"Life has a funny way of sneaking up on you
When you think everything's okay and everything's going right.
And life has a funny way of helping you out
when You think everything's gone wrong and everything blows up
In your face"
Alguém "ameaçou" abolir o meu blog... Pois bem, não só mas também por influência desse comentário [de alguém amigo com uma assiduidade que desconhecia] escrevo aqui hoje algo um pouco diferente. Algo curto e duro. A expressão verdadeiramente popular...
CAGUEI E ANDEI!
Agora?
Quero viver...e nunca ser cruel. Quero voar...e nunca aterrar. Quero viver a minha vida...e ter os amigos por perto.
Quero viver...e ser sempre verdadeira.
A minha alma não precisa de ser salva. E sim, eu peco todos dias.
Nunca mudamos, pois não? Nunca aprendemos, pois não?
Por isso eu quero viver na minha "cabana". Quero viver onde os amigos são fáceis de encontrar. Viver onde o sol se põe!...
FAMÍLIA e AMIGOS. Verdadeiros. O mais importante. O mais precioso. O que se deve preservar. Os que realmente nos amam. Os que nos querem bem. Muita coisa vem, muita coisa vai. Estes ficam sempre. O resto...é apenas isso: o "resto". Pedaços de nada. Pedaços que hoje deito fora e amanhã já esqueci. Pedaços sem valor. Pedaços sem sentido. Temos pena.
Ontem sorri. Hoje sorri. Amanhã continuarei a sorrir.
Vivo o presente...sem passado nem futuro!
Posto isto, brindo à família. Brindo aos amigos. "A nós, a quem gosta de nós e o resto...que se FODA!"
No dia 25 de Dezembro, por volta das 6h da tarde, pedi-te uma luz que me guiasse em direcção ao caminho certo. Sentia-me dividida entre o emocionalmente correcto e o racionalmente lógico. A verdade é que bastaram uns poucos dias para a encontrar.
No dia 2 de Maio voltei a falar contigo, eram umas 8h da manhã. Pedi-te o contrário do que tinha pedido há uns 5 meses atrás. Que apagasses a tal luz que na altura eu precisava desesperadamente de descobrir. Estava-me a ferir "os olhos do coração". Coincidentemente ou não, a verdade é que ela está a ficar fraquinha, fraquinha, fraquinha...está quase a fundir como as lâmpadas que compramos para os candeeiros que nos iluminam a casa à noite. Acabará por se extinguir.
Nunca pensei mas a verdade é que me tens feito bem. Quanto mais não seja por simplesmente poder falar livremente sem me interromperes ou julgares... Obrigada. Estou a sentir-me livre novamente. Estou outra vez a conseguir sorrir por estar a viver o momento e não apenas porque fica socialmente bem e bonito fazê-lo.
Continuo a ter pena que algumas pessoas vivam em função de um futuro que a ninguém pertence, agarradas a um passado que apenas nele devia ficar, acabando por se esquecerem do mais importante para serem verdadeiramente felizes: viver o presente.
Podias ter filmado o nosso sorriso em vez de o fotografares!...
"Estou que nem posso… Já não tenho idade para ir à queima à semana. Acho que a meio da noite me esqueci que já sou grande e que hoje é dia de trabalho e perdi a conta aos shots malucos que bebi. Estou sempre a dizer que sou miúda, que ainda sou uma criança, mas a verdade é que me senti bastante grande junto das pessoas com vinte e poucos anos com quem falei. Já nem coragem de cravar bebidas como se a minha vida dependesse desse feito, tenho. Ou de pedir shots e quando eles são servidos, baixar-me e desatar a correr para trás da barraca, como nos bons velhos tempos. Estou velha, é o que é. Apetece-me dizer a todas as pessoas que por lá andam “aproveita como se não houvesse amanhã porque esses são os melhores tempos da tua vida e passam tão depressa…”. Ou seja, aqueles discursos muita chatos que os cotas me diziam na minha altura e que não entendia. É verdade, a faculdade é o melhor tempo da vida de qualquer um… É com nostalgia que vejo aqueles olhares sem preocupações, como se nada tivesse consequências, nem motivo aparente para existir. Os namoricos, os exames, as chatices com as amigas, os copianços, as noites académicas em bares que não lembra a ninguém, os flirts, os profs, os sonhos, a semanada, o bar da faculdade, as jantaradas nas tascas manhosas,… Que saudades da única preocupação ser a de inventar alguma aldrabice aos cotas para justificar alguma cadeira ou ano perdido. Aqui, que ninguém me ouve, se fosse hoje acho que tinha perdido muitos e muitos anos e aproveitado ainda mais. Mais tempo. Mal se põe um pé fora da faculdade, com o canudo, ainda as últimas férias grandes estão a terminar e já os papás nos olham com outro olhar. O olhar das obrigações, das responsabilidades, do “bem-vindo ao mundo dos grandes”. Devia ter feito como muitos e dizer “afinal não era aquela a minha vocação, acho que me vou inscrever em filosofia” e continuar naquele mundo livre e boémio. É que, ou se faz isso logo de seguida, sem lhes dar tempo para pensar e nos dar aquelas boas-vindas, ou já não há escapatória possível. Agora, mesmo que quisesse não conseguia “abdicar” das responsabilidades e obrigações e voltar a estudar sem trabalhar. Infelizmente. Que raiva. Como disse uma vez uma pessoa que conheci e que já nem do nome me lembro, esses “são uns enganadores”. E quem me dera ser uma enganadora! Ser condecorada dux da faculdade, perder anos a fio na tuna e na comissão de praxe e o único horário a cumprir ser o do encontro no bar para matar uns finos, à tarde."
Tal como tu, minha querida amiga, partilho o mesmo sentimento. E daí ter feito um copy paste de empréstimo das tuas palavras. A passagem desta semana cria sempre aquela nostalgia devastadora, como se esse nosso tempo tivesse sido já noutra vida. Também me começo a sentir velha...não pelo espírito, pelas vontades, pelas atitudes. Mas pelas dores nas pernas, nos pés, na cabeça e até por esta conjuntivite, que quase parece ter surgido para me dizer "Pensas que ainda tens idade para estas coisas? Tem juízo!" Acho que até os shots me caem de outra forma no fígado...já não são bem para brindar à amizade, às asneiras "saudáveis", ao final de mais um ano lectivo, às festas, à boa vida, mas sim para conseguir olhar à minha volta e sentir que ainda consigo pertencer àquele mundo. Assim pelo menos salto. Canto. Danço. Sozinha ou com quem não conheço de parte nenhuma. Tiro fotos parvas. Sou capaz de reconhecer uma ou duas caras familiares que me dão umas borlas. E até sou ainda capaz de cair..."de tanto rir"...após dar uma cabeçada, no sentido literal da palavra. Vivi muito. Aproveitei ao máximo. Ou não. Lá está, é o desejo de querer sempre mais. Mais daquilo que não nos incute o peso insuportável das responsabilidades de ser adulto. Aquilo que já somos e teimamos em não querer ser. Ou mostrar. Mais do que a queima, sinto ainda mais a falta do cortejo. A esse não posso ir. Nunca mais. A sensação de passar a tribuna. Essa não voltarei a sentir. Nunca mais. A sensação de ser caloira. Essa só se tem uma vez na vida, tal como o sentimento de ser finalista. O traje. Odiava os sapatos, as meias que passava a vida a romper e a capa que pesava e fazia um calor sufocante nos dias mais quentes. Mas foi um orgulho. E a rodear tudo isto, os amigos. Aqueles que nos marcaram pelo convívio e partilha de momentos. Dessa "maralha", costumávamos nós dizer em linguagem académica, uns casaram, outros vivem longe e voltaram para casa, outros foram forçados a "desertar". Para poderem trabalhar! É...como dizem os "cotas"...é a vida! Tudo tem o seu tempo. Mas apesar de tudo, ainda temos mais um fim de semana e o dia a seguir para descansar o corpo...aquele que paga quando a cabeça não tem juízo. Bora queimar os últimos cartuchos?
[Desta vez não estive lá...vejo o vídeo e arrepio-me. Com as lágirmas nos olhos, sorrio. Já tive o privilégio de lá estar e viver tudo o que estas pessoas estão a viver! BIBA O QUIM!]
- "O problema de hoje em dia, é que vivemos num mundo onde reina o analfabetismo sentimental. As pessoas sabem o que não querem mas não sabem o que querem. Antigamente existiam mais regras e, por consequência, um caminho mais definido a seguir. Agora as opções de escolha são muito maiores e toda a gente se perde... Souberam abrir as portas à liberdade mas não souberam ensinar ninguém a lidar com ela nem a discipliná-la... E essa aprendizagem é tão longa e difícil que quando as pessoas olham para trás, para todo o percurso que tiveram de trilhar, apercebem-se que perderam demasiado tempo, demasiada vida e demasiadas oportunidades de serem felizes!"
- "Isso é mesmo lindo! E não me é nada estranho... Onde leste?"
- "Na minha cabeça!..."
Sim, eu penso. Sim, eu tenho inteligência. Não, não sou nem quero ser uma qualquer para ninguém, para o mundo e, principalmente, por mim própria...
Não sou uma seguidora assídua da série "Equador". Uma adaptação televisiva da obra de Miguel Sousa Tavares que não li.
Calhou assistir ao último episódio e, como acontece muitas vezes, em filmes, teatros, telenovelas, debates ou afins, há sempre uma ou outra frase que absorvo e anoto no meu bloco de palavras soltas.
Ela, desanimada, disse-lhe em tom de desabafo que aquela terra - S. Tomé e Príncipe - era tristeza. Perdeu o amor da vida dela e agora vive apaixonada pelo irmão. O próprio com quem acaba de desabafar. Ele respondeu-lhe qualquer coisa como "Equador...é com a dor..."
Nesse momento, "despertei". Valia a pena registar e tentar saber um pouco mais acerca de onde vinha aquela afirmação.
«equador: linha que divide a terra em hemisfério norte e sul. Linha simbólica de demarcação, de fronteira entre dois mundos. Possível contracção da expressão é com dor" ("é-cum-a-dor", em português antigo)
Estas palavras ecoam na minha cabeça. Será realmente com a dor que vivemos quando estamos apaixonados? Será esta uma regra sem excepção?
Acabei por descobrir outras frases interessantes da obra de Sousa Tavares que, muito provavelmente, terei de ler:
«Depois de as coisas acontecerem, é quase irresistível reflectir sobre o que teria sido a vida, se se tem feito diferente.»
«Não se encontra só o que se encontra, mas também o que se procura. Nós não somos folhas levadas pelo vento, não somos animais à deriva. Somos seres humanos, com uma vontade própria.»
«Não esperes nunca de mim que eu seja fiel a qualidades que não tenho. O que podes é contar com as que tenho, porque nessas não te falharei nunca.»
Equador é a linha que separa o mundo em dois. É a linha que divide o que deveria ser um só todo, em duas partes. Neste momento, há um Equador na minha vida. Um coração demarcado por um Eu e um Tu que o separa em dois mundos que se procuram mas se perdem...
Não fosses tu o meu sonho de menina e mulher, eu não te amaria tanto!...
A rádio por vezes - se não a maioria delas - deixa muito a desejar. Mas de vez em quando lá descubro umas preciosidades. Ontem, num dos meus "zappings" desesperados em busca de uma música que me aconchegasse os ouvidos, apaixonei-me!
Rock, pop, reggae, bossa nova, blues, chill-out...não interessa o estilo ou a língua em que é cantada. Desde que nos faça dançar, recordar, cantarolar, libertar emoções, tristes, alegres ou de nostalgia... A música é uma arte mágica e esta já faz parte dos meus registos.
"Taí Eu fiz tudo pra você gostar de mim Ó, meu bem Não faz assim comigo, não Você tem Você tem Que me dar seu coração
Meu amor, não posso esquecer... Se dá alegria, faz também sofrer A miha vida foi sempre assim Só chorando as mágoas que não tem fim
Essa história de gostar de alguém Já é mania que as pessoas têm Se me ajudasse Nosso Senhor Eu não pensaria mais no amor"
Na vida, no amor, na amizade, no trabalho ou em qualquer outra circunstância inerente a ela, temos duas opções: ou somos a regra ou tornamo-nos a excepção. Aqui a escolha não suscita dúvidas... temos de marcar os outros e o mundo através de uma diferença positiva.
A qualidade deste vídeo está péssima mas não encontrei outro melhor. Preferir mesmo, era a parte final deste filme, que transmite exactamente aquela mensagem que eu precisava de ouvir...embora já há muito a soubesse por mim própria...
"Ouvi dizer Que o nosso amor acabou Pois eu não tive a noção do seu fim Pelo que eu já tentei Eu não vou vê-lo em mim Se eu não tive a noção de ver nascer o homem
E ao que eu vejo Tudo foi para ti Uma estúpida canção que só eu ouvi E eu fiquei com tanto para dar E agora não vais achar nada bem Que eu pague a conta em raiva
E pudesse eu pagar de outra forma E pudesse eu pagar de outra forma E pudesse eu pagar de outra forma
Ouvi dizer Que o mundo acaba amanhã E eu tinha tantos planos p'ra depois Fui eu quem virou as páginas Na pressa de chegar até nós Sem tirar das palavras seu cruel sentido
Sobre a razão estar cega Resta-me apenas uma razão Um dia vais ser tu E um homem como tu Como eu não fui Um dia vou-te ouvir dizer
E pudesse eu pagar de outra forma E pudesse eu pagar de outra forma E pudesse eu pagar de outra forma
Sei que um dia vais dizer
E pudesse eu pagar de outra forma E pudesse eu pagar de outra forma E pudesse eu pagar de outra forma
A cidade esta deserta E alguém escreveu o teu nome em toda a parte Nas casas, nos carros, Nas pontes, nas ruas... Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura Ora amarga,ora doce Para nos lembrar que o amor é uma doenca Quando nele julgamos ver a nossa cura"
A oxitocina é uma hormona produzida pelo hipotálamo e armazenada na hipófise posterior (neuro-hipófise). Conhecida como a hormona do amor, dizem que gera a sensação de apego próprio de quem ama e que a sua presença constante pode levar o amor a durar para sempre...
MAIS CURIOSIDADES:
Larry Young, neurocientista, afirmou, na revista Nature, que seria possível fabricar uma poção do amor. Depois de analisar a química das ligações entre mamíferos, Young prevê para breve uma poção farmacêutica do amor. Experiências num certo tipo de roedores na Emory University - uma minoria de mamíferos (menos de 5%) tendencialmente monogâmicos como os humanos - desvendaram o papel da oxitocina quando o cérebro de uma fêmea é artificialmente injectado por esta hormona, que produz as mesmas sensações positivas que a nicotina e cocaína. Esta fica atraída pelo macho mais próximo, ligando-se a ele. A oxitocina é dada também a mulheres depois do parto, para estimular a fluidez da produção de leite. Outra hormona, a vasopressina, cria a necessidade de uma ligação e construção do ninho quando injectada aos machos (uma hormona activada de forma natural pelo sexo). Os animais em teste com uma vasopressina deficitária a nível genético tinham menos probabilidade de encontrar um parceiro, e pesquisadores suecos revelam que os homens com uma tendência genética idêntica também casam mais raramente. Young afirma que o amor humano é provocado por uma "cadeia bioquímica de acontecimentos" que evoluiu a partir de circuitos cerebrais mais antigos oriundos da ligação mãe-filho, estimulada pela libertação de oxitocina durante o parto e a amamentação. "Uma parte da nossa sexualidade evoluiu para estimular o mesmo sistema de oxitocina que cria as ligações homem-mulher", diz Young, notando que são as mesmas partes anatómicas do parto e da amamentação que são usadas no sexo. Este cenário hormonal poderia significar que uma maior atenção aos seios e uma maior frequência de sexo criam uma ligação destes neurónios primitivos, tal como a oxitocina libertada durante o sexo ou orgasmo. Oxitocina nas narinas de humanos parece ter mostrado uma intensificação dos sentimentos de confiança e empatia. Embora Young não esteja a preparar uma poção de amor, afirma que poderão existir hormonas para aumentar a probabilidade das pessoas se apaixonarem. Até poderia ser útil em terapias de casal, para reforçar a relação.
Cientistas dizem ter descoberto segredo do «amor eterno» Uma equipa de investigadores escoceses das universidades de Edimburgo e Saint Andrews diz ter descoberto o segredo das relações amorosas duradouras. A chave, garantem, é a hormona oxitocina. O estudo indicou que o factor determinante para que as relações amorosas perdurem é a quantidade da oxitocina, hormona que é também responsável pelos laços que se criam entre uma mãe e o seu bebé. Segundo os cientistas, as pessoas que produzem menores quantidades da hormona têm mais dificuldade em manter relações que perdurem. A oxitocina modifica milhões de circuitos no cérebro, alterando a percepção e os interesses das pessoas.
Interessante esta questão. Ficam algumas dúvidas que, quando tiver um pouco mais de tempo, irei pesquisar…
Algo acontece. O teu telemóvel cai da mesa e espatifa-se no chão. Não volta a funcionar. Assim que este problema ocorreu, ele deixou de existir. A cena do telemóvel a cair, espatifando-se no chão, pedaços a voar e depois tu a tentares montá-lo e ligá-lo apertando por diversas vezes os seus botões, fica armazenada na tua mente. Ela não existe mais. O que farás com esta experiência é o que irá definir a tua vida daqui para frente, mesmo num episódio parvo como este do telemóvel.
Os problemas que julgamos ter, de facto, só existem na nossa memória e esquecê-los é bem mais fácil do que se pensa. Acontece que a maioria das pessoas alimentam-se destas memórias “más” fazendo com que elas as mantenham vivas e em correspondência com o mundo.
UMA TÉCNICA PARA APAGAR PROBLEMAS NA MEMÓRIA
Há situações em que alguém nos magoa e tomamos aquilo como verdade. Ouvimos aquela voz alta dentro da nossa cabeça a dizer aquele monte de coisas más sobre nós e lamentamos a todo momento termos ouvido aquilo, alimentando as nossas memórias tristes, comprometendo a nossa auto-estima e destruindo os planos futuros de conquistas.
Uma técnica para lidar com isto é muito simples e fácil de praticar:
Primeiro visualiza a cena mentalmente. A cena em que a pessoa te ofende. Imagina-a de forma nítida, com todas as cores e com todos os sons. Agora coloca a cena num quadro emoldurado. Começa a diminuir o tamanho desse quadro e assim, vais diminuir esse episódio, levando-o para o canto esquerdo da tua mente. Enquanto diminuis o tamanho do quadro começa a escurecê-lo até que fique desfocado. Distorce os teus sonhos e, sempre que possível, adiciona uma voz engraçada na boca da pessoa que te está a ofender, na tua visualização da dita cena. Coloca-a bem pequenininha no canto esquerdo e olha para ela mais do que uma vez: as cores estão distorcidas, escurecidas e os teus sonhos engraçados! Já está! Repete estes passos de oito a dez vezes com a mesma cena e verás que quanto mais repetires este exercício mental, menos te lembrarás da cena original das ofensas. Este exercício pode ser feito com qualquer situação “má” que possa ter-te acontecido e marcado. De facto, às vezes somos muito incompetentes a lidar com problemas tão estúpidos como perder uma quantia irrisória de dinheiro ou não estar com o cabelo bonito para uma festa. Somos NÓS que decidimos quais são os nossos problemas. NÓS! Logo, decide não ter problemas e apenas situações reais com as quais tens que lidar.
Há alguma situação recente que tenhas vivido e que, em vez de te lamentares, tenhas decidido ser feliz e agir?
Não deixa de ser curioso - e até mesmo um pouco hilariante - como muitas pessoas só têm consciência dos seus defeitos nos momentos mais críticos. "Ah e tal porque eu sou isto e aquilo, só sei magoar quem gosto, e coiso e tal preciso de mudar, eu vou mudar!"
Depois a tempestade passa e de repente são assoladas por um súbito ataque de “Alzheimer”. Mais interessante do que terem este ataque, é que muitas destas pessoas vão requintando ainda mais os seus defeitos! Hum…muito bem! Não sei se chore, se ria ou se bate palmas a tamanho talento!
Ironia nas palavras? Talvez uma pitadinha dela. Não deixa de ser triste ver as pessoas evoluírem em sentido contrário e sentirem-se felizes com isso. Ainda por cima conseguem achar-se no direito de “apontar o dedo”, de julgar os outros como se fossem donas da razão absoluta. Gozam este e aquele, fazendo desse mesmo gozo o seu desporto diário. Ninguém – a não ser elas próprias e para elas próprias - está perfeito para ninguém ou está rodeado por pessoas que valham a pena. Sim, sim! Porque os amigos, conhecidos e namorados/companheiros/maridos/mulheres dos outros são sempre do pior que há…feios, chatos, mentirosos, parolos, burros… defeitos nunca faltam e às vezes até chegam a sobrar!
Se alguém está triste, infeliz, insatisfeito, é porque quer, “olha que esta? Que ande para a frente, tem que se esforçar!” Pois é meus caros, para estas pessoas não existem diferenças nos mecanismos de defesa de cada um, toda a gente é igual, toda a gente tem as mesmas experiências de vida, as mesmas capacidades, as mesmas forças e vontades!... Nem sei porque é que existem Psicólogos e Psiquiatras no mundo, ou como é que os hospitais psiquiátricos estão cheios e a depressão é uma das doenças do século XXI. Clichés da sociedade, só pode ser isso! Mas quando são estas pessoas a estar mal…"ai Jesus, que eu vou morrer”! Pois é… pois é…é o tal do Alzheimer…
Esquecem-se das traições que cometem. Esquecem-se das mentiras que utilizam para se safarem de situações menos convenientes. Esquecem-se de quem esteve lá quando foi preciso estar. De quem fez a tal companhia que necessitavam. De quem deu o ombro, o ouvido, o corpo inteiro se fosse preciso. Esquecem-se dos erros que repetem quando supostamente os queriam corrigir. Esquecem-se das palavras que pronunciam injustamente e tornam a pronunciar mesmo depois de terem reconhecido a injustiça. Esquecem-se dos actos de boa fé dos amigos. Dos familiares. Do namorado. De seja quem for. Mesmo quando não eram merecidos... Esquecem-se de que a perfeição não existe e que muito menos elas são perfeitas. Esquecem-se de que errar é humano e de que na vida - e não é por uma questão católica que o digo - “Deus escreve direito por linhas tortas”.
Não estou a desejar o mal de ninguém. Nunca o fiz, não o faço nem nunca o farei. Simplesmente chegou a altura de fechar a minha porta a pessoas assim. Não preciso delas. Nem tão pouco o mundo precisa.
Há males que vêm por bem e, de facto, há determinadas fases da nossa vida que servem para também abrirmos os olhos. Para deixarmos de ser ingénuos. Para deixarmos de chorar e sofrer por aqueles que nos viram as costas e que, se for preciso, a seguir ainda nos empurram sem pensarem sequer duas vezes. Quando, no final de contas, a única coisa que precisávamos era de um amigo…de um amigo que nos ouvisse mesmo que no silêncio...
Sinto-me corroída pelo tempo. Pela vida. Por aqueles que me rodeiam. Tenho a sensação de que o meu coração está amarrado por cordas - daquelas com espinhos - de tal forma apertadas que quase sufoco. O que pediria a uma fada madrinha se ela existisse? Para morrer e nascer de novo. Queria recomeçar tudo. Tudo mesmo... Mas sabendo o que sei hoje. Acredito que nada acontece por acaso. Que há sempre um sentido, uma razão de ser. Mas a cada dia que passa, olho para trás e não vejo nada a não ser tempo desperdiçado como se fosse uma espécie de chiclete que - como diz a música - mastiga-se, deita-se fora...e a seguir mete-se outra e o mecanismo torna a ser o mesmo. Só que, na verdade, o tempo é tão raro!... Não entendo nada nem ninguém. Não sinto que este seja o meu mundo. Ou se calhar eu não serei o que o mundo espera das pessoas. Se eu pudesse...se eu pudesse ganhava asas e voava...para longe do mundo. Para longe das coisas. Para longe de ti. Para longe dele. Para longe dela. Essencialmente, para longe de mim...
- "A paixão é diferente do amor." - "Diferente? Diferente em quê?" - "O amor vem depois da paixão. A paixão é aquela fase inicial, da descoberta, da intensidade dos momentos, da novidade. Depois sim, se a pessoa for de encontro às nossas expectativas, vem o amor." - "Então e depois do amor?" - "Depois do amor...fica o amor e a amizade! É tudo um processo de solidificação. Aquela será a tua companhia para a vida. Mas a paixão também está sempre presente. Pelo menos eu nunca amei sem estar apaixonada..." - "Não concordo muito...nunca me apaixonei sem amar também. Amo é sempre de forma diferente." - "Pois mas isto sou eu a falar! Cada pessoa sente o amor da forma que tem de sentir. Se toda a gente pensasse e sentisse o mesmo, o amor teria uma definição universal, e não tem!" - "Claro, claro. Estou só a tentar perceber essa tua forma de ver as coisas. Mas tu já amaste?" - "Já tive algumas paixões mas amar só amei duas pessoas. Ou uma...a outra pessoa amo se for realmente a pessoa que eu penso que é. Pelo menos quero acreditar que sim." - "Então também deves acreditar que não há amor como o primeiro?" - "Não, nada disso! Aprendi que se pode amar com a mesma ou mais intensidade outra vez." - "Fantástico. Estou a achar a tua perspectiva mesmo interessante. A forma como tu delimitas a palavra amor...!" - "Não é isso. Simplesmente não a banalizo. Considero o amor um sentimento demasiado precioso para tal. Mas lá está...isto tudo sou apenas eu a falar. É a minha experiência, o que não quer dizer que amanhã ou depois pense de outra forma. Para já, sempre foi assim que vi o amor."
5h30 da manhã
Dança inesperada no meio da rua, ao som de Paulo de Carvalho.
6h da manhã
Viu a vida a "andar para trás" quando o carro descaiu e foi contra o muro.
6h01 da manhã O significado de amor continua o mesmo.
[Faz da tua ausência o suficiente para que eu sinta a tua falta,mas nunca a prolongues demais ao ponto de me habituar a viver sem ti]
Quem aprendeu a aguardar pela chuva, sabe esperar pelo céu.
"See the stone set in your eyes See the thorn twist in your side I wait for you. Sleight of hand and twist of fate On a bed of nails she makes me wait And I wait...without you
With or without you With or without you
Through the storm, we reach the shore You gave it all but I want more And I'm waiting for you
With or without you With or without you I can't live with or without you
And you give yourself away And you give yourself away And you give, and you give And you give yourself away
My hands are tied, my body bruised She got me with nothing to win And nothing else to lose
And you give yourself away And you give yourself away And you give, and you give And you give yourself away
With or without you With or without you I can't live With or without you
With or without you With or without you I can't live With or without you With or without you"
Qual é o resultado de remexer no baú do nosso passado? Encontrar algumas "preciosidades" como o meu caderno de notas da Comissão de Praxe e da Associação de Estudantes do ano lectivo 2002/2003. Nele pude encontrar a secção das calinadas...confesso que já não me lembrava de ter tantas registadas, tais como:
- "Tenho uma tendência para chorar dos olhos" (pergunto-me eu, haveria de ser por onde??) - "Essas burguesias estúpidas!" (estaria correcto se tivesse dito burocracias. Penso eu de que!) - "1 vezes 100=1000!" (o meu talento inato para a matemática em todo o seu esplendor!) - "Quando se cala nunca mais pára!" (até ficava nervosa!...) - "Esse barulho até me fez doer os olhos" (sem comentários) - "Tiravas o cartão de albergador!" (seja lá o que isso for) - "Onde já se viu, um comboio sem pistolas!" (de facto, só numa alucinação) - "Vou tirar os pés" (deviam-me doer pa caraças, mas ainda não é possível fazê-lo) - "Até já ouço vibrações" (sou o verdadeiro o prodígio. Ouço aquilo que se deve sentir!) - "Já parecia os epiléctricos" (deve ter sido do choque)
Assim passei a minha noite de sexta. A rir-me de mim própria! É sempre interessante.
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
Fernando Pessoa