erguida sozinha, sem o apoio de ninguém. Não sei bem como consegui, sei que nestas alturas me apercebo do tamanho da força interior que temos e que desconhecemos por completo.
Quando cheguei e corri para o hospital, ainda falei com ela. Tudo me parecia mais ou menos controlado. No dia a seguir estava em coma. Não me lembro de sentir tamanho sufoco, tamanha dor. Fiquei desorientada. Não me queriam deixar vê-la naquele estado e eu teimei… Quando vi a minha avó imóvel, mantida viva por uma máquina, cheia de tubos, quase desfaleci. Dei-lhe a mão, acariciei-lhe a face e disse-lhe entre soluços – acreditando piamente que me ouvia – “ai de si que me deixe, todos precisamos de si aqui”. Não consegui ficar muito tempo. Saí a correr, desnorteada, encostei-me a uma parede das escadas e deixei-me escorregar em pleno pranto. O meu avô e os meus tios esperavam-me na porta e eu não queria que me vissem naquele estado. Limpei as lágrimas e saí de óculos escuros para que ninguém visse os meus olhos inchados. Dei um abraço ao meu avô e disse-lhe “Não se preocupe que a avó não tarda nada está em casa. Daqui a um tempo, tudo isto não passará de um pesadelo. O que ela precisa agora é que o avô acredite nela. A força da atracção existe por isso pensamento positivo!” Não sei como consegui, mas dei ao meu avô a força e a energia que nem eu tinha para mim. A verdade é que ele me dizia todos os dias “Em casa estou sempre a repetir em voz alta: ela vai ficar bem, ela vai ficar bem!”. E eu ficava feliz por estar a conseguir dar ânimo a quem dele precisava, porque sei que se a minha avó partisse, o meu avô partiria junto. E isso seria uma tragédia na família.
Nesse dia saí do hospital em estado de choque. O carro ia para onde queria, eu já nem sequer o controlava. Sei que a dada altura o parei, saí e sentei-me em pleno passeio a olhar para o céu e a pensar “O que é que eu faço?”. Nunca tive um sentimento de impotência tão grande. Quando os meus pais me ligavam tinha de fingir que estava tudo bem, dentro dos possíveis. Quando estava em casa, sozinha, o telemóvel sempre que tocava eu estremecia, com medo do nome que ia aparecer no visor e do que poderia ouvir do outro lado. Nesta altura, todos os restantes problemas da vida me pareceram fúteis e banais. Nunca a palavra nunca esteve tão presente. Quando dizem que nestes momentos de aflição uma pessoa se agarra a tudo, é bem verdade. A igreja foi o meu maior refúgio. E o meu maior apoio.
Sem entrar em muitos mais pormenores, a verdade é que, da mesma maneira que de um dia para o outro a minha avó tinha ficado entre a vida e a morte, também de um dia para o outro recuperou. E no natal brindamos todos à presença dela entre nós com um sorriso e lágrimas nos olhos de felicidade. A hora dela não tinha chegado. Felizmente.
Quando recordo aquilo que passei com esta situação de quase perda, sinto que deveria dizer todos os dias às pessoas de quem gosto, o quanto gosto delas e o quanto são importantes para mim. Sinto que deveria viver mais intensamente, sem medos, sem vergonhas, arriscando tudo e dando tudo de mim como, quando e a quem me apetece. Sinto que devia dizer a toda a gente que tem um “talvez” na vida que tenha antes uma certeza. Que viva e aproveite todos os momentos sem receio, sem dúvidas, sem os entraves que todos teimamos em meter no nosso caminho!
A felicidade depende de nós. E isto que hoje aqui escrevo vou fazer por ler muitas vezes. Para que me lembre, sempre que me esquecer, que a vida são dois dias…
Os dias longos de verão. O sol a brilhar. A areia nos pés. O som do mar. O bronze dourado. O gelado ao final da tarde. As noites quentes. As caipiroskas fresquinhas e a sangria.
O pequeno-almoço. O almoço. O lanche. Os jantares. A ceia. Acompanhada por quem me é especial.
Ver o nascer e o pôr-do-sol.
Tomar um banho quente no Inverno. Tomar um banho fresco no Verão.
Ir de férias. Contigo. Com eles. Com elas. Com vocês. Do meu coração.
Ouvir música. Na rádio. Na aparelhagem de casa. No computador. Num concerto. Dançar. Saltar. Cantar. Gritar.
Rir-me às gargalhadas até que me doam os abdominais e escorram lágrimas dos olhos.
Jogar às escondidinhas. Ás caçadinhas. Á macaca. Ao elástico. Ao “natural water killers” e ao “lambe-cricas” na Zambujeira. Um jogo qualquer inventado porque me/nos apeteceu…
Um prato cheio de massa. Á carbonara. Á bolonhesa. Com frango. Com feijão e grão de bico. Ou simplesmente massa.
Quando não posso ou não me apetece ir. Mas me demonstram que faço falta.
Surpreender. Ser surpreendida. Os sorrisos provocados pelo inesperado.
Uma mensagem. Um telefonema. Uma carta. Um e-mail. Quando não se está à espera.
Um abraço apertado. Um beijo sentido. Um mimo carinhoso. Um gesto ternurento. Um olhar a brilhar. Passear de mãos dadas.
Conduzir numa estrada sem trânsito. Larga. Sem curvas. Na luz do dia. O pé a pesar no pedal do acelarador. A música aos berros.
Ir para a montanha no Inverno. Os skis nos pés. A paisagem branca. Ir para fora de pista. Cair sem me magoar. Ficar com o gorro, o cabelo e os óculos cheios de neve. Rir sem conseguir parar estendida no chão. Baixar-me e deixar-me ir a toda a velocidade, a sentir o vento gélido na face que o cachecol não consegue tapar… As tostas mistas ao final do dia. O chá a ferver à noite. A lareira acessa. O edredon fofinho. O filme no aconchego.
Vestir roupa nova. Sentir-me bem. Receber um elogio.
A minha pika. Os mimos. As brincadeiras. A companhia. Os passeios na praia.
(por Miguel Esteves Cardoso com alguns comentários meus)
"...Feliz é uma coisa que se é ou não é. Não se pode "estar" feliz. Pode-se estar bem disposto, pode estar-se alegre, pode estar-se satisfeito, mas feliz é a coisa que simplesmente não faz sentido estar. Ou se é ou não se é.
...Feliz é também uma coisa que ninguém se torna, que ninguém fica e que ninguém compra. Ou se é ou não se é. É como ser louro (apesar de eu achar que ser feliz é mais parecido com ser moreno). As pessoas felizes são aquelas que têm vergonha de falar nisso. Em Portugal, dizer "eu sou feliz" é como dizer "eu sou rico". É escandaloso.
...Para se ser feliz é preciso ser um bocado parvo. [concordo em pleno!! Estou sempre a dizer "sou tão parva!". Afinal ando sempre a dizer que sou feliz]
...As pessoas felizes só pensam nos outros. É como se não existissem. É por isso que conseguem ser felizes. É uma ilusão de óptica muito bem feita. Ninguém é mais feliz que o homem invisível.
...Para se ser feliz é preciso ser-se um pouco cegueta. [eu sou, eu sou!!] Entre as coisas que as pessoas miseráveis, normais, estão sempre a chamar às pessoas felizes, há: ingénua, lírica, naïf, boazinha. Aquela de que gosto mais é "Vives noutro mundo!". Haverá coisa melhor que viver noutro mundo, para quem conheça minimamente este? [Agora percebo porque todos dizem que sou ingénua e boazinha. Acabou-se a minha dúvida existencial! Também estou sempre a queixar-me que quero pôr os pés na terra e não consigo...afinal os outros é que estão mal!]
...Em Portugal, a felicidade é reprimida. A felicidade, em Portugal, é considerada uma espécie de loucura. Porquê? Porque os portugueses, quando vêem uma pessoa feliz, julgam que ela está a gozar com eles.
...Ninguém tem pena das pessoas felizes. Os portugueses adoram ter angústias, inseguranças, dúvidas existenciais, porque é isso que funciona na nossa sociedade. As pessoas com problemas são mais interessantes. Nós, os tontos, não temos interesse nenhum porque somos felizes. [Com isto só posso ser a favor da extinção de Portugal!]
...E, no entanto, as pessoas felizes também sofrem muito. Sofrem, sobretudo, de culpa.
...As pessoas felizes precisam de se afirmar, de deixar de fingir que também estão permanentemente na fossa. Devia haver emblemas grandes a dizer "EU SOU FELIZ E ESTOU-ME NAS TINTAS" ou "EU SOU FELIZ E NÃO TENHO CULPA".
...As pessoas felizes também choram, também sofrem, também se angustiam. Só que menos. Aliás, muito menos..."
"Fotografa-me agora com os teus olhos e pergunta-me outra vez para que eu possa dizer-te sim e repetir…"
"O que é este sentimento, que embala e me encanta, traz-me a magia, ser tua, ser meu, ser teu, ser minha, nesta imensa jornada?... Quem me diz do peito ardendo, o suor escorrendo, um calor percorrendo o meu corpo ansioso, quem me diz o que é… o que tenho? E o amor responde-me… é o sentimento mais belo, que tem até dia eterno, para ser celebrado, saudado, lembrado… é o sentimento mais nobre, efeito que envolve, anestesia e te enche de luz… e o amor dá-me as mãos, cativa-me, sussurra prazeres… conta-me dos seres que envolve… domina… e nesta magia, me entrego aos teus braços, sorrisos abertos, olhares brilhantes e nele me envolvo, me aqueço e num só desejo, me entrego…me dou!! ... Assim do amor aplico todo o excesso, sem a menor fracção desperdiçar, e sigo amando mais e recomeço, mostrando a arte de viver, de amar. Deixa em teu rosto minhas mãos carentes e sente como estão húmidas de amor e que, na brevidade do calor, dizem palavras mudas-eloquentes. São mãos querendo desesperadamente carícias, que um tempo sem candor levou e que, despidas de pudor, procuram por lembranças já dormentes. Se a lua faz-se bola de cristal, e vagalumes beiram o luar, elas se aquecem em teu brilho banal. Deixa teu rosto de pedra sonhar, que minhas mãos são jorros d’água e sal, que caem sobre ti com sons de mar… O nosso amor é sangue. É seiva. É sol. É Primavera. Amor intenso. Amor instante. O nosso amor é uma arma. E uma espera. O nosso amor é um cavalo alucinante. O nosso amor é um pássaro voando. Mas à toa. Rasgando o céu azul-coragem. Amor partindo. Amor sorrindo. Amor doendo. O nosso amor. O nosso amor é como a flor do aloendro. Deixa-me soltar estas palavras amarradas…"
Eternis
quarta-feira, janeiro 14, 2009
No meio da multidão, numa luz ténue mas cintilante, instável, olho de relance para trás e vejo-te. Nesse momento tudo pára, como só nos filmes é possível. As pessoas ao meu redor deixam de existir, o movimento deixa de se sentir, o barulho deixa de se ouvir, o espaço deixa de ser de todos e passa a ser só nosso. Só nós e a música, que não é ruído.
Os nossos olhos fixam-se, encantados. Sorrimos um para outro e nesse segundo desvio o olhar para o chão, sem jeito. Olho novamente para ti e estendes-me a mão. O mundo à nossa volta continua a ser uma espécie de utopia. Naquele lugar, apenas eu e tu. Dou-te a minha mão, agarrando a tua com vigor. Puxas-me para ti e entrelaças-me nos teus braços. Caras encostadas, sinto o teu cheiro que se mistura com o meu. Passo a minha mão pelo teu cabelo, num gesto de ternura. Beijo-te o pescoço e perco-me…no tempo e no espaço…perco-me em ti.
A música ainda se ouve. Toda a gente a deve ouvir. Tu também a ouves. Senti-la também toda a gente a sente mas todos de uma forma diferente. Todos interpretam a melodia da música como querem. Todos sentem a música conforme o estado de espírito, conforme as memórias ou as lembranças à qual a associam. Começa a tocar uma música calma, que transmite tranquilidade e pede o aconchego. Os nossos corpos, ainda agarrados, deixam-se levar por ela e movem-se ao som das notas que se soltam. Sinto-me em paz e protegida. Se conseguisse, se tivesse esse poder, parava a vida naquele instante e assim ficava…para sempre. Sentindo-me assim, contigo preso a mim.
Olhamos novamente um para o outro e passas a tua mão pela minha face. Sorris. Eu fixo-te com o olhar. Ao mesmo tempo que me acaricias e sorris, ouço-te dizer-me “És tão bonita”. O meu olhar fixo torna-se a mover, timidamente, e solto um riso de felicidade por ouvir as tuas palavras que sinto sinceras. Olho para ti novamente, com carinho. Com os corpos ainda em “slow motion”, chego-me a ti, ao teu ouvido e, mesmo sem talento, canto-te baixinho: “não me deixes…no livro que eu não li, no filme que eu não vi, na foto onde eu não entrei…não me deixes na história que não terminou…” Com as tuas mãos à volta da minha cintura, apertas-me ainda mais contra ti, como quem abraça o tempo, como quem abraça a vida, e dizes-me em segredo “Onde estiveres, eu estou. Onde tu fores, eu vou. Se tu quiseres assim. Meu corpo é o teu mundo…és parte de mim. Para onde olhares, eu corro. Se me faltares, eu morro. Agarra-me esta noite…”.
E eu agarro-te. Deixo-me estar perdida em ti e no teu beijo. No nosso beijo. Para o resto dos meus dias.
terça-feira, janeiro 13, 2009
Há dias assim. Em que até as palavras perdem o sentido.
Ontem - numa das minhas "paragens de respiração" - recuei no tempo e dissequei os sonhos que tinha aos 18 anos. Nessa altura imaginava-me: - casada por volta dos 25 anos, com o amor da minha vida, feliz e em harmonia; - com um curso superior acabado; - com um emprego motivador a nível económico e psicológico; - com um apartamento modesto mas acolhedor [com um recheio pobre mas de qualidade!] e - com perspectivas elevadas de evolução na carreira e na vida.
Passados 10 anos, portanto estando eu agora entre os 27 e os 28 anos de idade: - não sou casada, nem sequer tenho alguém que seja o "amor da minha vida" [príncipes de cavalo preto há muitos...raro é encontrar os de cavalo branco!]; - acabei um curso superior com saídas profissionais mas cujas portas se encontram todas encerradas [entreabertas para quem seja detentor do "factor C"]; - tenho um trabalho - e não um emprego - motivador mas inseguro e mal remunerado; - continuo a viver com os meus pais porque ainda não consegui criar condições para ser independente; e - as minhas perspectivas são cautelosas e bem mais limitadas do que aquelas que eu esperava ter nesta fase da vida! Fazendo as contas, o saldo é bem negativo. Após esta viagem ao passado, sustenho outra vez a respiração, e pergunto-me quais são os meus sonhos do presente: ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................. De repente dou conta de que tenho apenas um: voltar a acreditar que vale a pena sonhar! Será este meu sonho concretizável? [Definição de sonho no diccionário: conjunto de ideias e imagens mais ou menos confusas e disparatadas, que se apresentam ao espírito durante o sono; utopia; ficção; fantasia. No mínimo animador!]
Até descobrir se realmente os sonhos são devaneios da nossa mente - se algum dia o descobrir - vou vivendo...sim, é mesmo isso. Vou vivendo. No mesmo mundo de sempre, aquele mundo de contos de fadas, que eu não gosto mas do qual não me consigo libertar.
A papisa traz crescimento e melhorias à vida de caranguejo, embora tudo deva ser conduzido com muita calma, observação de todos os aspectos e circunstâncias, e procurando os momentos certos. 2009 é um ano de definições na vida sentimental de caranguejo. Nessa medida pode iniciar um novo ciclo de vida, em que apenas dará passos no momento em que considerar que está apto a envolver-se de forma mais séria; estará apaixonado mas ponderado. No plano material, Caranguejo deve manter-se atento e não dar passos em falso; o tempo deve ser um dos seus mais fortes aliados. Economicamente, a vida flui e estará mais equilibrada do que habitualmente; parece de facto já ter aprendido algumas lições da vida. Caranguejo tem um ano protegido na saúde.
Assim será o meu ano de 2009. Pelo menos tenho constatado, em todas as previsões do meu signo, que este será um ano de concretizações a todos os níveis. Eu sinto que sim. Talvez também porque assim o deseje. A ver vamos... O que é preciso é não dar passos maiores do que as pernas. E não deixar que nada nem ninguém me roube o optimismo e a força de querer continuar em frente!
"Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e, por vezes – em mais casos do que se possa imaginar – existem pessoas que pura e simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Esperem lá, não é que não queiram – querem! – mas quando gostam – e podem gostar muito – há sempre qualquer coisa que os impede. Ou porque a estrada está cortada para obras de pavimentação. Ou porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açucares. Ou porque sim e não falamos mais nisto.
Há muita gente que não pode comer crustáceos, verdade? E porquê? Não faço ideia, mas o médico diz que não podemos porque nascemos assim e nós, resignados, ao aproximar-se o empregado de mesa com meio quilo de gambas que faz favor, vamos dizendo: 'Nem pensar, leve isso daqui que me irrita a pele'.
Ora, por vezes, o simples facto de gostarmos de alguém pode provocar-nos uma alergia semelhante. E nós, sabendo-o, mandamos para trás quando estávamos mortinhos por ir em frente. Não vamos.. E muitas das vezes, sabendo deste nosso problema, escolhemos para nós aquilo que sabemos que, invariavelmente, iremos recusar. Daí existirem aquelas pessoas que insistem em afirmar que só se apaixonam pelas pessoas erradas. Mentira. Pensar dessa forma é que é errado, porque o certo é perceber que se nós escolhemos aquela pessoa foi porque já sabíamos que não íamos a lado nenhum e que – aqui entre nós – é até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice e estava-se mesmo a ver que ia dar nisto. E deu. Do mesmo modo que no final de 10 anos de relacionamento, ou cinco, ou três, há o hábito generalizado de dizermos que aquela pessoa com quem nós nos casámos já não é a mesma pessoa, quando por mais que nos custe, é igualzinha. O que mudou – e o professor Júlio Machado Vaz que se cuide – foram as expectativas que nós criamos em relação a ela.
Impressionados? Pois bem, se me permitem, vou arregaçar as mangas. O que é difícil – dizem – é saber quando gostam de nós. E, quando afirmam isto, bebo logo dois dry martinis para a tosse. Saber quando gostam de nós? Mas com mil raios, isso é o mais fácil porque quando se gosta de alguém não há desculpas nem ' ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho', nem ' ai que hoje era bom mas tenho outra coisa combinada' nem ' ai que não vi a tua chamada não atendida'.
Quando se gosta de alguém – mas a sério, que é disto que falamos – não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há sms que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo, porque recebi as flores mas pensava não serem para mim, porque não estava em casa quando tocaste. Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém – e estou a escrever para os que gostam - vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós."
Por Fernando Alvim (quem diria!...)
E já que um novo ano na minha vida, e na de toda a gente, deu agora início, pode ser que também se inicie em mim uma nova capacidade de amar. E de ser amada. Mas de verdade.
Há três remédios que ainda não foram inventados: o remédio para a estupidez, o remédio para a paciência e o remédio para cortar laços. Num mundo perfeito, as pessoas iam à farmácia e pediam uma caixa de comprimidos para o bom feitio, ou umas injecções para os neurónios. Quanto aos laços, não imagino outro objecto senão uma tesoura bem afiada para cumprir a missão.
Alguém devia inventar uma tesoura para cortar laços, sobretudo quando os laços já estão cheios de nós cegos e não há volta a dar. À falta de um objecto contundente que serviria para cortar o mal pela raiz, restam os procedimentos habituais: bater com a porta, deixar de telefonar, não atender chamadas, fazer exercícios de abstracção, em suma, fechar o coração.
FECHAR o coração é um exercício duríssimo para quem o tem. Não estou a falar dos já aqui citados donuts que alguns seres humanos escondem, nos quais as setas do Cupido se atravessam sem provocar a mais leve ferida, caindo no vazio do buraco negro de forma inconsequente. Estou a falar de pessoas com coração, que sabem dar e receber amor. Quem deixa um grande amor para trás carrega grilhetas tão ou mais pesadas do que aquele que fica sentado, pregado na pedra do porto, como canta Chico Buarque. Bater com a porta requer coragem, concentração e muita força de vontade.É preciso saber desistir e hoje em dia ninguém gosta de desistir de nada, muito menos do amor, até porque o amor é um bem escasso que facilmente se confunde com entusiasmo, atracção física, tesão, paixão ou entendimento. Mas afinal o que é o amor, senão uma soma nada matemática que engloba todas estas sensações, sentimentos e estados?
Há algum tempo que desisti de definir o amor e passei a concentrar-me em entender onde reside o amor. Isto porque acredito que o amor em si não existe, o que existe são provas de amor. Logo, essas provas podem estar à vista de todos. E é por esta ordem de ideias que as pessoas ficam noivas, trocando promessas e anéis, e depois se casam, trocando mais promessas e mais anéis. As celebrações amorosas servem para selar o amor. Por outro lado, as rupturas amorosas não seguem preceitos nem rituais; cada um faz o melhor que sabe e aguenta-se como pode, engolindo a mágoa do conformismo, ou remando contra a maré. Como escreveu Truman Capote – que por acaso jogava na equipa dos donuts – a morte de um sonho é tão triste e dolorosa como a própria morte, merece por isso o respeito e silêncio para com aqueles que a sofrem. Quando alguém desiste de um amor, está também a desistir de um sonho que já acalentou. E é muito difícil desistir. Abdicar de um amor dói, e essa dor dura, demora a partir. É como viver com uma pedra encostada à garganta.
Quem quer mesmo desistir tem de conseguir cortar o mal pela raiz, antes que os laços se tornem nós à volta do pescoço e do coração. É preciso pegar na tesoura e zás, cortar sem dó nem piedade, e sobretudo sem olhar para trás, sob o risco de reviver o mito daqueles que, ao partir de Sodoma e de Gomorra, se transformaram em estátuas de sal.
«É preciso acreditar como da primeira vez, é preciso confiar, é preciso pensar que a tal pessoa certa para nós existe mesmo e que todos podemos ter sorte na vida.»
«Não é fiel quem quer, é fiel quem pode»
«Dantes as pessoas encontravam-se, agora andam aos encontrões.»
«O sexo é como o universo: infinito, misterioso e eterno.»
«A monogamia não é uma escolha, é uma vocação.»
«O prazer é como uma caixa de bombons suíços, temos sempre vontade de lá voltar.»
«Acredito que a infidelidade é uma armadilha; primeiro abraça-nos e depois estrangula-nos.»
«Não há nada mais importante do que investir no nosso coração. E no coração daqueles que amamos, ainda que nem sempre o mereçam. Quem não investe no coração, pode ganhar muito na vida, mas não ganha o amor nem a generosidade alheia. Investir no coração é investir na continuidade e na continuação da nossa vida; é como ter filhos e investir neles, ficamos um passo mais perto da eternidade.»
« Será verdade que os homens amam o que desejam e as mulheres desejam o que amam?»
By Margarida Rebelo Pinto
As setas do cupido andam sempre por aí, a ser lançadas para várias direcções. Pena que a pontaria não esteja afinada e elas nunca ou poucas vezes acertem nos corações certos... O amor é mesmo assim: um conceito eternamente indefinido.
Ás vezes questiono-me do que seria a minha vida sem tudo aquilo e todos aqueles que me têm vindo a rodear nestes últimos tempos. Não sei se este sorriso que trago seria possível se não tivesse a minha vida preenchida com quem a preenche. Não sei se esta vontade de viver seria possível se não tivesse os meus dias preenchidos com aquilo que os preenche. Não sei se esta esperança que carrego existiria se o meu espaço e o meu tempo fossem apenas um vazio. Não sei se olhando para a frente, tentando alcançar um horizonte, visse um nada em vez deste tudo que mesmo sendo um nada, não parece ser o nada que é. No entanto, e apesar de ter consciência que não teria ultrapassado tantas decepções, mágoas e angústias sem o apoio do que me tem erguido, começo também a questionar o porquê de as pessoas quererem sempre complicar o que poderia ser - e é - tão simples. Porque eu acredito que a vida é simples! Se não fossem todos os obstáculos que o ser humano teima em pôr no caminho...dele próprio e dos outros. O amor é simples. A amizade é simples. O carinho é simples. Os laços são simples. O sorriso é simples. As lágrimas são simples. O olhar é simples. O ouvir é simples. O falar é simples. Dar a mão é simples. A harmonia é simples. O equilíbrio é simples. As palavras são simples...
"A vida é feita de coisas simples. A vida simples é feita de coisas. A vida, de coisas simples é feita. A vida de coisas feita, é simples. As coisas simples, fazem a vida. As coisas simples, são feitas de vida. As coisas, fazem a vida simples. As coisas, de vida simples são feitas. Simples são as coisas de vida feita. Simples é a vida que é feita de coisas. Simples são as coisas que fazem a vida. Simples são as coisas de que a vida é feita. Portanto, a vida é feita de coisas simples. E enquanto a vida for feita de coisas simples, a vida é simples. Nós é que a complicamos!"
Sabes o que te digo? Abre a mente. Abre o coração. Abre os braços. Agarra a simplicidade da vida! A minha, a tua, a de todos! Não há necessidade de complicar, o nosso destino é este...Esperas demais. Espero demais. Todos esperam demais! Se reparares és livre. Se reparares o teu tempo é certo. O meu tempo é certo. O tempo de todos é certo. A nossa vida é certa! Para quê complicar? Para quê?!? A vida é simples, feita de coisas simples. E por essas coisas serem simples é que a vida se torna assim: tão simples! Eu ainda acredito. Eu ainda quero viver a simplicidade da vida esquecida por muita gente. Vive comigo...gosta de mim...dá-me um beijo...dá-me um abraço...dá-me a mão...dá-me amizade...dá-me amor...faz-me companhia...acarinha-me...lembra-te de mim...simplesmente!
Jason Mraz - I'm Yours
Well you done done me and you bet I felt it I tried to be chill but you're so hot that I melted I fell right through the cracks, now I'm trying to get back
Before the cool done run out, I'll be giving it my bestest And nothing's going to stop me but divine intervention I reckon it's again my turn to win some or learn some
But I won't hesitate no more, no more It cannot wait, I'm yours
Well open up your mind and see like me Open up your plans and damn you're free Look into your heart and you'll find love love love love
Listen to the music of the moment people, dance and sing We're just one big family And it's our God-forsaken right to be loved loved loved loved loved
So I won't hesitate no more, no more It cannot wait, I'm sure There's no need to complicate, our time is short This is our fate, I'm yours
D-d-do do you, but do you, d-d-do But do you want to come on Scooch on over closer dear And I will nibble your ear
I've been spending way too long checking my tongue in the mirror And bending over backwards just to try to see it clearer But my breath fogged up the glass And so I drew a new face and I laughed
I guess what I be saying is there ain't no better reason To rid yourself of vanities and just go with the seasons It's what we aim to do, our name is our virtue
But I won't hesitate no more, no more It cannot wait, I'm yours
Come on and open up your mind and see like me (I won't hesitate) Open up your plans and damn you're free (No more, no more) Look into your heart and you'll find that the sky is yours (It cannot wait, I'm sure)
So please don't, there's no need (There's no need to complicate) There's no need to complicate (Our time is short) 'Cause our time is short (This is our fate) This is, this is, this is our fate I'm yours
Oh, I'm yours Oh, I'm yours Oh, whoa, baby you believe I'm yours You best believe, best believe I'm yours
Poderia dizer imenso mas nem me apetece dizer muito porque estou tão bem! Após tanto tempo - horas, meses, anos - consigo agora acordar todos os dias a sorrir, cantarolar todas as músicas que ouço, dançar ao som de qualquer ruído que faça o corpo mover, deitar-me sem ficar a pensar nisto ou naquilo, ter o telemóvel do meu lado e nada esperar...Não há nada nem ninguém que me consuma, não há nada nem ninguém que me atormente...e por isso e muito mais sinto-me simplesmente bem! Bem comigo própria, bem com o meu sorriso, bem com a minha boa disposição, bem com a minha vontade de viver, sem medo, sem opressões, sem repressálias, sem dúvidas, sem solidão, sem amarguras, sem raivas, sem ódios! Adoro os dias da semana, os dias dos fins de semana [mesmo aqueles que não chego sequer a ver], as noites curtas, as noites longas, ver o pôr do sol e às vezes o seu nascer...nem o frio me derruba esta leveza, esta força de prosseguir caminho sem sequer querer saber do amanhã. Sou feliz porque te tenho a ti, a ele e a ela, porque sou importante para vocês e porque vocês são importantes para mim. Sou feliz porque de nada me arrependo, porque sei o que sou, quem sou, o que dou, porque dou e a quem dou. Sou feliz porque sou livre e me apetece voar. Sou feliz porque nada me pesa, porque faço o bem para ter o bem sem no entanto esperar que ele me retribua. Sou feliz porque de tudo consigo tirar um sentido, um significado, uma aprendizagem. Sou feliz porque sou, brinco porque brinco, salto porque me apetece, sou criança porque a vida já é séria demasiadas vezes para ser sempre séria e rio-me a chorar agarrada à barriga porque não tenho razões para chorar agarrada à almofada! Antes tarde do que nunca...e eu só consigo dizer que me sinto bem! :)
Quando páro [sim, porque apesar da azafama com que tenho levado a vida também tenho os meus momentos de silêncio] olho para dentro de mim e pergunto-me o que sou, de onde venho e para onde vou. Respostas (ou tentativas de): O que sou - um ser humano. Mulher menina. Sentimentalista. Sonhadora. Sensível. Carente. Aparentemente forte. Mas frágil como o mundo. De onde venho - de um passado cheio de nada e vazio de tudo... Para onde vou - Caminho incerto. Nevoeiro. Em sentido contrário do que não quero. Rumo interior em constução.
O que amo? Os meus amigos. A minha família. Os meus cães. Os sorrisos. Os abraços. Os mimos. As palavras bonitas. Os momentos fora da realidade. Se tenho mais amor para dar? Imenso. Se preciso? Muito. Se quero? Sempre. Se procuro? Procurei. A quem dar? Há de aparecer. Serei feliz com quem me fizer feliz e farei feliz quem me quiser feliz. Não viverei mais em função desta procura... Por muito que sinta falta do valor. Da atenção. Dos beijos. Do filme de Domingo à tarde no sofá. Das sms's "parvas". Das discussões e amuos ridículos. Dos telefonemas de madrugada só para ouvir uma voz. Dos presentes surpresa. Dos jantares a dois. Dessas coisas todas de quem vive apaixonado. Até lá...
"Vou viver até quando eu não sei que me importa o que serei quero é viver
Amanhã, espero sempre um amanhã e acredito que será mais um prazer
e a vida é sempre uma curiosidade que me desperta com a idade interessa-me o que está para vir a vida em mim é sempre uma certeza que nasce da minha riqueza do meu prazer em descobrir
encontrar, renovar, vou fugir ou repetir
vou viver, até quando, eu não sei que me importa o que serei quero é viver amanhã, espero sempre um amanhã eacredito que será mais um prazer
a vida é sempre uma curiosidade que me desperta com idade interessa-me o que está para vir a vida, em mim é sempre uma certeza que nasce da minha riqueza do meu prazer em descobrir
encontrar, renovar vou fugir ou repetir
vou viver até quando eu não sei que me importa o que serei quero é viver, amanhã, espero sempre um amanhã e acredito que será mais um prazer"
Ele era um cavalheiro E dele transpirava elegância Ela era gata borralheira Tivera que limpar a sua infância
Ele velejava no verão E esquiava no inverno Ela trabalhava ao balcão De um qualquer estabelecimento moderno
Ele gostava de reluzir em si O estilo da capital Ela já não conseguia distinguir as cores Da bandeira nacional
Ele tinha em vista imensos títulos Uma futura ordem do infante Ela achava o levantar do chá com o dedo mindinho Algo deselegante
Mas ele um dia curvou-se a seus pés
E ela passou a ocupar o tempo A descobrir o que era a cultura E ele confinou-se aos seus aposentos E descobriu a costura
Ela quis vir a entender o universo E começou a ler Platão E ele resolveu perceber o que era a justiça Em frente à televisão
A ele de nada lhe valeu a carência Nem a casa no largo do rato Porque ela sabia que era cinderela E enganou-o com um sapato Ele queria ir à presidência Agora rendia-se à evidência Com mulheres que calçam o quarenta Ele vai revelar prudência
Hoje ele ainda beija os seus pés
(Os Pontos Negros)
E assim foi. The end of a short, short...empty story.
"Come up to meet ya, tell you I'm sorry You don't know how lovely you are I had to find you, tell you I need ya And tell you I set you apart Tell me your secrets, and ask me your questions Oh lets go back to the start Running in circles, coming in tails Heads on a science apart Nobody said it was easy It's such a shame for us to part Nobody said it was easy No one ever said it would be this hard Oh take me back to the start
I was just guessing at numbers and figures Pulling the puzzles apart Questions of science, science and progress Do not speak as loud as my heart And tell me you love me, come back and haunt me Oh and I rush to the start Running in circles, chasing tails Coming back as we are
Nobody said it was easy Oh it's such a shame for us to part Nobody said it was easy No one ever said it would be so hard I'm going back to the start"
Um destes dias, não há muitos, escreveram e dedicaram-me estas palavras: "Tenta: - parar essa velocidade que respiras, - escutar as palavras que te envolvem, - ler os olhos de quem te chama, - abraçar os gestos que te dedicam... ...e aí sim, talvez percebas quem realmente gosta de ti."
Eu não descreveria melhor, embora seja a minha própria pessoa que está em jogo. Isto só demonstra que nem sempre são as pessoas que nos são mais próximas que melhor nos entendem. Ás vezes é preciso aparecer alguém distante para nos colocar no caminho certo...ou aparentemente certo - porque esta é uma afirmação subjectiva e válida de ser sempre posta em causa. And "nobody said it was easy"...
terça-feira, outubro 21, 2008
"Fechar o coração é um exercício duríssimo para quem o tem", como é o meu caso. Mas confesso que às vezes preferia ser como muitas pessoas que, simplesmente, fingem que o têm. Em vez do coração, "põem um donut atrás das costelas e tudo o que não lhes interessa passa pelo meio."
Ou então adorava ser como "um Golden Fish e esquecer tudo em 7 segundos"...
Só que, na realidade, eu não sou nem nunca serei um Golden Fish, nem nunca terei um donut no lugar do coração...
[frases com os direitos de Margarida Rebelo Pinto]
sábado, outubro 18, 2008
"O verdadeiro amor não precisa de lutas. Não se luta por amor: ou há amor, ou não há. Também não é preciso iniciar jogos, fazer-se interessante, entrar na coreografia infernal de medir forças e poderes do tipo «não me telefonaste durante três dias, agora também não me apanhas e nem te respondo aos emails», bem como outros disparates do género que só nos fazem perder tempo e energia. No verdadeiro amor não há lugar para esquemas, é preciso confiar, dar e acreditar sem reservas. É pegar ou largar, porque quando pega, é óptimo, e se não pega, não vale a pena correr atrás, nenhuma marca de cola nem truques de falinhas mansas resolvem o problema."
segunda-feira, outubro 13, 2008
Eu não sei quem te perdeu - Pedro Abrunhosa
Quando veio, Mostrou-me as mãos vazias, As mãos como os meus dias, Tão leves e banais. E pediu-me Que lhe levasse o medo, Eu disse-lhe um segredo: "Não partas nunca mais".
E dançou, Rodou no chão molhado, Num beijo apertado De barco contra o cais.
E uma asa voa A cada beijo teu, Esta noite Sou dono do céu, E eu não sei quem te perdeu.
Abraçou-me Como se abraça o tempo, A vida num momento Em gestos nunca iguais. E parou, Cantou contra o meu peito, Num beijo imperfeito Roubado nos umbrais.
E partiu, Sem me dizer o nome, Levando-me o perfume De tantas noites mais.
E uma asa voa A cada beijo teu, Esta noite Sou dono do céu, E eu não sei quem te perdeu.
"Nunca devemos amar em silêncio...Um amor feliz precisa do turbilhão das palavras, das frases aparentemente inúteis e sem sentido, precisa de adjectivos, de elogios, do ruído das banalidades."
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
Fernando Pessoa