terça-feira, maio 26, 2009

Vendedor de Sonhos

"Sou apenas um caminhante
Que perdeu o medo de se perder.
Estou certo de que sou imperfeito,
Podem chamar-me louco,
Podem gozar das minhas ideias,
Não importa!
O que importa é que sou um caminhante,
Que vende sonhos aos transeuntes.
Não tenho bússola nem agenda,
Não tenho nada, mas tenho tudo.
Sou apenas um caminhante
Á procura de mim mesmo."

O meu "até já" sem data marcada resistiu uma semana. Este meu descontrolo literário deve ser pior do que a menopausa. E digo "deve ser" porque ainda não passei por ela para o afirmar com convicção.
Um desopilar de um dia de trabalho, com vista para o pôr do sol, e umas gargalhadas preenchidas pela aragem fresca junto ao mar, trouxeram-me o motivo da "ressaca".
Quis e quero enterrar, mas a terra que lhe serve de cobertura ainda é fresca. Precisa de morrer também!...
Apesar de tudo, o meu sorriso tem sido mais forte do que o luto que faço deste vendedor de falsos sonhos...

quarta-feira, maio 20, 2009

Não há soluções, há caminhos!


"Enquanto não aceitarmos que a vida é difícil, e isso não é mau, não só não arranjamos estratégias e calma para vencer as dificuldades, como as aumentamos e arranjamos uma dificuldade maior. O que torna a vida ainda mais difícil do que é na realidade é pensar que ela devia ser fácil ou que alguém tem direito à facilidade. Mas a vida sem luta não é vida!"

Vou dar espaço às palavras para que possam respirar deste espaço onde as prendo.
Vou dar espaço a mim mesma para respirar esta liberdade que possuo.

Dou a força que já não tenho e, depois de bem sugada, puxam o tapete onde me encontro para me matarem.

Um até já...
(até já quando?)
...talvez um até sempre,
talvez um volto já.

Não, não me vou perder. Ao contrário de muitos, sei que há caminho!
Só para a morte ainda não há solução.

"Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde

Não sei do que é qu eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só
Quero quem, quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder

Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar

Vou continuar a procurar
A minha forma
O meu lugar
Porque até aqui eu só
Estou bem aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou"

Já dizia o Variações...

terça-feira, maio 19, 2009

ONE LIFE, you got to do what you should!

"Deste modo ou daquele modo.
Conforme calha ou não calha.
Podendo às vezes dizer o que penso,
E outras vezes dizendo-o mal e com misturas,
Vou escrevendo os meus versos sem querer,
Como se escrever não fosse uma cousa feita de gestos,
Como se escrever fosse uma cousa que me acontecesse
Como dar-me o sol de fora.
Procuro dizer o que sinto
Sem pensar em que o sinto.
Procuro encostar as palavras à idéia
E não precisar dum corredor
Do pensamento para as palavras

Nem sempre consigo sentir o que sei que devo sentir.
O meu pensamento só muito devagar atravessa o rio a nado
Porque lhe pesa o fato que os homens o fizeram usar.

Procuro despir-me do que aprendi,
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras
,
Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro,
Mas um animal humano que a Natureza produziu.

E assim escrevo, querendo sentir a Natureza, nem sequer como um homem,
Mas como quem sente a Natureza, e mais nada.
E assim escrevo, ora bem ora mal,
Ora acertando com o que quero dizer ora errando,
Caindo aqui, levantando-me acolá,
Mas indo sempre no meu caminho como um cego teimoso.

Ainda assim, sou alguém.
Sou o Descobridor da Natureza.
Sou o Argonauta das sensações verdadeiras.
Trago ao Universo um novo Universo
Porque trago ao Universo ele-próprio.

Isto sinto e isto escrevo
Perfeitamente sabedor e sem que não veja
Que são cinco horas do amanhecer
E que o sol, que ainda não mostrou a cabeça
Por cima do muro do horizonte,
Ainda assim já se lhe vêem as pontas dos dedos
Agarrando o cimo do muro
Do horizonte cheio de montes baixos."

Alberto Caeiro

Há muitos momentos em que páro para pensar. Reflectir. Nos gestos. Nas palavras. Nas situações. No que fiz ou não fiz. No que disse ou não disse. E às vezes acontece-me obter a resposta certa: para quê perder tempo a pensar na vida, do que poderia ou não ter sido, do que é ou não é, do que poderá vir a ser ou não, se ao pensarmos estamos a perder vida?
As pessoas ainda não perceberam (e ao escrever "pessoas" auto incluo-me) que a vida é um mistério, difícil ou impossível de desvendar. Só temos que saber aceitar.
Não há verdades absolutas, não há como apagar um passado ou ter a certeza de um futuro. O importante é mesmo viver o presente. É senti-lo. É respirá-lo. É registá-lo. É...Carpe Diem!
O caminho não é em linha recta, o terreno não é plano e o GPS só funciona para os carros, portanto é encarar a realidade dos factos e seguir em frente, de sorriso no rosto, muitos sonhos na cabeça e muito amor no coração.
Quem não quer, paciência. Quem não aceita, azar. Derrotados são aqueles que não sabem sonhar. São aqueles que em vez de desfrutarem os prazeres da vida, do mundo, da natureza e de tudo aquilo que foi criado para sentirmos, vermos, cheirarmos, tocarmos e ouvirmos, preferem ser mecânicos, cépticos, frios e tudo o mais que possa derivar destas palavras. São pessoas tristes, essa é que é essa.
Acho que acordei novamente. Sim, de vez em quando acontece-me ficar "sedada". Quem nunca ficou?
Foi numa bela manhã que percebi...para quê? Para quê investir e perder a minha energia no que não vale a pena? No que não retribui? No que não me quer bem? No que faz de mim um ser invisível sem sequer ter remorços?
A verdade, é que sou mais do que isso. Mereço bem mais. Quero ainda mais! A vida é curta, o mundo é grande e por descobrir ainda há muito!

“Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam, e certifique-se de que quando estão juntos aquele abraço vale mais que qualquer palavra…”

In “Não deixe de acreditar no amor” de Luís Fernando Veríssimo

Sobretudo, não deixar de acreditar na vida!

sábado, maio 16, 2009

I don't care what happens anymore!

...
I embrace you with a melody so sweet you'll melt
And a beat so hard you'll go numb,
I'll do anything to make you go mad.

How 'bout it.

I'll take you along
To worlds never seen by anyone before.
...

I don't care what happens anymore
So let's just love each other tonight.

Selfish love
Love me, cause I love you
This is my way of love.

Cheers to this egoistic night.

I don't really need forever
So just be by my side tonight.

Selfish love
Love me, cause I love you
This is my way of love.

I will for me, you will for you*
And I'll be me, and you'll be you.

Cheers to egoistic us!

quinta-feira, maio 14, 2009

O fim de semana é teu...AGARRA-O!

Mais um grande anúncio da Super Bock... Não considero a música tão impactante como a anterior mas o cenário escolhido continua a ser perfeito: a linda e mágica cidade do Porto!

Perfect moments, perfect memories, perfect spots*

[e eu ainda por Lisboa...completamente ezaurida...tirem-me daqui!]

segunda-feira, maio 11, 2009

Um dia após o outro

Alguém "ameaçou" abolir o meu blog...
Pois bem, não só mas também por influência desse comentário [de alguém amigo com uma assiduidade que desconhecia] escrevo aqui hoje algo um pouco diferente. Algo curto e duro. A expressão verdadeiramente popular...

CAGUEI E ANDEI!

Agora?

Quero viver...e nunca ser cruel.
Quero voar...e nunca aterrar.
Quero viver a minha vida...e ter os amigos por perto.

Quero viver...e ser sempre verdadeira.

A minha alma não precisa de ser salva.
E sim, eu peco todos dias.

Nunca mudamos, pois não?
Nunca aprendemos, pois não?

Por isso eu quero viver na minha "cabana".
Quero viver onde os amigos são fáceis de encontrar.
Viver onde o sol se põe!...

FAMÍLIA e AMIGOS.
Verdadeiros.
O mais importante.
O mais precioso.
O que se deve preservar.
Os que realmente nos amam.
Os que nos querem bem.
Muita coisa vem, muita coisa vai.
Estes ficam sempre.
O resto...é apenas isso: o "resto".
Pedaços de nada.
Pedaços que hoje deito fora e amanhã já esqueci.
Pedaços sem valor.
Pedaços sem sentido.
Temos pena.

Ontem sorri. Hoje sorri. Amanhã continuarei a sorrir.

Vivo o presente...sem passado nem futuro!

Posto isto, brindo à família. Brindo aos amigos.
"A nós, a quem gosta de nós e o resto...que se FODA!"

Diferente não?

sábado, maio 09, 2009

As voltas que a vida dá

No dia 25 de Dezembro, por volta das 6h da tarde, pedi-te uma luz que me guiasse em direcção ao caminho certo. Sentia-me dividida entre o emocionalmente correcto e o racionalmente lógico. A verdade é que bastaram uns poucos dias para a encontrar.

No dia 2 de Maio voltei a falar contigo, eram umas 8h da manhã. Pedi-te o contrário do que tinha pedido há uns 5 meses atrás. Que apagasses a tal luz que na altura eu precisava desesperadamente de descobrir. Estava-me a ferir "os olhos do coração". Coincidentemente ou não, a verdade é que ela está a ficar fraquinha, fraquinha, fraquinha...está quase a fundir como as lâmpadas que compramos para os candeeiros que nos iluminam a casa à noite. Acabará por se extinguir.

Nunca pensei mas a verdade é que me tens feito bem. Quanto mais não seja por simplesmente poder falar livremente sem me interromperes ou julgares... Obrigada. Estou a sentir-me livre novamente. Estou outra vez a conseguir sorrir por estar a viver o momento e não apenas porque fica socialmente bem e bonito fazê-lo.

Continuo a ter pena que algumas pessoas vivam em função de um futuro que a ninguém pertence, agarradas a um passado que apenas nele devia ficar, acabando por se esquecerem do mais importante para serem verdadeiramente felizes: viver o presente.

Podias ter filmado o nosso sorriso em vez de o fotografares!...

quarta-feira, maio 06, 2009

Há um tempo para tudo.E contra factos, não há argumentos!

"Estou que nem posso… Já não tenho idade para ir à queima à semana. Acho que a meio da noite me esqueci que já sou grande e que hoje é dia de trabalho e perdi a conta aos shots malucos que bebi.
Estou sempre a dizer que sou miúda, que ainda sou uma criança, mas a verdade é que me senti bastante grande junto das pessoas com vinte e poucos anos com quem falei. Já nem coragem de cravar bebidas como se a minha vida dependesse desse feito, tenho. Ou de pedir shots e quando eles são servidos, baixar-me e desatar a correr para trás da barraca, como nos bons velhos tempos.
Estou velha, é o que é. Apetece-me dizer a todas as pessoas que por lá andam “aproveita como se não houvesse amanhã porque esses são os melhores tempos da tua vida e passam tão depressa…”. Ou seja, aqueles discursos muita chatos que os cotas me diziam na minha altura e que não entendia.
É verdade, a faculdade é o melhor tempo da vida de qualquer um… É com nostalgia que vejo aqueles olhares sem preocupações, como se nada tivesse consequências, nem motivo aparente para existir. Os namoricos, os exames, as chatices com as amigas, os copianços, as noites académicas em bares que não lembra a ninguém, os flirts, os profs, os sonhos, a semanada, o bar da faculdade, as jantaradas nas tascas manhosas,… Que saudades da única preocupação ser a de inventar alguma aldrabice aos cotas para justificar alguma cadeira ou ano perdido.
Aqui, que ninguém me ouve, se fosse hoje acho que tinha perdido muitos e muitos anos e aproveitado ainda mais. Mais tempo. Mal se põe um pé fora da faculdade, com o canudo, ainda as últimas férias grandes estão a terminar e já os papás nos olham com outro olhar. O olhar das obrigações, das responsabilidades, do “bem-vindo ao mundo dos grandes”. Devia ter feito como muitos e dizer “afinal não era aquela a minha vocação, acho que me vou inscrever em filosofia” e continuar naquele mundo livre e boémio. É que, ou se faz isso logo de seguida, sem lhes dar tempo para pensar e nos dar aquelas boas-vindas, ou já não há escapatória possível. Agora, mesmo que quisesse não conseguia “abdicar” das responsabilidades e obrigações e voltar a estudar sem trabalhar. Infelizmente. Que raiva. Como disse uma vez uma pessoa que conheci e que já nem do nome me lembro, esses “são uns enganadores”. E quem me dera ser uma enganadora! Ser condecorada dux da faculdade, perder anos a fio na tuna e na comissão de praxe e o único horário a cumprir ser o do encontro no bar para matar uns finos, à tarde."

Tal como tu, minha querida amiga, partilho o mesmo sentimento. E daí ter feito um copy paste de empréstimo das tuas palavras.
A passagem desta semana cria sempre aquela nostalgia devastadora, como se esse nosso tempo tivesse sido já noutra vida. Também me começo a sentir velha...não pelo espírito, pelas vontades, pelas atitudes. Mas pelas dores nas pernas, nos pés, na cabeça e até por esta conjuntivite, que quase parece ter surgido para me dizer "Pensas que ainda tens idade para estas coisas? Tem juízo!"
Acho que até os shots me caem de outra forma no fígado...já não são bem para brindar à amizade, às asneiras "saudáveis", ao final de mais um ano lectivo, às festas, à boa vida, mas sim para conseguir olhar à minha volta e sentir que ainda consigo pertencer àquele mundo. Assim pelo menos salto. Canto. Danço. Sozinha ou com quem não conheço de parte nenhuma. Tiro fotos parvas. Sou capaz de reconhecer uma ou duas caras familiares que me dão umas borlas. E até sou ainda capaz de cair..."de tanto rir"...após dar uma cabeçada, no sentido literal da palavra.
Vivi muito. Aproveitei ao máximo. Ou não. Lá está, é o desejo de querer sempre mais. Mais daquilo que não nos incute o peso insuportável das responsabilidades de ser adulto. Aquilo que já somos e teimamos em não querer ser. Ou mostrar.
Mais do que a queima, sinto ainda mais a falta do cortejo. A esse não posso ir. Nunca mais. A sensação de passar a tribuna. Essa não voltarei a sentir. Nunca mais. A sensação de ser caloira. Essa só se tem uma vez na vida, tal como o sentimento de ser finalista. O traje. Odiava os sapatos, as meias que passava a vida a romper e a capa que pesava e fazia um calor sufocante nos dias mais quentes. Mas foi um orgulho. E a rodear tudo isto, os amigos. Aqueles que nos marcaram pelo convívio e partilha de momentos. Dessa "maralha", costumávamos nós dizer em linguagem académica, uns casaram, outros vivem longe e voltaram para casa, outros foram forçados a "desertar". Para poderem trabalhar!
É...como dizem os "cotas"...é a vida! Tudo tem o seu tempo. Mas apesar de tudo, ainda temos mais um fim de semana e o dia a seguir para descansar o corpo...aquele que paga quando a cabeça não tem juízo. Bora queimar os últimos cartuchos?



[Desta vez não estive lá...vejo o vídeo e arrepio-me. Com as lágirmas nos olhos, sorrio. Já tive o privilégio de lá estar e viver tudo o que estas pessoas estão a viver! BIBA O QUIM!]

segunda-feira, maio 04, 2009

"Estás aqui para ser feliz!"

Uma das melhores publicidades dos últimos tempos.

quinta-feira, abril 30, 2009

Momentos

- "O problema de hoje em dia, é que vivemos num mundo onde reina o analfabetismo sentimental. As pessoas sabem o que não querem mas não sabem o que querem.
Antigamente existiam mais regras e, por consequência, um caminho mais definido a seguir. Agora as opções de escolha são muito maiores e toda a gente se perde... Souberam abrir as portas à liberdade mas não souberam ensinar ninguém a lidar com ela nem a discipliná-la... E essa aprendizagem é tão longa e difícil que quando as pessoas olham para trás, para todo o percurso que tiveram de trilhar, apercebem-se que perderam demasiado tempo, demasiada vida e demasiadas oportunidades de serem felizes!"

- "Isso é mesmo lindo! E não me é nada estranho... Onde leste?"

- "Na minha cabeça!..."

Sim, eu penso. Sim, eu tenho inteligência. Não, não sou nem quero ser uma qualquer para ninguém, para o mundo e, principalmente, por mim própria...

quarta-feira, abril 29, 2009

É-cum-a-dor

Não sou uma seguidora assídua da série "Equador". Uma adaptação televisiva da obra de Miguel Sousa Tavares que não li.

Calhou assistir ao último episódio e, como acontece muitas vezes, em filmes, teatros, telenovelas, debates ou afins, há sempre uma ou outra frase que absorvo e anoto no meu bloco de palavras soltas.

Ela, desanimada, disse-lhe em tom de desabafo que aquela terra - S. Tomé e Príncipe - era tristeza. Perdeu o amor da vida dela e agora vive apaixonada pelo irmão. O próprio com quem acaba de desabafar. Ele respondeu-lhe qualquer coisa como "Equador...é com a dor..."

Nesse momento, "despertei". Valia a pena registar e tentar saber um pouco mais acerca de onde vinha aquela afirmação.

«equador: linha que divide a terra em hemisfério norte e sul. Linha simbólica de demarcação, de fronteira entre dois mundos. Possível contracção da expressão é com dor" ("é-cum-a-dor", em português antigo)

Estas palavras ecoam na minha cabeça. Será realmente com a dor que vivemos quando estamos apaixonados? Será esta uma regra sem excepção?

Acabei por descobrir outras frases interessantes da obra de Sousa Tavares que, muito provavelmente, terei de ler:

«Depois de as coisas acontecerem, é quase irresistível reflectir sobre o que teria sido a vida, se se tem feito diferente.»

«Não se encontra só o que se encontra, mas também o que se procura. Nós não somos folhas levadas pelo vento, não somos animais à deriva. Somos seres humanos, com uma vontade própria.»

«Não esperes nunca de mim que eu seja fiel a qualidades que não tenho. O que podes é contar com as que tenho, porque nessas não te falharei nunca.»

Equador é a linha que separa o mundo em dois. É a linha que divide o que deveria ser um só todo, em duas partes. Neste momento, há um Equador na minha vida. Um coração demarcado por um Eu e um Tu que o separa em dois mundos que se procuram mas se perdem...

Não fosses tu o meu sonho de menina e mulher, eu não te amaria tanto!...

sábado, abril 25, 2009

Taí!

A rádio por vezes - se não a maioria delas - deixa muito a desejar. Mas de vez em quando lá descubro umas preciosidades. Ontem, num dos meus "zappings" desesperados em busca de uma música que me aconchegasse os ouvidos, apaixonei-me!

Rock, pop, reggae, bossa nova, blues, chill-out...não interessa o estilo ou a língua em que é cantada. Desde que nos faça dançar, recordar, cantarolar, libertar emoções, tristes, alegres ou de nostalgia... A música é uma arte mágica e esta já faz parte dos meus registos.

"Taí
Eu fiz tudo pra você gostar de mim
Ó, meu bem
Não faz assim comigo, não
Você tem
Você tem
Que me dar seu coração

Meu amor, não posso esquecer...
Se dá alegria, faz também sofrer
A miha vida foi sempre assim
Só chorando as mágoas que não tem fim

Essa história de gostar de alguém
Já é mania que as pessoas têm
Se me ajudasse Nosso Senhor
Eu não pensaria mais no amor"

sexta-feira, abril 24, 2009

I'll take you to see the sunrise and try to catch your ghost!...

Dream on girl, dream on girl
I want to see you sleep tonight
You're up and down
You hit the ground
And time is drifting through your fears

I can't find your dreams tonight
And make your lover come back home
If you don't know, you are on your own
I'll choose the best place for your sleep

Come back to see the day
You lost your heart and all your hopes
I'll take you to see the sunrise
And try to catch your ghost, oh

Come on girl, a dream is your world
The signs you see are in your mind
The words that you speak, are here in my ear
So I can hear you falling down

Take a breath to see me
I can wait for you to
Live a live with no hopes but
If you still believe

Come back to see the day
You lost your heart and all your hopes
I'll take you to see the sunrise
And try to catch your ghost, oh

segunda-feira, abril 20, 2009

Ser a excepção à regra

Na vida, no amor, na amizade, no trabalho ou em qualquer outra circunstância inerente a ela, temos duas opções: ou somos a regra ou tornamo-nos a excepção. Aqui a escolha não suscita dúvidas... temos de marcar os outros e o mundo através de uma diferença positiva.

A qualidade deste vídeo está péssima mas não encontrei outro melhor. Preferir mesmo, era a parte final deste filme, que transmite exactamente aquela mensagem que eu precisava de ouvir...embora já há muito a soubesse por mim própria...

sexta-feira, abril 17, 2009

Por mais que me esconde...

...procuro por ti em toda a parte!..

"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"

De que tamanho é a tua afinal...?

"Ouvi dizer
Que o nosso amor acabou
Pois eu não tive a noção do seu fim
Pelo que eu já tentei
Eu não vou vê-lo em mim
Se eu não tive a noção de ver nascer o homem

E ao que eu vejo
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi
E eu fiquei com tanto para dar
E agora não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva

E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma

Ouvi dizer
Que o mundo acaba amanhã
E eu tinha tantos planos p'ra depois
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós
Sem tirar das palavras seu cruel sentido

Sobre a razão estar cega
Resta-me apenas uma razão
Um dia vais ser tu
E um homem como tu
Como eu não fui
Um dia vou-te ouvir dizer

E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma

Sei que um dia vais dizer

E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma

A cidade esta deserta
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte
Nas casas, nos carros,
Nas pontes, nas ruas...
Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura
Ora amarga,ora doce
Para nos lembrar que o amor é uma doenca
Quando nele julgamos ver a nossa cura"


quinta-feira, abril 16, 2009

A Hormona do Amor


A oxitocina é uma hormona produzida pelo hipotálamo e armazenada na hipófise posterior (neuro-hipófise).
Conhecida como a hormona do amor, dizem que gera a sensação de apego próprio de quem ama e que a sua presença constante pode levar o amor a durar para sempre...

MAIS CURIOSIDADES:

Larry Young, neurocientista, afirmou, na revista Nature, que seria possível fabricar uma poção do amor. Depois de analisar a química das ligações entre mamíferos, Young prevê para breve uma poção farmacêutica do amor.
Experiências num certo tipo de roedores na Emory University - uma minoria de mamíferos (menos de 5%) tendencialmente monogâmicos como os humanos - desvendaram o papel da oxitocina quando o cérebro de uma fêmea é artificialmente injectado por esta hormona, que produz as mesmas sensações positivas que a nicotina e cocaína. Esta fica atraída pelo macho mais próximo, ligando-se a ele. A oxitocina é dada também a mulheres depois do parto, para estimular a fluidez da produção de leite.
Outra hormona, a vasopressina, cria a necessidade de uma ligação e construção do ninho quando injectada aos machos (uma hormona activada de forma natural pelo sexo). Os animais em teste com uma vasopressina deficitária a nível genético tinham menos probabilidade de encontrar um parceiro, e pesquisadores suecos revelam que os homens com uma tendência genética idêntica também casam mais raramente.
Young afirma que o amor humano é provocado por uma "cadeia bioquímica de acontecimentos" que evoluiu a partir de circuitos cerebrais mais antigos oriundos da ligação mãe-filho, estimulada pela libertação de oxitocina durante o parto e a amamentação.
"Uma parte da nossa sexualidade evoluiu para estimular o mesmo sistema de oxitocina que cria as ligações homem-mulher", diz Young, notando que são as mesmas partes anatómicas do parto e da amamentação que são usadas no sexo. Este cenário hormonal poderia significar que uma maior atenção aos seios e uma maior frequência de sexo criam uma ligação destes neurónios primitivos, tal como a oxitocina libertada durante o sexo ou orgasmo.
Oxitocina nas narinas de humanos parece ter mostrado uma intensificação dos sentimentos de confiança e empatia. Embora Young não esteja a preparar uma poção de amor, afirma que poderão existir hormonas para aumentar a probabilidade das pessoas se apaixonarem. Até poderia ser útil em terapias de casal, para reforçar a relação.

Cientistas dizem ter descoberto segredo do «amor eterno»
Uma equipa de investigadores escoceses das universidades de Edimburgo e Saint Andrews diz ter descoberto o segredo das relações amorosas duradouras. A chave, garantem, é a hormona oxitocina.
O estudo indicou que o factor determinante para que as relações amorosas perdurem é a quantidade da oxitocina, hormona que é também responsável pelos laços que se criam entre uma mãe e o seu bebé.
Segundo os cientistas, as pessoas que produzem menores quantidades da hormona têm mais dificuldade em manter relações que perdurem.
A oxitocina modifica milhões de circuitos no cérebro, alterando a percepção e os interesses das pessoas.

Interessante esta questão. Ficam algumas dúvidas que, quando tiver um pouco mais de tempo, irei pesquisar…

quarta-feira, abril 15, 2009

Os nossos problemas apenas existem na nossa memória

Algo acontece. O teu telemóvel cai da mesa e espatifa-se no chão. Não volta a funcionar. Assim que este problema ocorreu, ele deixou de existir. A cena do telemóvel a cair, espatifando-se no chão, pedaços a voar e depois tu a tentares montá-lo e ligá-lo apertando por diversas vezes os seus botões, fica armazenada na tua mente. Ela não existe mais. O que farás com esta experiência é o que irá definir a tua vida daqui para frente, mesmo num episódio parvo como este do telemóvel.

Os problemas que julgamos ter, de facto, só existem na nossa memória e esquecê-los é bem mais fácil do que se pensa. Acontece que a maioria das pessoas alimentam-se destas memórias “más” fazendo com que elas as mantenham vivas e em correspondência com o mundo.

UMA TÉCNICA PARA APAGAR PROBLEMAS NA MEMÓRIA

Há situações em que alguém nos magoa e tomamos aquilo como verdade. Ouvimos aquela voz alta dentro da nossa cabeça a dizer aquele monte de coisas más sobre nós e lamentamos a todo momento termos ouvido aquilo, alimentando as nossas memórias tristes, comprometendo a nossa auto-estima e destruindo os planos futuros de conquistas.

Uma técnica para lidar com isto é muito simples e fácil de praticar:

Primeiro visualiza a cena mentalmente. A cena em que a pessoa te ofende. Imagina-a de forma nítida, com todas as cores e com todos os sons.
Agora coloca a cena num quadro emoldurado.
Começa a diminuir o tamanho desse quadro e assim, vais diminuir esse episódio, levando-o para o canto esquerdo da tua mente.
Enquanto diminuis o tamanho do quadro começa a escurecê-lo até que fique desfocado.
Distorce os teus sonhos e, sempre que possível, adiciona uma voz engraçada na boca da pessoa que te está a ofender, na tua visualização da dita cena.
Coloca-a bem pequenininha no canto esquerdo e olha para ela mais do que uma vez: as cores estão distorcidas, escurecidas e os teus sonhos engraçados!
Já está! Repete estes passos de oito a dez vezes com a mesma cena e verás que quanto mais repetires este exercício mental, menos te lembrarás da cena original das ofensas.
Este exercício pode ser feito com qualquer situação “má” que possa ter-te acontecido e marcado. De facto, às vezes somos muito incompetentes a lidar com problemas tão estúpidos como perder uma quantia irrisória de dinheiro ou não estar com o cabelo bonito para uma festa. Somos NÓS que decidimos quais são os nossos problemas. NÓS! Logo, decide não ter problemas e apenas situações reais com as quais tens que lidar.

Há alguma situação recente que tenhas vivido e que, em vez de te lamentares, tenhas decidido ser feliz e agir?

terça-feira, abril 14, 2009

Nem só os príncipes se transformam em sapos

Não deixa de ser curioso - e até mesmo um pouco hilariante - como muitas pessoas só têm consciência dos seus defeitos nos momentos mais críticos. "Ah e tal porque eu sou isto e aquilo, só sei magoar quem gosto, e coiso e tal preciso de mudar, eu vou mudar!"

Depois a tempestade passa e de repente são assoladas por um súbito ataque de “Alzheimer”. Mais interessante do que terem este ataque, é que muitas destas pessoas vão requintando ainda mais os seus defeitos! Hum…muito bem! Não sei se chore, se ria ou se bate palmas a tamanho talento!

Ironia nas palavras? Talvez uma pitadinha dela. Não deixa de ser triste ver as pessoas evoluírem em sentido contrário e sentirem-se felizes com isso. Ainda por cima conseguem achar-se no direito de “apontar o dedo”, de julgar os outros como se fossem donas da razão absoluta. Gozam este e aquele, fazendo desse mesmo gozo o seu desporto diário. Ninguém – a não ser elas próprias e para elas próprias - está perfeito para ninguém ou está rodeado por pessoas que valham a pena. Sim, sim! Porque os amigos, conhecidos e namorados/companheiros/maridos/mulheres dos outros são sempre do pior que há…feios, chatos, mentirosos, parolos, burros… defeitos nunca faltam e às vezes até chegam a sobrar!

Se alguém está triste, infeliz, insatisfeito, é porque quer, “olha que esta? Que ande para a frente, tem que se esforçar!” Pois é meus caros, para estas pessoas não existem diferenças nos mecanismos de defesa de cada um, toda a gente é igual, toda a gente tem as mesmas experiências de vida, as mesmas capacidades, as mesmas forças e vontades!... Nem sei porque é que existem Psicólogos e Psiquiatras no mundo, ou como é que os hospitais psiquiátricos estão cheios e a depressão é uma das doenças do século XXI. Clichés da sociedade, só pode ser isso! Mas quando são estas pessoas a estar mal…"ai Jesus, que eu vou morrer”! Pois é… pois é…é o tal do Alzheimer…

Esquecem-se das traições que cometem. Esquecem-se das mentiras que utilizam para se safarem de situações menos convenientes. Esquecem-se de quem esteve lá quando foi preciso estar. De quem fez a tal companhia que necessitavam. De quem deu o ombro, o ouvido, o corpo inteiro se fosse preciso. Esquecem-se dos erros que repetem quando supostamente os queriam corrigir. Esquecem-se das palavras que pronunciam injustamente e tornam a pronunciar mesmo depois de terem reconhecido a injustiça. Esquecem-se dos actos de boa fé dos amigos. Dos familiares. Do namorado. De seja quem for. Mesmo quando não eram merecidos... Esquecem-se de que a perfeição não existe e que muito menos elas são perfeitas. Esquecem-se de que errar é humano e de que na vida - e não é por uma questão católica que o digo - “Deus escreve direito por linhas tortas”.

Não estou a desejar o mal de ninguém. Nunca o fiz, não o faço nem nunca o farei. Simplesmente chegou a altura de fechar a minha porta a pessoas assim. Não preciso delas. Nem tão pouco o mundo precisa.

Há males que vêm por bem e, de facto, há determinadas fases da nossa vida que servem para também abrirmos os olhos. Para deixarmos de ser ingénuos. Para deixarmos de chorar e sofrer por aqueles que nos viram as costas e que, se for preciso, a seguir ainda nos empurram sem pensarem sequer duas vezes. Quando, no final de contas, a única coisa que precisávamos era de um amigo…de um amigo que nos ouvisse mesmo que no silêncio...

segunda-feira, abril 13, 2009

Quem nunca errou...

...que atire a primeira pedra. Pode ser que lhe caia em cima!

sábado, abril 11, 2009

Se eu pudesse...

Sinto-me corroída pelo tempo. Pela vida. Por aqueles que me rodeiam.
Tenho a sensação de que o meu coração está amarrado por cordas - daquelas com espinhos - de tal forma apertadas que quase sufoco.
O que pediria a uma fada madrinha se ela existisse? Para morrer e nascer de novo. Queria recomeçar tudo. Tudo mesmo... Mas sabendo o que sei hoje.
Acredito que nada acontece por acaso. Que há sempre um sentido, uma razão de ser. Mas a cada dia que passa, olho para trás e não vejo nada a não ser tempo desperdiçado como se fosse uma espécie de chiclete que - como diz a música - mastiga-se, deita-se fora...e a seguir mete-se outra e o mecanismo torna a ser o mesmo. Só que, na verdade, o tempo é tão raro!...
Não entendo nada nem ninguém. Não sinto que este seja o meu mundo. Ou se calhar eu não serei o que o mundo espera das pessoas.
Se eu pudesse...se eu pudesse ganhava asas e voava...para longe do mundo. Para longe das coisas. Para longe de ti. Para longe dele. Para longe dela. Essencialmente, para longe de mim...