segunda-feira, setembro 21, 2009

Tesourinho enaltecedor


Tudo tem agora o som que me embala:
ontem graves alertas de vazio,
hoje audível felicidade!

De regresso às sensações
de paz, de ternura e de encanto,
com que me inspiraste e me prendeste,
e de outras tantas
que de tão bom jamais senti,
volta a felicidade ao percurso
das minhas veias e artérias.

Relaxo hoje na certeza de quem sou;
De que nos temos
e de que existimos.

Quão bom é
ter a certeza de que respiro...
inspiro e expiro...
suspiro...
e de que pelo milagre da vida
sorrio!

[por vezes as arrumações dão em descobertas de tesouros perdidos. Este, que aqui re-adaptei à minha actual realidade, valeu-me um beijo na testa por um professor/escritor]

"Façam o favor de ser felizes!"

terça-feira, setembro 15, 2009

Raiz sem alma, é triste

"Deixa, deixa, deixa, eu dizer o que penso desta vida, preciso demais desabafar..."

...

A minha busca é na batida perfeita
Sei que nem tudo tá certo mas com calma se ajeita
Por um mundo melhor eu mantenho minha fé
Menos desigualdade, menos tiro no pé

Andam dizendo que o bem vence o mal
Por aqui vou torcendo pra chegar no final

...

quarta-feira, setembro 09, 2009

A vida em ciclos

Há uns dias atrás lembrei-me de alguém me ter dito que a nossa vida é constituída por estádios de 7 anos. Fiquei então de fazer uma pesquisa sobre este assunto e hoje foi o dia de usufruir, mais uma vez, das maravilhas da internet e do já essencial motor de busca google.com...

"A vida tem ciclos de sete anos exactamente como a terra faz uma rotação no seu eixo em vinte e quatro horas. Ninguém sabe porque não são nem 25 nem 23 horas. Mas sim 24. Não há nenhuma forma de responder a isto. É simplesmente um facto.

Assim, a vida humana divide-se numa sucessão de períodos, cada um deles com uma duração aproximada de sete anos.
(...)
No quarto período de sete anos – dos 21 aos 28 anos de idade – processa-se um forte desenvolvimento da natureza emocional. Durante estes sete anos, o indivíduo adquire uma estabilidade e um senso mais profundo de responsabilidade; a natureza suaviza-se e manifesta-se um desenvolvimento gradual de faculdades superiores que jaziam dormentes, conhecidas como intuição, telepatia mental, psicometria inconsciente e outras capacidades psíquicas semelhantes. Tudo isto aliado a um despertar do gosto pela música, arte, idiomas e tudo o mais que possamos denominar de 'mais elevado' na vida. Durante este período, a ausência de qualquer manifestação do desenvolvimento destas faculdades indica um desenvolvimento abaixo do normal.
No período dos sete anos que se seguem - dos 28 anos aos 35 anos de idade - o poder criador da mente torna-se mais activo e a capacidade de visualizar, imaginar e criar desenvolve-se a par de uma harmonia sempre crescente com a consciência e com as normas éticas da vida. É durante este período que os grandes inventores têm conseguido os seus maiores progressos e o 'homem de negócios' tem desfrutado de mais energia e, consequentemente, alcançado os maiores sucessos.
(...)
Cada um dos outros períodos de sete anos contribui para o desenvolvimento espiritual e para o desgaste gradual do corpo físico.
(...)
A vida não termina com a morte. A vida não pára: é um acto contínuo de evolução."

Esta minha lembrança não foi por acaso assim como nada é por acaso.
Se há ciclos ou não...
Se são de 7 anos ou de 10...
A verdade é que eu sinto e senti as mudanças atribuídas a cada uma das fases descritas, pelo menos até à idade em que me encontro.

Hoje não sou propriamente uma Mulher diferente da que era há poucos anos atrás. Sou a Mulher que sempre esteve dentro de mim, a Mulher que o meu corpo sempre quis transmitir mas que a minha alma nunca permitiu demonstrar. Estou mais madura, claro. Mantive as minhas virtudes. Algumas posso até ter aperfeiçoado. Consolidei princípios e valores. Atenuei defeitos através das aprendizagens que a experiência de vida me foi dando. Em troca, se calhar também emergiram outros. Ou não. Talvez sejam apenas defesas que adquiri para a 'queda' não doer tanto sempre que me 'empurrarem' ou sempre que 'tropeçar nas pedras e lombas naturais de um caminho'. Basicamente sou Humana. Sou um Ser Humano...com letra maiúscula.

Acredito em energias superiores. Não acredito na Igreja. Acredito que o ‘sonho comanda a vida’. Não acredito em mentes unicamente racionais. Acredito na naturalidade dos comportamentos físicos e emocionais. Não acredito nas leis sociais. Acredito – por isto e por muito mais – que 'não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe', da mesma forma em que acredito que há um julgamento ‘divino’ para os actos que cada um tem em vida, perante si próprio e perante os outros que o rodeiam.

Hoje, sei relamente o que sou. Sei o que dei. Sei o que dou. Sei a quem dar, como dar e quando dar. Sei o que desejo. Sei o que quero. Aprendi a valorizar-me quando antes só sabia valorizar os outros e tudo o que fosse exterior a mim. Aprendi a gostar da pessoa que sou e me tornei porque percebi que não é possível gostar genuinamente de nada nem de ninguém enquanto não nos amarmos a nós próprios.

Um dos grandes males da humanidade é focar-se apenas naquilo que não quer, esquecendo-se que conseguimos sempre mais dos sonhos daquilo que queremos!

Hoje, penso no modo afirmativo e positivo. Hoje, sonho sem medo. Hoje, dou passos em frente sem receio. Hoje, estou ciente de que nem sempre é possível completar uma parte do 'puzzle' que é a vida mesmo quando duas peças parecem encaixar-se na perfeição. Hoje, sei que quero ser feliz, como toda a gente.

É desta forma que abro a porta para o ciclo dos próximos 7 anos que, segundo esta teoria, é o auge de todos os ciclos existentes na vida... E eu acredito.

"A alma dorme na pedra,
Sonha na Planta,
Move-se no animal e
Desperta no Homem".

segunda-feira, setembro 07, 2009

"Essa gaja outra vez?"

Será que vão denunciar o meu blog e censurá-lo à custa disto?? :P
Este filme é fantástico e aproveitarem-no para fazer esta montagem foi genial.
Sátiras à parte, os políticos deste país são todos iguais: uns mais, outros menos, mas todos execráveis!

quinta-feira, setembro 03, 2009

...e viveram longe para sempre

"- 'Anda ter comigo...'
- 'Agora? Acabei de acordar. Estou de pijama, cara deslavada, cabelo desgrenhado...'
- 'E depois? Eu também.'
- 'Tenho que ir tomar um banho, vestir qualquer coisa...'
- 'Para quê? Anda ter comigo, não precisas de perder tempo com nada. Vem como estás.'

Por instantes pensou que ele só podia estar louco. Ou estaria a falar a sério? Ela gostava mesmo dele. Amava-o. Mas 'não dá, não dá...' Aquilo não era de todo boa ideia, não era de todo racional. Depois desse breve instante hesitou. Amava-o...queria-o ter por perto, mesmo não sendo da forma que queria. Podia ir... Podia ir e resistir a eventuais tentações. Estar apenas junto dele. Olhá-lo. Sentir-lhe o cheiro. Ouvir a sua voz. Perder-se nas conversas que consumiam sempre o tempo, transformando-lhe as horas em segundos. Sim, a ideia não era assim tão descabida... Ir ter com ele não iria mudar nada, apesar de desejar o contrário. Afinal a vida não são dois dias e um é para viver?

- 'Está bem. Uns minutos e estou aí.'
- 'Ok. Estou à tua espera. Até já.'

Desligou. 'Mas será que enlouqueci? Eu não posso estar bem.' Trocou os chinelos por umas havaianas. Lavou os dentes, escovou o cabelo, vestiu um casaco para esconder o pijama que trazia no corpo e saiu. 'Isto não está a acontecer, eu não estou a fazer isto.' Mas estava. Porquê? A razão desconhecia, o coração sabia.

Pouco tempo depois estava à porta da casa dele. Respirou fundo, pegou no telemóvel e enviou-lhe uma mensagem: 'Cheguei'. Ele sabia que ela ia. Talvez não tivesse imaginado é que ela iria realmente aparecer conforme estava. De pijama, como quando acaba de acordar.

Entraram e atrás a porta fechou-se. Lado-a-lado, subiram as escadas e ela ia repetindo para si própria 'tu consegues, tu consegues'. O coração em palpitações sónicas, os poros da pele dilatados, prestes a explodirem. Não há exercício respiratório ou mental que dê ao sistema fisiológico forças que controlem o sistema emocional!

Uns sorrisos. Umas palavras trocadas. Uns olhares que penetravam a alma. Uns abraços. Os corpos já numa distãncia que denunciava o perigo, os cheiros já misturados, as mãos já entrelaçadas. Tarde demais para voltar atrás e a tal resistência pretendida esquecida algures pelo caminho. Os dois fundiram-se e perderam-se naquele tempo do costume, só deles, entre carinhos, partilhas, silêncios preenchidos por um tudo que deixa o sorriso estampado no rosto.

A luz ténue do sol e a aparição ainda tímida da lua denunciaram o final do dia. Tinha chegado a altura de ir embora. Calçou as havaianas e vestiu o casaco. Já se sentia o frio da noite. Á medida que se aproximava da porta que conduzia à rua, ela ia absorvendo cada gesto, cada passo, cada pormenor ao seu redor. 'Este é um adeus. Não vais voltar aqui', dizia-lhe o sexto sentido. Certo ou errado, ele estava a dizer-lhe que se despedisse baixinho daquele amor.

Olhou-o em jeito de contemplação. 'Não te vou voltar a ver tão cedo, pois não?', questionou em surdina. Não queria ouvir a resposta. Sabê-la já é difícil. Sabê-la e ainda ouvi-la é uma facada no peito. Enquanto ia registando a sua imagem com o olhar, ia recordando os momentos. Um por um. Ele tinha-lhe dito, a meio da tarde e talvez apenas em tom de curiosidade, 'hoje é dia dos namorados'. Pois era. E ela amava-o. O que responder a uma constatação daquelas? Não interessava. Já nem valia a pena dar a importância que sonhava poder dar àquele dia.

Desprendeu o olhar e desviou-o para a rua, para o lugar onde o seu carro a esperava. Suspirou. Mais um abraço. Mais um beijo. Mais um sorriso. Um adeus incerto mas pressentido. Entrou no carro. A porta da casa fechou-se e ele desapareceu.

As suas almas encaixavam mas, inexplicavelmente ou não, aquele tinha sido o momento do derradeiro desencaixe. 'Posso nunca mais te ver, nunca mais te tocar nem nunca mais te ouvir, mas sei que vou sentir exactamente o mesmo que sinto hoje se só te voltar a encontrar daqui a 20 anos'. Ligou o carro e arrancou. O rumo estava traçado mas o destino estava à deriva."

In "Memories: why didn't we stay with the one's we love"

quarta-feira, setembro 02, 2009

Divagações, reticências, divagações. Porque sim.

Fazer amor pode durar um dia inteiro.

Desde a hora em que se dá um beijo de 'bom dia', passando pelo beijo do 'bom almoço' ou 'bom trabalho', sem esquecer os não menos importantes beijos do sair para 'jantar fora', seja este com ou sem significado especial, ou do sair para 'ir ao cinema'.

E quem fala em beijos, fala em abraços. Em carinhos que envolvem o toque, em gestos que demonstram o sentimento. Tudo pode ser resumido a uma mutualidade de emoções partilhadas.

Entre um casal apaixonado, fazer amor dura enquanto o prazer existir. Dura desde a hora do despertar até ao momento em que os dois corpos se encontram, por fim, debaixo dos lençóis...ou quando simplesmente se encontram, seja como e onde for!

segunda-feira, agosto 31, 2009

Ganha-se um 'instante' para se perder uma 'vida'

- “Sabes se ela anda por aí?”
- “Por acaso não…sei que costuma vir, estive para lhe ligar mas depois passou-me!”
- “Pois, é provável que esteja por aqui, lá com o ‘advogado’…”
- “Hum…isso soa-me a ‘dor de cotovelo’…olha que te fica mal.”
- “Achas? Estou a brincar! Nem o conheço direito…Foi só um comentário.”
- “A verdade é que perdeste o amor da tua vida.”
- “Lá isso…tens toda a razão. Ainda voltamos a tentar mas não resultou, como sabes.”
- “Há coisas que deixam marcas impossíveis ou difíceis de apagar. Que depois de feitas, destroem pilares importantes e imprescindíveis para sustentar qualquer relação.”
- “ Eu sei, eu sei. Por isso é que nunca mais voltarei a repetir o erro. Se bem que ‘nunca digas nunca’… Mas não quero voltar a ver ninguém sofrer como vi a ela. E tu bem sabes, estiveste sempre lá…”
- “Sim, foi bastante mau! Pelo menos sempre conseguiram manter a amizade. É um ponto positivo que nem sempre se consegue ganhar.”
- “É verdade! Ainda vamos falando. Internet, telemóvel. Quando dá ainda tomamos um café para pôr a conversa em dia. Soube admitir o que fiz, que mais poderia fazer? A razão não estava do meu lado e embora ela fosse tudo o que eu queria, não consegui que ultrapassasse o mal que lhe fiz.”
- “Eu até entendo…há tentações, momentos menos conscientes, fases mais frágeis, carentes…mas mesmo assim não é justificação…”
- “Mas eu não fiz nada, estava quietinho no meu lugar! A ‘gaja’ é que se atirou a mim e eu…”
- “ …e tu estavas a atravessar uma fase menos boa e blábláblá…nestas situações a culpa é sempre dos outros! E quieto não ficaste de certeza, caso contrário não teria acontecido.”
- “Pois é…pronto…falhei. Foram quase 6 anos juntos…mas agora [3 anos passados] estou bem, já não digo que a amo.”
- “Podes não amar mas foi o amor da tua vida.”
- “Sem dúvida.”

E é assim que as pessoas vão perdendo os seus amores: aqueles que os completam, que os fazem sorrir, chorar, que os fazem sentir especiais, importantes, únicos, mesmo naquelas alturas em que parece que mais ninguém no mundo se importa ou quer saber. Não interessa. Aquela pessoa estava sempre lá. Ontem, hoje, amanhã. O carinho, a atenção, a cumplicidade num gesto, numa troca de olhares, o “encaixe-mais-que-perfeito”.

Um dia um passo em falso, sem significado, mal medido, irracional, deita tudo por terra. Cai-se de um precipício para um abismo sem fim porque para trás fica o tal “amor da vida” que não se voltará a sentir em intensidade.

E este caso é apenas um exemplo de perda, que aqui exponho por ter surgido em conversa recente, porque há quem deixe “escapar entre os dedos” a 'tal' pessoa por motivos bem menores, incoerentes, diria até absurdos mas momentaneamente talvez incontroláveis...
...por orgulho.
...por teimosia.
...por imaturidade.
...porque aquele não é o 'momento certo' e “o que terá de ser nosso para nós, cedo ou tarde, voltará”. Será mesmo assim?

Há quem complique porque a sociedade “impingiu” a ideia de que tudo é complicado, portanto o que é simples não pode estar bem. É preciso complicar! Ou será que, na verdade, impingiu a "obrigatoriedade"de uma monogamia maioritariamente utópica?

De facto, o físico e/ou a mente têm impulsos e atitudes que as emoções do coração desconhecem. Uma questão que poderia ter divagações sem fim se, mais uma vez, tivesse tempo. Fica a curiosidade pessoalmente pouco compreendida… pela evidência cada vez mais significativa de casos reais que perdem, por um prazer instantâneo, uma vida de prazer permanecente.

domingo, agosto 23, 2009

Passo o tempo a dizer que o mundo anda louco.
Hoje descobri que, afinal, a louca sou eu.

quinta-feira, agosto 13, 2009

Meia palavra basta

Fácil é quereres ser amado. Difícil é amares completamente só. Amares de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois.
Fácil é perguntares o que desejas saber. Difícil é estares preparado para ouvir a resposta ou quereres entendê-la.
Fácil é chorares ou sorrires quando tens vontade. Difícil é sorrires com vontade de chorar.
Fácil é sonhares todas as noites. Difícil é lutares por um sonho.
Eterno é tudo aquilo que dura uma fracção de segundo, mas cuja intensidade petrifica e nenhuma força jamais resgata.

Pelas dezenas de vezes. "Pela incerteza da certeza que se a pedisses eu te a juraria... mas não posso nem sei...".


"Fui bailar no meu batel
Além do mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo

Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração

Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo

Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração

Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo"

Canção do Mar

terça-feira, agosto 04, 2009

Any second its a minute late

"What may come in your life for you to conquer…
The quest is to remain stronger.
Watch your steps, don't get mislead.
The everyday battles are the ones you make your own bed".

Bezegol - Forever Love

terça-feira, julho 28, 2009

Fica para depois!

Quantas vezes na tua vida deixaste coisas por fazer e coisas por dizer?
Quantas vezes mais vais continuar a fazê-lo?

Apetecia-me divagar sobre este assunto. Mas não hoje. Não tenho tempo.

terça-feira, julho 14, 2009

Coisas do meu Coração


"Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu pensar em você
Isso me acalma, me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver

Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passeei no tempo, caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão

É um espelho sem razão
Quer amor, fique aqui

Meu peito agora dispara
Vivo em constante alegria
É o amor que está aqui

Amor I Love You

E Ela Tinha.... suspirado
Tinha beijado o papel devotamente.
Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades
E o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas
Como um corpo ressequido que se estira num banho tépido.
Sentia um acréscimo de estima por si mesma,
E parecia-lhe que entrava enfim
Numa existência superiormente interessante
Onde cada hora tinha o seu encanto diferente
Cada passo conduzia a um êxtase
E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações

Amor I Love You"

Marisa Monte

quinta-feira, julho 09, 2009

Haverá limites?...

Sabemos de antemão que temos um limite para tudo o que consideramos ser mau. Para a mentira, a insegurança, o medo, o preconceito, a antipatia, a desconfiança, a ausência, a indiferença, o desprezo, a dor, a agressividade, a ignorância, a apatia...claro que existe e deve existir sempre uma dose de tolerância, mas qb.

Então e para o resto? Para o que é considerado bom, positivo? Existirá também um limite? Poderá o "bom demais" tornar-se "mau demais"? Será que realmente tudo tem uma medida certa? O tal do equilíbrio perfeito?

Compreensão, amor, amizade, inteligência, empenho, dedicação, sinceridade, simpatia, segurança, energia, optimismo, preserverança, confiança,...terão estes sentimentos e características um limite? Será que realmente o que é demais é erro? Haverá a tal da bela sem senão?

E o limite...o que delimita o limite?

No diccionário da língua portuguesa, limite é uma linha que estrema superfícies ou terrenos contíguos; é uma fronteira; um extremo; uma meta. Ou pode até designar um termo matemático quando é uma quantidade fixa da qual uma variável se aproxima indefinidamente sem nunca alcançar.

Na Psicologia do ser humano ou na Filosofia, o limite é uma patente. Não somos o que queremos, não fazemos tudo que sonhamos, não temos o dom de estar sempre onde desejamos. E é dentro destes limites que nos movemos.

Conhecer os nossos limites e os dos outros é uma tarefa que dura a vida inteira. Isto porque o limite não é algo estático. As pessoas mudam, logo o sistema de comunicação entre as pessoas é dinâmico e tem as suas próprias "leis", cabendo a cada um de nós descobri-lo em cada momento.

"Quem não vive como pensa, acaba a pensar em como viver". Aprender a observar a realidade do ser pessoal e do ser social é a melhor forma de compreender o limite que existe nas coisas e nas pessoas. Caso contrário, gasta-se o tempo a encontrar defeitos onde apenas existem características e assim talvez sejamos mais tolerantes com os outros... e connosco próprios.

"A felicidade não pode vir das coisas exteriores, do corpo, mas somente da alma, porque esta e só esta é a sua essência". E a alma é feliz quando é virtuosa. Disse Sócrates: "Para mim quem é virtuoso, seja homem ou mulher, é feliz, ao passo que o injusto e malvado é infeliz. Assim como a doença e a dor física são desordens do corpo, a saúde da alma é a ordem da alma - e esta ordem espiritual interior é a felicidade".

Afinal, os limites do bom e do mau somos nós que os fazemos. Tarefa difícil, mas não impossível. O limite é o céu? Não. O céu não pode ser o limite para quem quer chegar mais longe!...

terça-feira, julho 07, 2009

"Okay, I Want Everybody To Clear The Area Right Now!"

Sem muitas palavras por não serem necessárias.
Um último adeus.

"Smile, though your heart is aching
Smile, even though it's breaking
When there are clouds in the sky
You'll get by...

If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll find that life is still worthwhile
If you just...

Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying
You'll find that life is still worthwhile
If you just...

Smile, though your heart is aching
Smile, even though it's breaking
When there are clouds in the sky
You'll get by...

If you smile
Through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll find that life is still worthwhile
If you just smile...

That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying
You'll find that life is still worthwhile
If you just smile"

Michael Jackson - SMILE



sexta-feira, junho 26, 2009

O pano caiu mesmo... [e o mundo está em choque]


A partir de hoje passará, provavelmente, a ser visto com outros olhos.
Com aqueles com que o olhavam antes de o terem acusado de ser um mero e preverso "pedófilo", simplesmente porque em criança teve de ser adulto e em adulto quis ser criança.
Voltará a ser visto com os olhos de quem aprecia música. Espectáculo. Talento. Vocação. Arte.

Hoje morreu a pessoa. Renasceu o artista.
Não tive a oportunidade de o aplaudir ao vivo, mas sempre o aplaudi e aplaudirei como músico.
Não há nem restam muitas palavras para o choque. Foi o ícone da minha adolescência.
Michael Jackson é eterno.
É prodígio.
É lenda.

Fica a obra.
Fica um até sempre!

MICHAEL JACKSON: KING OF POP
Uma das mensagens a reter: "Heal The World, Make It A Better Place, For You And For Me And The Entire Human Race"
R.I.P. MJ

[Já não ouço esta música há muito tempo. Mas sei que não houve vez que não me fizesse chorar!...]

"Will You Be There"

Hold Me
Like The River Jordan
And I Will Then Say To Thee
You Are My Friend

Carry Me
Like You Are My Brother
Love Me Like A Mother
Will You Be There?

Weary
Tell Me Will You Hold Me
When Wrong, Will You Skold Me
When Lost Will You Find Me?

But They Told Me
A Man Should Be Faithful
And Walk When Not Able
And Fight Till The End
But I'm Only Human

Everyone's Taking Control Of Me
Seems That The World's
Got A Role For Me
I'm So Confused
Will You Show To Me
You'll Be There For Me
And Care Enough To Bear Me

(Hold Me)
(Lay Your Head Lowly)
(Softly Then Boldly)
(Carry Me There)

(Lead Me)
(Love Me And Feed Me)
(Kiss Me And Free Me)
(I Will Feel Blessed)

(Carry)
(Carry Me Boldly)
(Lift Me Up Slowly)
(Carry Me There)

(Save Me)
(Heal Me And Bathe Me)
(Softly You Say To Me)
(I Will Be There)

(Lift Me)
(Lift Me Up Slowly)
(Carry Me Boldly)
(Show Me You Care)

(Hold Me)
(Lay Your Head Lowly)
(Softly Then Boldly)
(Carry Me There)

(Need Me)
(Love Me And Feed Me)
(Kiss Me And Free Me)
(I Will Feel Blessed)

[Spoken]
In Our Darkest Hour
In My Deepest Despair
Will You Still Care?
Will You Be There?
In My Trials
And My Tripulations
Through Our Doubts
And Frustrations
In My Violence
In My Turbulence
Through My Fear
And My Confessions
In My Anguish And My Pain
Through My Joy And My Sorrow
In The Promise Of Another Tomorrow
I'll Never Let You Part
For You're Always In My Heart.

quinta-feira, junho 25, 2009

Não há coincidênciais...ou será que há?

Coincidências. Há quem acredite, há quem não acredite. Mas afinal, o que é uma coincidência?

O prefixo "co" da palavra coincidência significa "junto" e incidência é sinónimo de acontecimento. Uma boa definição de coincidência pode ser:
"Repetição de dois ou mais eventos num contexto onde há múltiplas possibilidades".

É uma questão acerca da qual reflicto vezes sem conta. Se acredito ou não? São mais as vezes em que não acredito do que aquelas em que acredito. No fundo, acho que tudo tem uma explicação, uma razão de ser, um sustento. Mas para não entrar em grandes paranóias, deixo a complexa questão para os grandes pensadores, filósofos, estudiosos e cientistas...que provavelmente nunca encontrarão a tal verdade absoluta a que todos aspiram.

Isto porque quem mergulha demasiado na procura desta resposta corre o risco de se afogar... de acabar por entre aqueles que habitam sítios como o Magalhães Lemos e afins. Se os loucos são génios? Talvez muitos sejam. Se vêem mais para além do comum dos mortais? Sem dúvida... No entanto, prefiro continuar a fazer parte integrante dos "ignorantes mentalmente saudáveis" e só ir pensando nisto "de vez em quando". Chega-me assim.

"As coincidências não existem por muito que nos digam o contrário.

Poderemos ficar chocados, pasmados, perplexos com os acontecimentos e como as coisas se encaixam, mas tudo são nada mais nada menos que consequências dos nossos actos e pensamentos, que se manifestam naqueles que nos estão mais próximos.

Os amigos de verdade dão-nos estalos de lucidez, que nos acordam para a realidade das coisas mais lógicas e mais básicas que existem.

As coincidências não existem, são o conjunto de situações que a nossa vida cria e desenvolve e que provoca reacção, positiva ou negativa, junto daqueles que nos estão próximos.

Quando somos alertados, significa que deveremos ter cuidado com as nossas atitudes presentes e que estas poderão estar a provocar preocupação naqueles que nos são mais próximos.

A vida tem destas maravilhas transcendentais, que não sabemos explicar porque acontecem e como acontecem. Porém são maravilhas e que felizmente existem para nos fazer ganhar lucidez, coragem, força e determinação para uma vida que em muito se encontra perdida e sem pontos de referência.

Os amigos caminham no nosso transcendente, que acaba por ser o nosso mundo real e manifestam de forma simples o seu pensamento e o seu alerta.

Quiçá as coincidências sejam uma manifestação divina, de um mundo superior, ao qual não temos qualquer capacidade de enxergar, não temos capacidade ou por falta de vontade (?).

O que é certo é que se manifestam no momento em que estamos no nosso silêncio e no momento em que não acreditamos que possam acontecer. No momento em que as esperanças já não existem e que os problemas deixam de ter qualquer solução.

Coincidências, coincidências, coincidências. Dizem que o mundo está cheio delas, mas será (?) se elas não existem.

Caberá a cada um de nós fazer a sua reflexão e tirar as elações possíveis. Caberá a cada um de nós dar o entendimento devido e fazer uso se realmente contribuir para a melhoria da nossa vida, do nosso estado de espírito e do nosso ser como pessoa.

Poderei ter um discurso transcendental e crente demais, é certo, mas o Homem tem a tendência de viver nessa dimensão ou ilusão, chamem-lhe o que quiserem. Mas que vale a pena viver vale. Que vale a pena pensar sobre isso, também.

Às vezes, somos um pouco cotas na forma como pensamos e como agimos, queremos complicar o que é tão simples e depois surgem estas coisas ás quais chamam coincidências."

Por Manuel de Sousa

terça-feira, junho 23, 2009

This is for the way you keep me smiling!

L is for the way you look at me
O is for the only one I see
V is very, very extraordinary
E is even more than anyone that you adore can

Love is all that I can give to you
Love is more than just a game for two
Two in love can make it
Take my heart and please dont break it
Love was made for me and you



L is for the way you look at me
O is for the only one I see
V is very, very extraordinary
E is even more than anyone that you adore can

Love is all that I can give to you
Love is more than just a game for two
Two in love can make it
Take my heart and please dont break it
Love was made for me and you
Love was made for me and you
Love was made for me and you

terça-feira, junho 16, 2009

Uma rosa à chegada, um luar numa partida sem adeus.
Um sorriso rasgado, um olhar compenetrado, num jeito sem jeito, para te dizer que sim sem pensar!
Perigosos sem perigo, são os sonhadores que sonham acordados, pois de tanto acreditarem ser possível, acabam por tornar os sonhos realidade.
E o passar do tempo tem-me mostrado que sim, que vale a pena sonhar, seja dia ou seja noite...que vale a pena acreditar na nossa força e nas nossas crenças, por mais absurdas que por vezes possam parecer...que realmente "tudo vale a pena quando a alma não é pequena"!
A flor da paixão, a lua que me apaixona, as palavras que me envolvem...
Com os olhos bem abertos, numa luz que não ofusca nem quero apagar, deixo os meus sonhos prosseguirem, encerrando neles a magia e a ilusão de quem vive na esperança...

"Gosto de ti todos os dias".

terça-feira, junho 09, 2009

Good Vibes

Numa das músicas de Rui Veloso pode ouvir-se: "já não há canções de amor por não haver quem acredite".
Felizmente, creio que ele se enganou. E tristes aqueles que deixaram de acreditar!

["Porque é que eu gosto tanto de ti?" "Porque sim!" And I keep smiling...]

sábado, junho 06, 2009

Há perguntas sem resposta. Não me perguntes.

"Silêncio é… ausência."
Ausência é e será… esquecimento.

"Cada um é como sabe ser."
Uns dão a transparecer a alma, em troca outros dão a conhecer o que lhes convém.

"Derrubaste."
Eu tive de derrubar... para me salvar!

Apesar do desagradável espanto …
"Os sorrisos ficaram gravados em mim, na minha memória e no meu coração."

“O resto virá a seu tempo.”
E realmente veio.

A letra de uma canção. Uma espécie de ode ao rompimento.
O despedaçar de uma alma provocado pelo desaparecimento de alguém de quem se gosta mas que se teve de deixar partir, por não sermos mais capazes de “salvar” seja o que for.
No final, a opção de nos “salvarmos” a nós próprios e caminharmos noutra direcção. Oposta à desse alguém que se perdeu.

O verso começado com "Did I ask for too much..." resume na perfeição um sentimento em “carne viva”, que parece às vezes ainda provocar um vento que nos derruba…

"And I can't be holding on
To what you got
When all you got is hurt
"

As últimas palavras que lhe disse. Em silêncio.

"Is it getting better?
Or do you feel the same?
Will it make it easier on you now?
You got someone to blame
You say
One love
One life
When it's one need
In the night
One love
We get to share it
Leaves you baby if you
Don't care for it

Did I disappoint you?
Or leave a bad taste in your mouth?
You act like you never had love
And you want me to go without


Well it's
Too late
Tonight
To drag the past out into the light
We're one, but we're not the same
We get to
carry each other
carry each other
One

Have you come here for forgiveness?
Have you come to raise the dead?
Have you come here to play Jesus?
To the lepers in your head

Did I ask too much?
More than a lot.
You gave me nothing,
Now it's all I got


We're one
But we're not the same
See we
Hurt each other
Then we do it again

You say
Love is a temple
Love a higher law
Love is a temple
Love is a higher law


You ask me to enter
But then you make me crawl
And I can't keep holding on
To what you got
When all you've got is hurt

One love
One blood
One life
You got to do what you should

One life
With each other
Sisters and my
Brothers
One life
But we're not the same
We get to
Carry each other
Carry each other

One...
One..."