terça-feira, janeiro 27, 2009

“Vou levá-la a um dos meus restaurantes preferidos – diz enquanto estaciona o carro numa rua perpendicular ao mar, na Foz.
- O tal Cafeína? Nunca lá fui.
- Há sempre uma primeira vez para tudo – remata com ar absorto antes de desligar o motor. Bem, bem, ainda não nos sentamos à mesa e já começaram as bocas. Isto ainda vai dar molho.
Não escondo o meu agrado pela escolha. O Cafeína é daqueles restaurantes que conquistam mesmo antes da primeira garfada. Sento-me com a sensação de que vou cá voltar muitas vezes. (…)
Olho-o fixamente. Este homem tem qualquer coisa. Qualquer coisa de especial que me dá vontade de ficar a tarde toda a conversar com ele. E não é só charme nem simpatia. É outra coisa qualquer que não consigo definir. Uma mistura alquímica de doçura e inteligência. (…)
Fala baixo, particularmente baixo, como se nem eu própria pudesse ouvir o que diz. Sinto o olhar dele a entrar-me pela cabeça adentro. E sinto-me invulgarmente permeável, indefesa perante a sua perspicácia e rapidez. Se não lhe achasse graça, consideraria este tipo de comentários despropositados e de mau gosto. Mas há qualquer coisa nele que me desarma, e o pior é que não me estou a importar nada com o facto de ele me desarmar. (…)
Acabamos de almoçar tarde, depois de uma longa conversa em que ambos revelamos mais do que gostaríamos das nossas vidas. (…) É isso. É isso mesmo. É a calma, nele, que me seduz. O tom de voz baixo e pausado, o olhar tranquilo, os gestos ponderados, as palavras escolhidas, o sossego e o recolhimento. Este é o tipo de homem que passa horas fechado em casa a ler e a ouvir Keith Jarrett. Aposto que tem uma casa aconchegada, com uns sofás cheios de almofadas e dezenas de molduras com fotografias dos amigos na sala. Pertence ao strong silent type que o Woody Allen tanto inveja. E eu também. (…)
Está surpreendido comigo tanto como eu com ele. Há sempre um Portugal desconhecido que espera por si. (…) Se possuísse um pingo de bom senso punha-me imediatamente a andar (…) Mas, como dizem os espanhóis, el sentido común es el menos común de los sentidos. E eu tenho esta atracção fatal pelo abismo, apetece-me sempre pisar o risco e desafiar a sorte. (…) Ninguém faz nada nesta merda de país, preferem todos aderir ao sistema em vez de dar uma volta à vida.
- Se pensasse com um bocadinho mais de calma não ficava com tantas rugas nessa testa de boa aluna…
Lá está ele outra vez a apanhar-me o fio à meada. A empregada de mesa aproxima-se.
- São dois gelados de limão com vodka por favor, enquanto a senhora pensa se me vai ou não mandar à fava – diz ele à rapariga de cabelo escorrido e óculos graduados. – O que é que acha? Acha que eu mereço que ela me mande à fava ou não?
Isto é extraordinário. Está a fazer charme à empregada do restaurante e ao mesmo tempo a gozar com a minha cara. A rapariga olha para ele com um ar enfiado e esboça um sorriso falhado em forma de esgar.
- Deixe lá, o senhor gosta de dizer estes disparates.
A rapariga afasta-se com passos curtos e hesitantes.
- Como é que sabe?
- Com tanto à vontade, deve fazer destas gracinhas todos os dias.
- Olhe que não, olhe que não… – fixa-me com ar discretamente sedutor – se fosse a si, ficava hoje por cá…parece-me que nos vamos dar muito bem… o que é que acha?
Cabrão. Estás-me a lançar a rede e está-me a apetecer cair. (…)
A sobremesa aterra finalmente em cima da mesa. Ele tem razão. Gelado de limão com vodka é uma combinação de primeira água. Saboreio o manjar enquanto me observa deliciado.
- Já vi que gosta das coisas que lhe recomendo…
- Pois gosto.
- E olhe que ainda não viu nada.
Se a presunção pagasse imposto, este gajo levava com a tabela máxima.
- O que vi já chega.
- Mas o que eu vi ainda não.
- O que é que quer dizer com isso?
- Quero dizer que você é uma mulher excepcional em demasiadas coisas para eu não me interessar por si. É muitíssimo esperta, sabe o que quer, trabalha bem, é bonita, tem uma maneira de se arranjar que me agrada, é requintada, elegante, tem savoir faire, tem bom ar…olhe, acho-lhe imensa graça, o que é que quer que eu lhe diga?
Quero que te cales, estúpido. Sabes muito bem que as mulheres resistem mal a elogios e estás-te a aproveitar disso. (…)

Estou a apaixonar-me minuto a minuto, segundo a segundo. Sinto-me dissolvida nele e em tudo o que o rodeia. Sei que este jogo é perigoso e arriscado, há muitos anos que não o jogo, mas agora não me interessa. Quero perder a cabeça e deixar-me ir nos braços deste homem. Do aplauso nasce o amor, escreveu Gabriel Garcia Marquez, eu admiro este homem. Admiro-o em tudo o que faz e que diz, pela forma como o faz e como o diz. Admiro a sua calma e ponderação, a sua forma sossegada de amar, o seu espírito crítico e observador, a sua cabeça pensante e a sua personalidade vincada sem um traço de dureza. Quero tê-lo perto de mim, nem que seja por um dia, nem que seja por um instante. Estou a apaixonar-me outra vez, mas já nada me preocupa. Perdi o medo, sou só vontade. Ele olha-me com os olhos cheios de curiosidade e prazer, como se quisesse registar na memória cada momento, cada gesto, cada movimento da minha boca.
- Há momentos na vida em que me sinto tão próximo da perfeição que podia morrer daqui a uma hora e não me importava.
Respondo-lhe: eu também…
Quando olho para o relógio passa das cinco da manhã e espanto-me com a frescura que sinto, como se o corpo não fosse meu, como se apenas o meu espírito ali estivesse a pairar, suspenso no tecto a vaguear (…)
Ele abraça-me outra vez, levanta-se e traz-me o pequeno-almoço à cama. O dia começa a clarear lá fora enquanto dançamos durante horas esquecidas, fundidos um no outro, como se tivéssemos crescido a dançar juntos.
E nessa manhã, algumas horas mais tarde, quando acordo ao lado dele e o vejo erguer-se a abrir ligeiramente as cortinas, reparo que daqui a alguns anos vai ficar careca e que não me vou importar.”

In "Não há coincidências" de Margarida Rebelo Pinto

segunda-feira, janeiro 26, 2009

"Vamos para onde? - Longe. E onde é que isso fica? - Perto."

Na sua solidão, cada um deles pode, pura e simplesmente, perder-se... ou, talvez, encontrar o outro.

Vamos sorrir juntos?

sábado, janeiro 24, 2009

Faz-me acreditar

Lugares: poucos. Músicas: algumas. Momentos: vários. Lembranças: todas. Sentimentos: grandes. Mágoas: impensáveis. Saudades: imensas. Desejos: muitos. Dúvidas: apenas uma...desistir mesmo sendo apologista de que nunca se desiste?


"Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar

Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar

Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei

Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só

Eu Vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar"



Cada lugar teu - Mafalda Veiga

quarta-feira, janeiro 21, 2009

O que me apetecia agora mesmo...

...era ouvir esta música ao vivo. Saltar enlouquecida e cantá-la o mais alto que a minha voz permitisse. Sentir a energia da multidão ao rubro e absorvê-la a 100%! Uiiii...ia ser uma terapia fantástica!!!
The Killers no seu melhor com "Human". Como ouvi no outro dia um jovem a dizer, com o belo do sotaque à Porto: "GANDA MALHA!" [já que não pode ser ao vivo, no meio do povo...salto e canto - ou tento - em casa] So...Let's Rock!

terça-feira, janeiro 20, 2009

Carpe Diem

O que pode demorar dias, meses, anos a ser construído pode demorar um segundo a ser destruído… Penso que na vida não deveriam existir determinadas palavras ou expressões. Como é o caso do “talvez”, do “mas”, do “vou pensar”, do “se calhar”, do “não sei”, do “fica para depois”, quando esse depois ou o amanhã podem nem sequer existir. Chamem isto de exagero, extremismo ou pessimismo, eu cá chamo realidade. Não somos imortais e o nosso destino só a Deus pertence, como dizem os mais religiosos.

Quase todos os dias a minha mãe chega a casa e conta-me histórias que não lembram a ninguém. É o marido da amiga que teve um AVC, é a mãe de uma colega de trabalho que teve um acidente, é o pai de não sei quem que morreu de um dia para o outro, é a amiga que descobriu um cancro. E nessas alturas eu penso no quanto somos pequeninos e o quanto perdemos por sermos tão picuinhas com pormenores que, no fundo, não interessam para nada. Perdemos demasiado tempo a pensar, quando esse mesmo tempo deveria ser gasto a viver como se não houvesse o tal amanhã.

Lembro-me como se fosse hoje daqueles dias terríveis de Agosto e Setembro, quando de repente a minha avó, que respirava saúde, foi atirada para uma cama do hospital. Se por um lado a minha vida tinha dado uma volta de 180º, por outro tinha acabado de chegar de umas férias fantásticas, preparada para seguir em frente com um sorriso rasgado. Aquela notícia caiu que nem uma bomba na minha cabeça. Parecia que o meu mundo se estava a desmoronar por completo, já não sabia que mais me poderia acontecer naquele instante. Toda a gente fora, a casa vazia, eu tinha de me conseguir manter erguida sozinha, sem o apoio de ninguém. Não sei bem como consegui, sei que nestas alturas me apercebo do tamanho da força interior que temos e que desconhecemos por completo.

Quando cheguei e corri para o hospital, ainda falei com ela. Tudo me parecia mais ou menos controlado. No dia a seguir estava em coma. Não me lembro de sentir tamanho sufoco, tamanha dor. Fiquei desorientada. Não me queriam deixar vê-la naquele estado e eu teimei… Quando vi a minha avó imóvel, mantida viva por uma máquina, cheia de tubos, quase desfaleci. Dei-lhe a mão, acariciei-lhe a face e disse-lhe entre soluços – acreditando piamente que me ouvia – “ai de si que me deixe, todos precisamos de si aqui”. Não consegui ficar muito tempo. Saí a correr, desnorteada, encostei-me a uma parede das escadas e deixei-me escorregar em pleno pranto. O meu avô e os meus tios esperavam-me na porta e eu não queria que me vissem naquele estado. Limpei as lágrimas e saí de óculos escuros para que ninguém visse os meus olhos inchados. Dei um abraço ao meu avô e disse-lhe “Não se preocupe que a avó não tarda nada está em casa. Daqui a um tempo, tudo isto não passará de um pesadelo. O que ela precisa agora é que o avô acredite nela. A força da atracção existe por isso pensamento positivo!” Não sei como consegui, mas dei ao meu avô a força e a energia que nem eu tinha para mim. A verdade é que ele me dizia todos os dias “Em casa estou sempre a repetir em voz alta: ela vai ficar bem, ela vai ficar bem!”. E eu ficava feliz por estar a conseguir dar ânimo a quem dele precisava, porque sei que se a minha avó partisse, o meu avô partiria junto. E isso seria uma tragédia na família.

Nesse dia saí do hospital em estado de choque. O carro ia para onde queria, eu já nem sequer o controlava. Sei que a dada altura o parei, saí e sentei-me em pleno passeio a olhar para o céu e a pensar “O que é que eu faço?”. Nunca tive um sentimento de impotência tão grande. Quando os meus pais me ligavam tinha de fingir que estava tudo bem, dentro dos possíveis. Quando estava em casa, sozinha, o telemóvel sempre que tocava eu estremecia, com medo do nome que ia aparecer no visor e do que poderia ouvir do outro lado. Nesta altura, todos os restantes problemas da vida me pareceram fúteis e banais. Nunca a palavra nunca esteve tão presente. Quando dizem que nestes momentos de aflição uma pessoa se agarra a tudo, é bem verdade. A igreja foi o meu maior refúgio. E o meu maior apoio.

Sem entrar em muitos mais pormenores, a verdade é que, da mesma maneira que de um dia para o outro a minha avó tinha ficado entre a vida e a morte, também de um dia para o outro recuperou. E no natal brindamos todos à presença dela entre nós com um sorriso e lágrimas nos olhos de felicidade. A hora dela não tinha chegado. Felizmente.

Quando recordo aquilo que passei com esta situação de quase perda, sinto que deveria dizer todos os dias às pessoas de quem gosto, o quanto gosto delas e o quanto são importantes para mim. Sinto que deveria viver mais intensamente, sem medos, sem vergonhas, arriscando tudo e dando tudo de mim como, quando e a quem me apetece. Sinto que devia dizer a toda a gente que tem um “talvez” na vida que tenha antes uma certeza. Que viva e aproveite todos os momentos sem receio, sem dúvidas, sem os entraves que todos teimamos em meter no nosso caminho!

A felicidade depende de nós. E isto que hoje aqui escrevo vou fazer por ler muitas vezes. Para que me lembre, sempre que me esquecer, que a vida são dois dias…

sábado, janeiro 17, 2009

Sobre a Felicidade

Felicidade é…

Os dias longos de verão. O sol a brilhar. A areia nos pés. O som do mar. O bronze dourado. O gelado ao final da tarde. As noites quentes. As caipiroskas fresquinhas e a sangria.

O pequeno-almoço. O almoço. O lanche. Os jantares. A ceia. Acompanhada por quem me é especial.

Ver o nascer e o pôr-do-sol.

Tomar um banho quente no Inverno. Tomar um banho fresco no Verão.

Ir de férias. Contigo. Com eles. Com elas. Com vocês. Do meu coração.

Ouvir música. Na rádio. Na aparelhagem de casa. No computador. Num concerto. Dançar. Saltar. Cantar. Gritar.

Rir-me às gargalhadas até que me doam os abdominais e escorram lágrimas dos olhos.

Jogar às escondidinhas. Ás caçadinhas. Á macaca. Ao elástico. Ao “natural water killers” e ao “lambe-cricas” na Zambujeira. Um jogo qualquer inventado porque me/nos apeteceu…

Um prato cheio de massa. Á carbonara. Á bolonhesa. Com frango. Com feijão e grão de bico. Ou simplesmente massa.

Quando não posso ou não me apetece ir. Mas me demonstram que faço falta.

Surpreender. Ser surpreendida. Os sorrisos provocados pelo inesperado.

Uma mensagem. Um telefonema. Uma carta. Um e-mail. Quando não se está à espera.

Um abraço apertado. Um beijo sentido. Um mimo carinhoso. Um gesto ternurento. Um olhar a brilhar. Passear de mãos dadas.

Conduzir numa estrada sem trânsito. Larga. Sem curvas. Na luz do dia. O pé a pesar no pedal do acelarador. A música aos berros.

Ir para a montanha no Inverno. Os skis nos pés. A paisagem branca. Ir para fora de pista. Cair sem me magoar. Ficar com o gorro, o cabelo e os óculos cheios de neve. Rir sem conseguir parar estendida no chão. Baixar-me e deixar-me ir a toda a velocidade, a sentir o vento gélido na face que o cachecol não consegue tapar… As tostas mistas ao final do dia. O chá a ferver à noite. A lareira acessa. O edredon fofinho. O filme no aconchego.

Vestir roupa nova. Sentir-me bem. Receber um elogio.

A minha pika. Os mimos. As brincadeiras. A companhia. Os passeios na praia.

Partilhar. Sonhar. Fantasiar. Lutar. Concretizar. Ganhar. Dar. Receber. Amizade. Amor. Sinceridade. Honestidade. Humildade. Simplicidade. Segurança. Confiança. Liberdade. Tranquilidade.

A felicidade é...
(por Miguel Esteves Cardoso com alguns comentários meus)

"...Feliz é uma coisa que se é ou não é. Não se pode "estar" feliz. Pode-se estar bem disposto, pode estar-se alegre, pode estar-se satisfeito, mas feliz é a coisa que simplesmente não faz sentido estar. Ou se é ou não se é.

...Feliz é também uma coisa que ninguém se torna, que ninguém fica e que ninguém compra. Ou se é ou não se é. É como ser louro (apesar de eu achar que ser feliz é mais parecido com ser moreno). As pessoas felizes são aquelas que têm vergonha de falar nisso. Em Portugal, dizer "eu sou feliz" é como dizer "eu sou rico". É escandaloso.

...Para se ser feliz é preciso ser um bocado parvo. [concordo em pleno!! Estou sempre a dizer "sou tão parva!". Afinal ando sempre a dizer que sou feliz]

...As pessoas felizes só pensam nos outros. É como se não existissem. É por isso que conseguem ser felizes. É uma ilusão de óptica muito bem feita. Ninguém é mais feliz que o homem invisível.

...Para se ser feliz é preciso ser-se um pouco cegueta. [eu sou, eu sou!!] Entre as coisas que as pessoas miseráveis, normais, estão sempre a chamar às pessoas felizes, há: ingénua, lírica, naïf, boazinha. Aquela de que gosto mais é "Vives noutro mundo!". Haverá coisa melhor que viver noutro mundo, para quem conheça minimamente este? [Agora percebo porque todos dizem que sou ingénua e boazinha. Acabou-se a minha dúvida existencial! Também estou sempre a queixar-me que quero pôr os pés na terra e não consigo...afinal os outros é que estão mal!]

...Em Portugal, a felicidade é reprimida. A felicidade, em Portugal, é considerada uma espécie de loucura. Porquê? Porque os portugueses, quando vêem uma pessoa feliz, julgam que ela está a gozar com eles.

...Ninguém tem pena das pessoas felizes. Os portugueses adoram ter angústias, inseguranças, dúvidas existenciais, porque é isso que funciona na nossa sociedade. As pessoas com problemas são mais interessantes. Nós, os tontos, não temos interesse nenhum porque somos felizes. [Com isto só posso ser a favor da extinção de Portugal!]

...E, no entanto, as pessoas felizes também sofrem muito. Sofrem, sobretudo, de culpa.

...As pessoas felizes precisam de se afirmar, de deixar de fingir que também estão permanentemente na fossa. Devia haver emblemas grandes a dizer "EU SOU FELIZ E ESTOU-ME NAS TINTAS" ou "EU SOU FELIZ E NÃO TENHO CULPA".

...As pessoas felizes também choram, também sofrem, também se angustiam. Só que menos. Aliás, muito menos..."

sexta-feira, janeiro 16, 2009

21 | 11




"Fotografa-me agora com os teus olhos e pergunta-me outra vez para que eu possa dizer-te sim e repetir…"

"O que é este sentimento, que embala e me encanta, traz-me a magia, ser tua, ser meu, ser teu, ser minha, nesta imensa jornada?... Quem me diz do peito ardendo, o suor escorrendo, um calor percorrendo o meu corpo ansioso, quem me diz o que é… o que tenho? E o amor responde-me… é o sentimento mais belo, que tem até dia eterno, para ser celebrado, saudado, lembrado… é o sentimento mais nobre, efeito que envolve, anestesia e te enche de luz… e o amor dá-me as mãos, cativa-me, sussurra prazeres… conta-me dos seres que envolve… domina… e nesta magia, me entrego aos teus braços, sorrisos abertos, olhares brilhantes e nele me envolvo, me aqueço e num só desejo, me entrego…me dou!!
...
Assim do amor aplico todo o excesso, sem a menor fracção desperdiçar, e sigo amando mais e recomeço, mostrando a arte de viver, de amar. Deixa em teu rosto minhas mãos carentes e sente como estão húmidas de amor e que, na brevidade do calor, dizem palavras mudas-eloquentes. São mãos querendo desesperadamente carícias, que um tempo sem candor levou e que, despidas de pudor, procuram por lembranças já dormentes. Se a lua faz-se bola de cristal, e vagalumes beiram o luar, elas se aquecem em teu brilho banal. Deixa teu rosto de pedra sonhar, que minhas mãos são jorros d’água e sal, que caem sobre ti com sons de mar… O nosso amor é sangue. É seiva. É sol. É Primavera. Amor intenso. Amor instante. O nosso amor é uma arma. E uma espera. O nosso amor é um cavalo alucinante. O nosso amor é um pássaro voando. Mas à toa. Rasgando o céu azul-coragem. Amor partindo. Amor sorrindo. Amor doendo. O nosso amor. O nosso amor é como a flor do aloendro. Deixa-me soltar estas palavras amarradas…"

Eternis

quarta-feira, janeiro 14, 2009

No meio da multidão, numa luz ténue mas cintilante, instável, olho de relance para trás e vejo-te. Nesse momento tudo pára, como só nos filmes é possível. As pessoas ao meu redor deixam de existir, o movimento deixa de se sentir, o barulho deixa de se ouvir, o espaço deixa de ser de todos e passa a ser só nosso. Só nós e a música, que não é ruído.

Os nossos olhos fixam-se, encantados. Sorrimos um para outro e nesse segundo desvio o olhar para o chão, sem jeito. Olho novamente para ti e estendes-me a mão. O mundo à nossa volta continua a ser uma espécie de utopia. Naquele lugar, apenas eu e tu. Dou-te a minha mão, agarrando a tua com vigor. Puxas-me para ti e entrelaças-me nos teus braços. Caras encostadas, sinto o teu cheiro que se mistura com o meu. Passo a minha mão pelo teu cabelo, num gesto de ternura. Beijo-te o pescoço e perco-me…no tempo e no espaço…perco-me em ti.

A música ainda se ouve. Toda a gente a deve ouvir. Tu também a ouves. Senti-la também toda a gente a sente mas todos de uma forma diferente. Todos interpretam a melodia da música como querem. Todos sentem a música conforme o estado de espírito, conforme as memórias ou as lembranças à qual a associam. Começa a tocar uma música calma, que transmite tranquilidade e pede o aconchego. Os nossos corpos, ainda agarrados, deixam-se levar por ela e movem-se ao som das notas que se soltam. Sinto-me em paz e protegida. Se conseguisse, se tivesse esse poder, parava a vida naquele instante e assim ficava…para sempre. Sentindo-me assim, contigo preso a mim.

Olhamos novamente um para o outro e passas a tua mão pela minha face. Sorris. Eu fixo-te com o olhar. Ao mesmo tempo que me acaricias e sorris, ouço-te dizer-me “És tão bonita”. O meu olhar fixo torna-se a mover, timidamente, e solto um riso de felicidade por ouvir as tuas palavras que sinto sinceras. Olho para ti novamente, com carinho. Com os corpos ainda em “slow motion”, chego-me a ti, ao teu ouvido e, mesmo sem talento, canto-te baixinho: “não me deixes…no livro que eu não li, no filme que eu não vi, na foto onde eu não entrei…não me deixes na história que não terminou…” Com as tuas mãos à volta da minha cintura, apertas-me ainda mais contra ti, como quem abraça o tempo, como quem abraça a vida, e dizes-me em segredo “Onde estiveres, eu estou. Onde tu fores, eu vou. Se tu quiseres assim. Meu corpo é o teu mundo…és parte de mim. Para onde olhares, eu corro. Se me faltares, eu morro. Agarra-me esta noite…”.

E eu agarro-te. Deixo-me estar perdida em ti e no teu beijo. No nosso beijo. Para o resto dos meus dias.

terça-feira, janeiro 13, 2009

Há dias assim. Em que até as palavras perdem o sentido.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Afinal, o que são os sonhos?

Ontem - numa das minhas "paragens de respiração" - recuei no tempo e dissequei os sonhos que tinha aos 18 anos. Nessa altura imaginava-me:
- casada por volta dos 25 anos, com o amor da minha vida, feliz e em harmonia;
- com um curso superior acabado;
- com um emprego motivador a nível económico e psicológico;
- com um apartamento modesto mas acolhedor [com um recheio pobre mas de qualidade!]
e
- com perspectivas elevadas de evolução na carreira e na vida.

Passados 10 anos, portanto estando eu agora entre os 27 e os 28 anos de idade:
- não sou casada, nem sequer tenho alguém que seja o "amor da minha vida" [príncipes de cavalo preto há muitos...raro é encontrar os de cavalo branco!];
- acabei um curso superior com saídas profissionais mas cujas portas se encontram todas encerradas [entreabertas para quem seja detentor do "factor C"];
- tenho um trabalho - e não um emprego - motivador mas inseguro e mal remunerado;
- continuo a viver com os meus pais porque ainda não consegui criar condições para ser independente;
e
- as minhas perspectivas são cautelosas e bem mais limitadas do que aquelas que eu esperava ter nesta fase da vida!
Fazendo as contas, o saldo é bem negativo.
Após esta viagem ao passado, sustenho outra vez a respiração, e pergunto-me quais são os meus sonhos do presente:
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De repente dou conta de que tenho apenas um: voltar a acreditar que vale a pena sonhar! Será este meu sonho concretizável?
[Definição de sonho no diccionário: conjunto de ideias e imagens mais ou menos confusas e disparatadas, que se apresentam ao espírito durante o sono; utopia; ficção; fantasia. No mínimo animador!]

Até descobrir se realmente os sonhos são devaneios da nossa mente - se algum dia o descobrir - vou vivendo...sim, é mesmo isso. Vou vivendo. No mesmo mundo de sempre, aquele mundo de contos de fadas, que eu não gosto mas do qual não me consigo libertar.


03. The Scientist-Coldplay - All About Love

sexta-feira, janeiro 09, 2009

A minha carta para 2009: CARTA II - A PAPISA


A papisa traz crescimento e melhorias à vida de caranguejo, embora tudo deva ser conduzido com muita calma, observação de todos os aspectos e circunstâncias, e procurando os momentos certos.
2009 é um ano de definições na vida sentimental de caranguejo. Nessa medida pode iniciar um novo ciclo de vida, em que apenas dará passos no momento em que considerar que está apto a envolver-se de forma mais séria; estará apaixonado mas ponderado.
No plano material, Caranguejo deve manter-se atento e não dar passos em falso; o tempo deve ser um dos seus mais fortes aliados.
Economicamente, a vida flui e estará mais equilibrada do que habitualmente; parece de facto já ter aprendido algumas lições da vida.
Caranguejo tem um ano protegido na saúde.

Assim será o meu ano de 2009. Pelo menos tenho constatado, em todas as previsões do meu signo, que este será um ano de concretizações a todos os níveis. Eu sinto que sim. Talvez também porque assim o deseje.
A ver vamos... O que é preciso é não dar passos maiores do que as pernas. E não deixar que nada nem ninguém me roube o optimismo e a força de querer continuar em frente!

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Isto do gostar e não gostar...


"Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e, por vezes – em mais casos do que se possa imaginar – existem pessoas que pura e simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Esperem lá, não é que não queiram – querem! – mas quando gostam – e podem gostar muito – há sempre qualquer coisa que os impede. Ou porque a estrada está cortada para obras de pavimentação. Ou porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açucares. Ou porque sim e não falamos mais nisto.

Há muita gente que não pode comer crustáceos, verdade? E porquê? Não faço ideia, mas o médico diz que não podemos porque nascemos assim e nós, resignados, ao aproximar-se o empregado de mesa com meio quilo de gambas que faz favor, vamos dizendo: 'Nem pensar, leve isso daqui que me irrita a pele'.

Ora, por vezes, o simples facto de gostarmos de alguém pode provocar-nos uma alergia semelhante. E nós, sabendo-o, mandamos para trás quando estávamos mortinhos por ir em frente. Não vamos.. E muitas das vezes, sabendo deste nosso problema, escolhemos para nós aquilo que sabemos que, invariavelmente, iremos recusar. Daí existirem aquelas pessoas que insistem em afirmar que só se apaixonam pelas pessoas erradas. Mentira. Pensar dessa forma é que é errado, porque o certo é perceber que se nós escolhemos aquela pessoa foi porque já sabíamos que não íamos a lado nenhum e que – aqui entre nós – é até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice e estava-se mesmo a ver que ia dar nisto. E deu. Do mesmo modo que no final de 10 anos de relacionamento, ou cinco, ou três, há o hábito generalizado de dizermos que aquela pessoa com quem nós nos casámos já não é a mesma pessoa, quando por mais que nos custe, é igualzinha. O que mudou – e o professor Júlio Machado Vaz que se cuide – foram as expectativas que nós criamos em relação a ela.

Impressionados? Pois bem, se me permitem, vou arregaçar as mangas. O que é difícil – dizem – é saber quando gostam de nós. E, quando afirmam isto, bebo logo dois dry martinis para a tosse. Saber quando gostam de nós? Mas com mil raios, isso é o mais fácil porque quando se gosta de alguém não há desculpas nem ' ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho', nem ' ai que hoje era bom mas tenho outra coisa combinada' nem ' ai que não vi a tua chamada não atendida'.

Quando se gosta de alguém – mas a sério, que é disto que falamos – não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há sms que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo, porque recebi as flores mas pensava não serem para mim, porque não estava em casa quando tocaste.
Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso.
Quando se gosta de alguém – e estou a escrever para os que gostam - vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós."


Por Fernando Alvim (quem diria!...)

E já que um novo ano na minha vida, e na de toda a gente, deu agora início, pode ser que também se inicie em mim uma nova capacidade de amar. E de ser amada. Mas de verdade.



Beggin - Madcon

terça-feira, dezembro 23, 2008

Onde reside o amor?

Há três remédios que ainda não foram inventados: o remédio para a estupidez, o remédio para a paciência e o remédio para cortar laços. Num mundo perfeito, as pessoas iam à farmácia e pediam uma caixa de comprimidos para o bom feitio, ou umas injecções para os neurónios. Quanto aos laços, não imagino outro objecto senão uma tesoura bem afiada para cumprir a missão.
Alguém devia inventar uma tesoura para cortar laços, sobretudo quando os laços já estão cheios de nós cegos e não há volta a dar. À falta de um objecto contundente que serviria para cortar o mal pela raiz, restam os procedimentos habituais: bater com a porta, deixar de telefonar, não atender chamadas, fazer exercícios de abstracção, em suma, fechar o coração.
FECHAR o coração é um exercício duríssimo para quem o tem. Não estou a falar dos já aqui citados donuts que alguns seres humanos escondem, nos quais as setas do Cupido se atravessam sem provocar a mais leve ferida, caindo no vazio do buraco negro de forma inconsequente. Estou a falar de pessoas com coração, que sabem dar e receber amor. Quem deixa um grande amor para trás carrega grilhetas tão ou mais pesadas do que aquele que fica sentado, pregado na pedra do porto, como canta Chico Buarque. Bater com a porta requer coragem, concentração e muita força de vontade. É preciso saber desistir e hoje em dia ninguém gosta de desistir de nada, muito menos do amor, até porque o amor é um bem escasso que facilmente se confunde com entusiasmo, atracção física, tesão, paixão ou entendimento. Mas afinal o que é o amor, senão uma soma nada matemática que engloba todas estas sensações, sentimentos e estados?
Há algum tempo que desisti de definir o amor e passei a concentrar-me em entender onde reside o amor. Isto porque acredito que o amor em si não existe, o que existe são provas de amor. Logo, essas provas podem estar à vista de todos. E é por esta ordem de ideias que as pessoas ficam noivas, trocando promessas e anéis, e depois se casam, trocando mais promessas e mais anéis. As celebrações amorosas servem para selar o amor. Por outro lado, as rupturas amorosas não seguem preceitos nem rituais; cada um faz o melhor que sabe e aguenta-se como pode, engolindo a mágoa do conformismo, ou remando contra a maré. Como escreveu Truman Capote – que por acaso jogava na equipa dos donuts – a morte de um sonho é tão triste e dolorosa como a própria morte, merece por isso o respeito e silêncio para com aqueles que a sofrem. Quando alguém desiste de um amor, está também a desistir de um sonho que já acalentou. E é muito difícil desistir. Abdicar de um amor dói, e essa dor dura, demora a partir. É como viver com uma pedra encostada à garganta.
Quem quer mesmo desistir tem de conseguir cortar o mal pela raiz, antes que os laços se tornem nós à volta do pescoço e do coração. É preciso pegar na tesoura e zás, cortar sem dó nem piedade, e sobretudo sem olhar para trás, sob o risco de reviver o mito daqueles que, ao partir de Sodoma e de Gomorra, se transformaram em estátuas de sal.


«É preciso acreditar como da primeira vez, é preciso confiar, é preciso pensar que a tal pessoa certa para nós existe mesmo e que todos podemos ter sorte na vida.»


«Não é fiel quem quer, é fiel quem pode»


«Dantes as pessoas encontravam-se, agora andam aos encontrões.»


«O sexo é como o universo: infinito, misterioso e eterno.»


«A monogamia não é uma escolha, é uma vocação.»


«O prazer é como uma caixa de bombons suíços, temos sempre vontade de lá voltar.»


«Acredito que a infidelidade é uma armadilha; primeiro abraça-nos e depois estrangula-nos.»


«Não há nada mais importante do que investir no nosso coração. E no coração daqueles que amamos, ainda que nem sempre o mereçam. Quem não investe no coração, pode ganhar muito na vida, mas não ganha o amor nem a generosidade alheia. Investir no coração é investir na continuidade e na continuação da nossa vida; é como ter filhos e investir neles, ficamos um passo mais perto da eternidade.»


« Será verdade que os homens amam o que desejam e as mulheres desejam o que amam?»


By Margarida Rebelo Pinto


As setas do cupido andam sempre por aí, a ser lançadas para várias direcções. Pena que a pontaria não esteja afinada e elas nunca ou poucas vezes acertem nos corações certos... O amor é mesmo assim: um conceito eternamente indefinido.
E porque é tempo de festas, um feliz natal.



All I Want For Christmas- Mariah Carey -

segunda-feira, dezembro 15, 2008

A simplicidade é o segredo

Ás vezes questiono-me do que seria a minha vida sem tudo aquilo e todos aqueles que me têm vindo a rodear nestes últimos tempos.
Não sei se este sorriso que trago seria possível se não tivesse a minha vida preenchida com quem a preenche. Não sei se esta vontade de viver seria possível se não tivesse os meus dias preenchidos com aquilo que os preenche. Não sei se esta esperança que carrego existiria se o meu espaço e o meu tempo fossem apenas um vazio. Não sei se olhando para a frente, tentando alcançar um horizonte, visse um nada em vez deste tudo que mesmo sendo um nada, não parece ser o nada que é.
No entanto, e apesar de ter consciência que não teria ultrapassado tantas decepções, mágoas e angústias sem o apoio do que me tem erguido, começo também a questionar o porquê de as pessoas quererem sempre complicar o que poderia ser - e é - tão simples. Porque eu acredito que a vida é simples! Se não fossem todos os obstáculos que o ser humano teima em pôr no caminho...dele próprio e dos outros.
O amor é simples. A amizade é simples. O carinho é simples. Os laços são simples. O sorriso é simples. As lágrimas são simples. O olhar é simples. O ouvir é simples. O falar é simples. Dar a mão é simples. A harmonia é simples. O equilíbrio é simples. As palavras são simples...

"A vida é feita de coisas simples. A vida simples é feita de coisas. A vida, de coisas simples é feita. A vida de coisas feita, é simples. As coisas simples, fazem a vida. As coisas simples, são feitas de vida. As coisas, fazem a vida simples. As coisas, de vida simples são feitas. Simples são as coisas de vida feita. Simples é a vida que é feita de coisas. Simples são as coisas que fazem a vida. Simples são as coisas de que a vida é feita. Portanto, a vida é feita de coisas simples. E enquanto a vida for feita de coisas simples, a vida é simples. Nós é que a complicamos!"

Sabes o que te digo? Abre a mente. Abre o coração. Abre os braços. Agarra a simplicidade da vida! A minha, a tua, a de todos! Não há necessidade de complicar, o nosso destino é este...Esperas demais. Espero demais. Todos esperam demais! Se reparares és livre. Se reparares o teu tempo é certo. O meu tempo é certo. O tempo de todos é certo. A nossa vida é certa! Para quê complicar? Para quê?!? A vida é simples, feita de coisas simples. E por essas coisas serem simples é que a vida se torna assim: tão simples!
Eu ainda acredito. Eu ainda quero viver a simplicidade da vida esquecida por muita gente. Vive comigo...gosta de mim...dá-me um beijo...dá-me um abraço...dá-me a mão...dá-me amizade...dá-me amor...faz-me companhia...acarinha-me...lembra-te de mim...simplesmente!

Jason Mraz - I'm Yours

Well you done done me and you bet I felt it
I tried to be chill but you're so hot that I melted
I fell right through the cracks, now I'm trying to get back

Before the cool done run out, I'll be giving it my bestest
And nothing's going to stop me but divine intervention
I reckon it's again my turn to win some or learn some

But I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm yours

Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find love love love love

Listen to the music of the moment people, dance and sing
We're just one big family
And it's our God-forsaken right to be loved loved loved loved loved

So I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm sure
There's no need to complicate, our time is short
This is our fate, I'm yours

D-d-do do you, but do you, d-d-do
But do you want to come on
Scooch on over closer dear
And I will nibble your ear

I've been spending way too long checking my tongue in the mirror
And bending over backwards just to try to see it clearer
But my breath fogged up the glass
And so I drew a new face and I laughed

I guess what I be saying is there ain't no better reason
To rid yourself of vanities and just go with the seasons
It's what we aim to do, our name is our virtue

But I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm yours

Come on and open up your mind and see like me
(I won't hesitate)
Open up your plans and damn you're free
(No more, no more)
Look into your heart and you'll find that the sky is yours
(It cannot wait, I'm sure)

So please don't, there's no need
(There's no need to complicate)
There's no need to complicate
(Our time is short)
'Cause our time is short
(This is our fate)
This is, this is, this is our fate
I'm yours

Oh, I'm yours
Oh, I'm yours
Oh, whoa, baby you believe I'm yours
You best believe, best believe I'm yours


">

Im Yours -

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Sunshine in my heart and soul!

Palavras para quê quando, de repente, descobrimos que a realidade à nossa volta é muito melhor do que aquela que tinhamos construída na nossa mente?

Os sentimentos de alívio e tranquilidade continuam... as surpresas são uma constante... o sorriso mantém-se aberto... e o olhar continua a brilhar!

A acompanhar esta fase positiva, este grupo. Já agora, venha mais um fim de semana de fon-fon-fon! E este, é prolongado! :)

http://www.youtube.com/watch?v=PZ5AcJFJ2NQ

quarta-feira, novembro 26, 2008

Mulher Menina de Bem com a Vida!

Poderia dizer imenso mas nem me apetece dizer muito porque estou tão bem!
Após tanto tempo - horas, meses, anos - consigo agora acordar todos os dias a sorrir, cantarolar todas as músicas que ouço, dançar ao som de qualquer ruído que faça o corpo mover, deitar-me sem ficar a pensar nisto ou naquilo, ter o telemóvel do meu lado e nada esperar...Não há nada nem ninguém que me consuma, não há nada nem ninguém que me atormente...e por isso e muito mais sinto-me simplesmente bem!
Bem comigo própria, bem com o meu sorriso, bem com a minha boa disposição, bem com a minha vontade de viver, sem medo, sem opressões, sem repressálias, sem dúvidas, sem solidão, sem amarguras, sem raivas, sem ódios!
Adoro os dias da semana, os dias dos fins de semana [mesmo aqueles que não chego sequer a ver], as noites curtas, as noites longas, ver o pôr do sol e às vezes o seu nascer...nem o frio me derruba esta leveza, esta força de prosseguir caminho sem sequer querer saber do amanhã.
Sou feliz porque te tenho a ti, a ele e a ela, porque sou importante para vocês e porque vocês são importantes para mim. Sou feliz porque de nada me arrependo, porque sei o que sou, quem sou, o que dou, porque dou e a quem dou. Sou feliz porque sou livre e me apetece voar. Sou feliz porque nada me pesa, porque faço o bem para ter o bem sem no entanto esperar que ele me retribua. Sou feliz porque de tudo consigo tirar um sentido, um significado, uma aprendizagem.
Sou feliz porque sou, brinco porque brinco, salto porque me apetece, sou criança porque a vida já é séria demasiadas vezes para ser sempre séria e rio-me a chorar agarrada à barriga porque não tenho razões para chorar agarrada à almofada!
Antes tarde do que nunca...e eu só consigo dizer que me sinto bem! :)

What a beautiful life, what a beautiful world!

segunda-feira, novembro 10, 2008

Quero é viver

Quando páro [sim, porque apesar da azafama com que tenho levado a vida também tenho os meus momentos de silêncio] olho para dentro de mim e pergunto-me o que sou, de onde venho e para onde vou.
Respostas (ou tentativas de):
O que sou - um ser humano. Mulher menina. Sentimentalista. Sonhadora. Sensível. Carente. Aparentemente forte. Mas frágil como o mundo.
De onde venho - de um passado cheio de nada e vazio de tudo...
Para onde vou - Caminho incerto. Nevoeiro. Em sentido contrário do que não quero. Rumo interior em constução.

O que amo? Os meus amigos. A minha família. Os meus cães. Os sorrisos. Os abraços. Os mimos. As palavras bonitas. Os momentos fora da realidade.
Se tenho mais amor para dar? Imenso. Se preciso? Muito. Se quero? Sempre. Se procuro? Procurei. A quem dar? Há de aparecer.
Serei feliz com quem me fizer feliz e farei feliz quem me quiser feliz.
Não viverei mais em função desta procura... Por muito que sinta falta do valor. Da atenção. Dos beijos. Do filme de Domingo à tarde no sofá. Das sms's "parvas". Das discussões e amuos ridículos. Dos telefonemas de madrugada só para ouvir uma voz. Dos presentes surpresa. Dos jantares a dois. Dessas coisas todas de quem vive apaixonado.
Até lá...


"Vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver

Amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será
mais um prazer

e a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com a idade
interessa-me o que está para vir
a vida em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir

encontrar, renovar, vou fugir ou repetir

vou viver,
até quando, eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver
amanhã, espero sempre um amanhã
eacredito que será mais um prazer

a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com idade
interessa-me o que está para vir
a vida, em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir

encontrar, renovar vou fugir ou repetir

vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver,
amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será mais um prazer"

Humanos - Quero é viver

Quero é viver - Humanos

terça-feira, novembro 04, 2008

Conto de Fadas de Sintra a Lisboa


Ele era um cavalheiro
E dele transpirava elegância
Ela era gata borralheira
Tivera que limpar a sua infância

Ele velejava no verão
E esquiava no inverno
Ela trabalhava ao balcão
De um qualquer estabelecimento moderno

Ele gostava de reluzir em si
O estilo da capital
Ela já não conseguia distinguir as cores
Da bandeira nacional

Ele tinha em vista imensos títulos
Uma futura ordem do infante
Ela achava o levantar do chá com o dedo mindinho
Algo deselegante

Mas ele um dia curvou-se a seus pés

E ela passou a ocupar o tempo
A descobrir o que era a cultura
E ele confinou-se aos seus aposentos
E descobriu a costura

Ela quis vir a entender o universo
E começou a ler Platão
E ele resolveu perceber o que era a justiça
Em frente à televisão

A ele de nada lhe valeu a carência
Nem a casa no largo do rato
Porque ela sabia que era cinderela
E enganou-o com um sapato

Ele queria ir à presidência
Agora rendia-se à evidência
Com mulheres que calçam o quarenta
Ele vai revelar prudência

Hoje ele ainda beija os seus pés

(Os Pontos Negros)

Conto De Fadas De Sintra A Lisboa - Os Pontos Negros


E assim foi.
The end of a short, short...empty story.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Parar. Escutar. Olhar. Interpretar. Abraçar. Quem isso merecer.

Coldplay - The Scientist

"Come up to meet ya, tell you I'm sorry
You don't know how lovely you are
I had to find you, tell you I need ya
And tell you I set you apart
Tell me your secrets, and ask me your questions
Oh lets go back to the start
Running in circles, coming in tails
Heads on a science apart
Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start

I was just guessing at numbers and figures
Pulling the puzzles apart
Questions of science, science and progress
Do not speak as loud as my heart
And tell me you love me, come back and haunt me
Oh and I rush to the start
Running in circles, chasing tails
Coming back as we are

Nobody said it was easy
Oh it's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I'm going back to the start"

Um destes dias, não há muitos, escreveram e dedicaram-me estas palavras:
"Tenta:
- parar essa velocidade que respiras,
- escutar as palavras que te envolvem,
- ler os olhos de quem te chama,
- abraçar os gestos que te dedicam...
...e aí sim, talvez percebas quem realmente gosta de ti."

Eu não descreveria melhor, embora seja a minha própria pessoa que está em jogo. Isto só demonstra que nem sempre são as pessoas que nos são mais próximas que melhor nos entendem. Ás vezes é preciso aparecer alguém distante para nos colocar no caminho certo...ou aparentemente certo - porque esta é uma afirmação subjectiva e válida de ser sempre posta em causa. And "nobody said it was easy"...

terça-feira, outubro 21, 2008

"Fechar o coração é um exercício duríssimo para quem o tem", como é o meu caso. Mas confesso que às vezes preferia ser como muitas pessoas que, simplesmente, fingem que o têm. Em vez do coração, "põem um donut atrás das costelas e tudo o que não lhes interessa passa pelo meio."
Ou então adorava ser como "um Golden Fish e esquecer tudo em 7 segundos"...


Só que, na realidade, eu não sou nem nunca serei um Golden Fish, nem nunca terei um donut no lugar do coração...


[frases com os direitos de Margarida Rebelo Pinto]

sábado, outubro 18, 2008

"O verdadeiro amor não precisa de lutas. Não se luta por amor: ou há amor, ou não há. Também não é preciso iniciar jogos, fazer-se interessante, entrar na coreografia infernal de medir forças e poderes do tipo «não me telefonaste durante três dias, agora também não me apanhas e nem te respondo aos emails», bem como outros disparates do género que só nos fazem perder tempo e energia. No verdadeiro amor não há lugar para esquemas, é preciso confiar, dar e acreditar sem reservas. É pegar ou largar, porque quando pega, é óptimo, e se não pega, não vale a pena correr atrás, nenhuma marca de cola nem truques de falinhas mansas resolvem o problema."

segunda-feira, outubro 13, 2008

Eu não sei quem te perdeu - Pedro Abrunhosa

Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
"Não partas nunca mais".

E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.

Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.

E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.

_________________________________________________________

Poderia dizer muita coisa...ou talvez não...porque no silêncio cabem todas as palavras.
OBRIGADA

terça-feira, outubro 07, 2008

O que pode preencher um vazio

"Nunca devemos amar em silêncio...Um amor feliz precisa do turbilhão das palavras, das frases aparentemente inúteis e sem sentido, precisa de adjectivos, de elogios, do ruído das banalidades."

Miguel Sousa Tavares

terça-feira, setembro 30, 2008

Take a chance on Me...

Take A Chance On Me - ABBA

If you change your mind, I'm the first in line
Honey I'm still free
Take a chance on me

If you need me, let me know, gonna be around
If you've got no place to go, if you're feeling down
If you're all alone when the pretty birds have flown
Honey I'm still free
Take a chance on me
Gonna do my very best and it ain't no lie
If you put me to the test, if you let me try

Take a chance on me
(That's all I ask of you honey)
Take a chance on me

We can go dancing, we can go walking, as long as we're together
Listen to some music, maybe just talking, get to know you better
'Cos you know I've got
So much that I wanna do, when I dream I'm alone with you
It's magic
You want me to leave it there, afraid of a love affair
But I think you know
That I can't let go

If you change your mind, I'm the first in line
Honey I'm still free
Take a chance on me
If you need me, let me know, gonna be around
If you've got no place to go, if you're feeling down
If you're all alone when the pretty birds have flown
Honey I'm still free
Take a chance on me
Gonna do my very best and it ain't no lie
If you put me to the test, if you let me try

Take a chance on me
(Come on, give me a break will you?)
Take a chance on me
Oh you can take your time baby, I'm in no hurry, know I'm gonna get you
You don't wanna hurt me, baby don't worry, I ain't gonna let you
Let me tell you now
My love is strong enough to last when things are rough
It's magic
You say that I waste my time but I can't get you off my mind
No I can't let go
'Cos I love you so

If you change your mind, I'm the first in line
Honey I'm still free
Take a chance on me
If you need me, let me know, gonna be around
If you've got no place to go, if you're feeling down
If you're all alone when the pretty birds have flown
Honey I'm still free
Take a chance on me
Gonna do my very best, baby can't you see
Gotta put me to the test, take a chance on me
(Take a chance, take a chance, take a chance on me)

Ba ba ba ba baa, ba ba ba ba baa
Honey I'm still free
Take a chance on me
Gonna do my very best, baby can't you see
Gotta put me to the test, take a chance on me
(Take a chance, take a chance, take a chance on me)

Ba ba ba ba baa, ba ba ba ba baa ba-ba
Honey I'm still free
Take a chance on me


Feeling so low, feeling so tired, feeling so defeated, feeling so incomplete! Quando tudo o que peço, tudo o que quero, tudo o que preciso, é de uma oportunidade para amar e ser amada. Mas sempre tentando acreditar que, um dia, tudo será azul...

quinta-feira, setembro 18, 2008

Gostava de entender a minha dificuldade em conquistar o amor. Ás vezes sinto que tudo me acontece fora do tempo...do tempo certo. Ou então sou eu que me deixo envolver demais, acreditando em contos de fada e em príncipes encantados que chegam no seu cavalo branco quando, afinal de contas, só me aparecem sapos. A quem eu não sei dar o beijo certo, no momento certo, para que se possam transformar no que realmente existe nos meus sonhos.
Tenho de ter sempre a força e a consciência racional de carregar no botão "delete", tentando acreditar que da próxima vez será melhor e que de facto existe uma próxima vez e um próximo princípe...que não seja sapo.

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Quando eu penso naqueles dias dificeis e naquelas palavras que conseguiam curar tudo e transformar todas as lágrimas em sorrisos, sinto uma saudade que me aperta a alma. Aquele olhar, aquele toque, aquele carinho, aqueles abraços apertados e aqueles beijos trocados como se não houvesse amanhã...
Fizeste-me bem na altura certa. Fazes-me bem agora, em qualquer altura. Contigo do meu lado, contigo do outro lado do telemóvel ou do outro lado do monitor, todo o mal que possa existir no meu mundo desaparece e só consigo sorrir.
Fizeste-me tremer novamente, pôr a minha respiração e o meu coração a disparar!...
É estranho pensar que também era assim há uns anos atrás. Que desapareceste do nada e do mesmo nada reapareceste como se os anos que passaram não tivessem realmente passado. Porque se manteve a química, porque se manteve o bom-humor e as boas conversas. Porque se manteve algo que, a meu ver, nem eu nem tu conseguimos explicar.
Agora, talvez outra vez do nada, corro o risco que desapareças outra vez. Não sei. Tenho que ter novamente a coragem de deixar "rolar" e de pensar que "o que tiver de ser será". É mesmo assim?
Não fui capaz de seguir o lema a que me propus. Talvez seja esse o meu desafio. Sonhar menos, dando menos de mim a quem tem o dom de me roubar o coração...
Meu gato!...Serás sempre o meu gato!...

quarta-feira, agosto 27, 2008

Lema para tentar seguir

Cabeça em cima dos ombros e pés bem assentes na terra.

quinta-feira, agosto 21, 2008

Você é assim...um sonho pra mim...


"Meu riso é tão feliz contigo" :)

quarta-feira, julho 30, 2008

O fim do amor

O que fica quando acaba o amor
Por Margarida Rebelo Pinto

"Devia existir um manual de instruções para acabar relações. A verdade é que sabemos sempre começá-las, agarramo-nos aos inícios com a sabedoria dos mágicos, operámos transformações milagrosas em nós próprios e no objecto do nosso amor, de repente tudo nos é fácil e grato, sentimo-nos com asas como albatrozes, nas nossas costas cresce uma capa encarnada e carregamos no peito o símbolo do Super Homem, tudo é óbvio e santo visto assim, "o mundo não é um mundo é um jardim", como diz Florbela Espanca.
Não há nada melhor do que começar uma relação. O novo é irresistível. Descobrem-se coincidências que vão desde o mesmo nome dado ao irmão imaginário até à mesma colecção de cromos. É a primeira vez outra vez em tudo. Descobrimos o outro em nós e nós no outro. Descobrimos que afinal gostamos de futebol e sabemos cozinhar e até uma visita ao Mosteiro de Alcobaça para ver o túmulo de Pedro e Inês de Castro é muito romântico, porque foram criaturas que morreram de amor.
No inicio de todos os inícios sentimo-nos tão estupidamente felizes que seríamos capazes de morrer a seguir, porque achamos que atingimos o ponto máximo possível da felicidade.
O pior vem a seguir. Como dizia o Picasso "bom mesmo é o início porque a seguir começa logo o fim". E quando o fim chega já é tarde demais para voltar atrás. É sempre tarde demais, porque isto do amor é mesmo uma coisa complicada, começa-se do nada, vive-se na ilusão que se tem tudo, mas o que fica quando o amor acaba é um nada ainda maior. E o pior, o pior é que na primeira oportunidade repetem-se os mesmos erros à espera de resultados diferentes, o que é um boa definição de demência. E quem se considere imune a tais disparates e nunca tenha passado por estas avarias sentimentais, que atire a primeira pedra.
O Miguel Sousa Tavares escreveu "primeiro parece fácil, é o coração que arrasta a cabeça, a vontade de ser feliz que cala as dúvidas e os medos. Mas depois é a cabeça que trava o coração, as pequenas coisas que parecem derrotar as grandes, um sufoco inexplicável que aparece onde antes estava a intimidade." E pronto, já está tudo estragado. Acaba-se a festa, o delírio, o fogo de artifício, o sabor da novidade e onde vamos parar? Ao vazio. Ao abismo. Ao grande buraco negro dessa coisa horrível e inevitável que se chama depois, depois de se apagar a chama. É esta a condição humana, doa a quem doer.
Ou então, a ironia da vida separa os amantes para sempre e o fim do amor é o início do mito do amor eterno. Pedro e Inês foram sepultados de frente um para o outro, para que se pudessem ver, caso regressassem ao mundo. Romeu e Julieta nunca mais se separaram no imaginário Ocidental. Dante viveu para sempre ao lado de Beatriz, a Penélope recuperou o seu guerreiro depois de 20 anos de espera.
O amor, esse mistério que antecede a vida e sobrevive à morte, reina como um tirano por cima de todas as coisas, mas poucos são os que o conseguem agarrar. É mais difícil de alcançar do que o Olimpo, porque não está nem no céu nem na terra, paira como uma substância invisível, mais leve que o ar, mais profundo que toda a água dos oceanos.Talvez seja apenas uma invenção dos homens para fugir à morte. Ou talvez tenha outro nome na bioquímica. Mas não podemos viver sem ele e quando o perdemos achamos que nunca mais o vamos conseguir encontrar."

In Jornal de Noticias
Domingo, 13 de Março de 2005

E dia após dia, noite após noite, as lágrimas escorrem pelos meus olhos para um poço sem fim. Porque o amor não morreu mas a vida sim...

terça-feira, julho 22, 2008

Simplicidade, lembras-te?
Simples, sou simples.
Basta uma prova de que podemos ser felizes. Basta uma prova daquilo que dizes sentir por mim. Basta o soletrar da palavra desculpa... basta abraçares-me e levares-me contigo...para o resto das nossas vidas!

segunda-feira, julho 21, 2008

27 anos de vida.

Coração e alma perdidos.

Só eu sei...a força que preciso de ter...só eu sei.

quinta-feira, julho 17, 2008

"Carta" aos amigos


Tenho saudades vossas...
Umas saudades que me apertam o coração,
que me angustiam,
que me desamparam.
Recordo cada momento como se fosse ontem e,
acreditem,
hei de os guardar para sempre com a maior ternura.
Sinto falta da vossa companhia.
Sinto falta da vossa atenção.
Sinto falta de sentir aquela importância que vocês me davam e que me elevava a auto-estima;
que me elevava a auto-confiança perante a vida.
Sinto falta dos nossos longos dias bem passados,
das nossas noites de euforia,
das manhãs com olheiras provocadas pelas noites pouco dormidas.
Tenho saudades da energia inesgotável que me permitia viver como se não houvesse amanhã.
Mas, e sobretudo, sinto falta do vosso carinho.
Dos vossos abraços,
dos vossos beijos,
dos vossos mimos,
do vosso optimismo,
da vossa humildade,
das vossas palavras acertadas ditas na hora certa.
Sinto falta que olhem para mim e saibam o que sinto pelo simples interpretar do meu olhar.
Tenho saudades dos nossos jantares marcados sem motivo,
dos jantares marcados para festejar,
dos almoços preenchidos por gargalhadas,
das férias planeadas para o carnaval, para a páscoa, para o verão, para o natal...
Tenho saudades das reuniões que acabavam nos copos ou em casa,
de pantufas nos pés e massa a cozer no fogão...
Tenho saudades...de tudo o que aqui guardo e nunca esqueço.
Agora tenho-vos longe porque, um dia, os nossos caminhos se tornaram opostos.
Mas o sentimento cá continua, dentro do meu coração.
E mentia,
se dissesse que não queria que o tempo voltasse atrás.
A vida dá muitas voltas.
E muitas delas pouco ou nada desejadas.
Limito-me hoje a ser a amiga da amiga dos amigos.
Limito-me hoje a olhar para eles e a rever naquela maneira de estar, aquela que era a nossa maneira de estar.
Sinto-me longe...longe do mundo...longe de mim...

domingo, julho 06, 2008

Há dias em que pergunto...mas não obtenho resposta.
E o que me mais me assusta, é o crescer desses dias de perguntas sem resposta.

terça-feira, julho 01, 2008

A magia da boa publicidade

Arrepia. Encanta. Envolve. Transporta. Emociona. Toca. Lembra.
O melhor anúncio da Super bock que já alguma vez vi. Palavras para quê?...

quarta-feira, junho 25, 2008

Espírito Revivalista

Um dia fui fã (põe fã nisso) e esta é, sem dúvida, uma das melhores músicas do considerado "Rei do Pop". Tem andado a passar tanto por aí que me deu esta vontade enorme de postar este vídeo...numa espécie de revivalismo da adolescência! JUST BEAT IT!

domingo, junho 22, 2008

Aprendizagens da Vida

Tudo tem o seu tempo. E os sonhos não são excepção.
Tanto quisemos que tudo perdemos. Não voltarei a percipitar-me.

segunda-feira, junho 16, 2008

A ponte do arco-íris


Hoje faz 4 anos que partiste e ainda te sinto tão perto...porque o que é especial nunca morre.
Ao sabor do vento, sob o olhar da lua, no som do silêncio.

quarta-feira, junho 11, 2008


O maior desafio da vida, é a própria vida.
O seguinte, é vencê-lo.

Per7ume - Intervalo

Vida em câmara lenta,
Oito ou oitenta,
Sinto que vou emergir,
Já sei de cor todas as canções de amor,
Para a conquista partir.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Vida á média rés,
Levanta os pés
Não vás em futebois, apesar…
Do intervalo, que é quando eu falo,
Para não me incomodar.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Não me deixes já
Historia que não terminou
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal

O quadro minimal… Sou eu…
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

segunda-feira, maio 26, 2008

Faço parte de uma família de doidos.
Deve ser por isso que às vezes ponho em causa o estado da minha sanidade mental e me questiono se também estarei a ficar louca.
Haverá alguém por aí que me faça sentir uma pessoa normal dentro de tanta anormalidade? Ou será que sou eu que sou doida? Será a loucura o futuro de qualquer ser humano?

quarta-feira, maio 21, 2008

Onde há fumo, há Sócrates

Por Ricardo Araújo Pereira

"Quando, há quinze dias, foi publicado um documento segundo o qual a ASAE tinha como objectivo efectuar 410 detenções só este ano, confesso que achei a meta muito ambiciosa. Mas agora que José Sócrates e Manuel Pinho foram apanhados a fumar num avião, suponho que já só faltem 408. Mais três ou quatro visitas oficiais e a ASAE pode meter férias em Junho. Sortudos. Além de saberem quais são os restaurantes menos badalhocos, ainda têm férias grandes. Quem me dera um emprego desses.
Como é evidente, a história do cigarro no avião deu polémica. Não era caso para menos: Sócrates foi visitar um dirigente sul-americano meio maluco, que manda fechar as estações de televisão que o criticam e chama Hitler a toda a gente, incluindo a pessoas com quem o primeiro-ministro tem boas relações. Até aqui, tudo bem. Mas põe-se a fumar a bordo? Realmente, é um escândalo. Para resolver o problema, Sócrates anunciou uma medida de grande alcance político: disse que ia deixar de fumar. Chamem-me cínico, mas parece-me que estamos na presença de mais uma promessa não cumprida. Se ele pretende cumprir as promessas por ordem, só deixará de fumar depois de criar os tais 150 mil empregos. A Tabaqueira bem pode continuar a enrolar cigarros, que não fica sem este cliente. Por outro lado, tendo em conta que, deixando de fumar, Sócrates viverá mais tempo, não sei se a medida será benéfica para o País. Nesse sentido, é possível que não seja uma promessa, mas sim uma ameaça.
Não se pense, contudo, que o caso é desprovido de significado político. Ser apanhado a fumar dentro de um avião foi das atitudes mais populares que José Sócrates já tomou. Conhecendo o povo português, será difícil encontrar alguém que não tenha passado a simpatizar mais com ele. O homem violou uma lei que ele mesmo inventou. O Sócrates, esse malandro, aprovou uma lei chata para os fumadores, mas o Sócrates, esse companheiro, transgrediu-a logo que pôde. O Sócrates, o nosso Sócrates, mostrou-lhes como é. Passou-lhes a perna. Se eles julgam que nos controlam, estão muito enganados. Bem podem fazer leis a proibir a malta: enquanto nós tivermos uma cortina para fumar à socapa, ninguém nos apanha. O primeiro-ministro José Sócrates é, no fundo, um tuga. Sabe-a toda, o bandido."

Fonte: Visão, 22/05/2008

sexta-feira, maio 09, 2008

Sou uma insatisfeita com a vida. E como consequência, sou infeliz.
Nada me preenche. Nada me realiza. Nada do que tenho me chega. Preciso de mais. Muito mais!
Mas apesar de tudo considero-me uma pessoa simples. É tão fácil eu derreter-me com qualquer gesto, qualquer mimo, qualquer palavra. Se calhar o problema é mesmo esse. Ser fácil demais...
Entretanto cá continuo. Uma eterna prisioneira de sonhos, de fantasias, de esperanças. Uma eterna prisioneira da infância que já ninguém acompanha, nem mesmo quem eu pensava que me iria acompanhar para sempre. Terei tomado o percurso errado? Haverá realmente um certo? Ou mais adequado?
Levem-me daqui. Já não consigo suportar. E o mais triste, é que ninguém percebe, ou ninguém quer perceber, porque o mundo se tornou mesmo assim: egocêntrico.
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Se me tivesses dado o céu, eu teria te dado o mundo. Serás sempre a palavra amor.

sexta-feira, maio 02, 2008


Infelicidade silenciosa

quarta-feira, abril 23, 2008

Vazio

Preciso tanto de ti.
Neste momento reside na minha cabeça o problema de tentar perceber se fui eu que me perdi ou se foste tu...
E as saudades...ai, as saudades! Queria puder saciá-las.
A única certeza que adquiri é que o devaneio do tempo quente não compensou nem um bocado a falta que sinto daquele tempo frio...

segunda-feira, abril 07, 2008

Stop Complaining


Como diz uma certa música com sabor tropical, "uma musiquinha para machucar os corações". Para ouvir, envolto em tranquilidade, num ambiente semi-iluminado, olhos fechados para se deixar ir...por entre os sonhos...Boa viagem.


"I don't know why
But I cant seem to find the right melody today
I can't make the words fit how I feel
I don't know when
Was the last time that I slept the whole night through
And when morning comes around I feel tired

I woke up from the strangest dream
With a dancing dog and a beauty queen
They said nothing, nada, niente
I'm empty

But Your here and I'm here
So I stop complaining it could be raining
And I see the answer in your eyes
Your here and I'm here
I keep on singing just keep on singing
Singing

Do you know why
I cant seem to find the right melody today?
Can't make the words fit how I feel
Do you know when
Was the last time that I slept the whole night through?
Another morning comes around, I feel tired

I drive down to the rodeo
Gonna ride a bull in a video
But nothing, nada, neiente.
I'm still empty

But your here and I'm here
So I stop complaining it could be raining
And I see the answer in your eyes
Your here and I'm here
I keep on singing just keep on singing
Singing singing singing"

Skye - Stop Complaining

segunda-feira, março 31, 2008

Burning

So many people telling me one way
So many people telling me to stay
Never had time to have my mind made up
Caught in a motion that I don't wanna stop

That I don't wanna stop
That I don't wanna stop

The Whitest Boy Alive - Burning

...porque afinal ainda aparecem destas músicas, que fazem despertar a minha descrição, perdida algures por entre posts, das "palpitações".

sexta-feira, março 28, 2008

O que eu queria mesmo...


...era uma borracha mágica... para aliviar o estado da minha alma!...

segunda-feira, março 24, 2008

Pensamento


E quanto mais espero, menos alcanço...

Hoje não é um bom dia.

terça-feira, março 18, 2008

Sinto...



Sinto falta...
Falta dos abraços apertados,
dos beijos intensos,
dos mimos ternurentos.

Sinto falta
do coração a palpitar,
dos sorrisos embutidos,
da música nos meus ouvidos.

Sinto falta
das viagens sem destino,
sem data marcada de ida,
sem data marcada de regresso.

Sinto falta
das surpresas surpreendentes,
dos presentes encantados,
dos sonhos acordados.

Sinto falta
de mim contigo,
de mim amada,
de mim enfeitiçada.

Sinto falta...

quinta-feira, março 13, 2008

Elogio ao Amor



"O que quero é fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível.
ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.
Porque dá jeito.
Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito.
Porque faz sentido.
Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama.
Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado.
Os amantes tornaram-se sócios.
Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.
O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há.
Estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia.
São uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona?
Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra.
O amor não é para ser uma ajudinha.
Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso.
Odeio os novos casalinhos.
Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores.
O amor fechou a loja.
Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.
O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A vida às vezes mata o amor.
A "vidinha" é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino.
O amor puro é uma condição.
Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe.
Não é para perceber.
O amor é um estado de quem se sente.
O amor é a nossa alma.
É a nossa alma a desatar.
A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade.
É por isso que a ilusão é necessária.
A ilusão é bonita, não faz mal.
Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida.
A vida que se foda.
Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre.
Ama-se alguém.Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.
O coração guarda o que se nos escapa das mãos.
E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela -a vida- que nos acompanha: é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber.
É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.
Não se pode ceder.
Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira.
E valê-la também."

Por Miguel Esteves Cardoso