quinta-feira, janeiro 08, 2009

Isto do gostar e não gostar...


"Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e, por vezes – em mais casos do que se possa imaginar – existem pessoas que pura e simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Esperem lá, não é que não queiram – querem! – mas quando gostam – e podem gostar muito – há sempre qualquer coisa que os impede. Ou porque a estrada está cortada para obras de pavimentação. Ou porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açucares. Ou porque sim e não falamos mais nisto.

Há muita gente que não pode comer crustáceos, verdade? E porquê? Não faço ideia, mas o médico diz que não podemos porque nascemos assim e nós, resignados, ao aproximar-se o empregado de mesa com meio quilo de gambas que faz favor, vamos dizendo: 'Nem pensar, leve isso daqui que me irrita a pele'.

Ora, por vezes, o simples facto de gostarmos de alguém pode provocar-nos uma alergia semelhante. E nós, sabendo-o, mandamos para trás quando estávamos mortinhos por ir em frente. Não vamos.. E muitas das vezes, sabendo deste nosso problema, escolhemos para nós aquilo que sabemos que, invariavelmente, iremos recusar. Daí existirem aquelas pessoas que insistem em afirmar que só se apaixonam pelas pessoas erradas. Mentira. Pensar dessa forma é que é errado, porque o certo é perceber que se nós escolhemos aquela pessoa foi porque já sabíamos que não íamos a lado nenhum e que – aqui entre nós – é até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice e estava-se mesmo a ver que ia dar nisto. E deu. Do mesmo modo que no final de 10 anos de relacionamento, ou cinco, ou três, há o hábito generalizado de dizermos que aquela pessoa com quem nós nos casámos já não é a mesma pessoa, quando por mais que nos custe, é igualzinha. O que mudou – e o professor Júlio Machado Vaz que se cuide – foram as expectativas que nós criamos em relação a ela.

Impressionados? Pois bem, se me permitem, vou arregaçar as mangas. O que é difícil – dizem – é saber quando gostam de nós. E, quando afirmam isto, bebo logo dois dry martinis para a tosse. Saber quando gostam de nós? Mas com mil raios, isso é o mais fácil porque quando se gosta de alguém não há desculpas nem ' ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho', nem ' ai que hoje era bom mas tenho outra coisa combinada' nem ' ai que não vi a tua chamada não atendida'.

Quando se gosta de alguém – mas a sério, que é disto que falamos – não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há sms que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo, porque recebi as flores mas pensava não serem para mim, porque não estava em casa quando tocaste.
Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso.
Quando se gosta de alguém – e estou a escrever para os que gostam - vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós."


Por Fernando Alvim (quem diria!...)

E já que um novo ano na minha vida, e na de toda a gente, deu agora início, pode ser que também se inicie em mim uma nova capacidade de amar. E de ser amada. Mas de verdade.



Beggin - Madcon

terça-feira, dezembro 23, 2008

Onde reside o amor?

Há três remédios que ainda não foram inventados: o remédio para a estupidez, o remédio para a paciência e o remédio para cortar laços. Num mundo perfeito, as pessoas iam à farmácia e pediam uma caixa de comprimidos para o bom feitio, ou umas injecções para os neurónios. Quanto aos laços, não imagino outro objecto senão uma tesoura bem afiada para cumprir a missão.
Alguém devia inventar uma tesoura para cortar laços, sobretudo quando os laços já estão cheios de nós cegos e não há volta a dar. À falta de um objecto contundente que serviria para cortar o mal pela raiz, restam os procedimentos habituais: bater com a porta, deixar de telefonar, não atender chamadas, fazer exercícios de abstracção, em suma, fechar o coração.
FECHAR o coração é um exercício duríssimo para quem o tem. Não estou a falar dos já aqui citados donuts que alguns seres humanos escondem, nos quais as setas do Cupido se atravessam sem provocar a mais leve ferida, caindo no vazio do buraco negro de forma inconsequente. Estou a falar de pessoas com coração, que sabem dar e receber amor. Quem deixa um grande amor para trás carrega grilhetas tão ou mais pesadas do que aquele que fica sentado, pregado na pedra do porto, como canta Chico Buarque. Bater com a porta requer coragem, concentração e muita força de vontade. É preciso saber desistir e hoje em dia ninguém gosta de desistir de nada, muito menos do amor, até porque o amor é um bem escasso que facilmente se confunde com entusiasmo, atracção física, tesão, paixão ou entendimento. Mas afinal o que é o amor, senão uma soma nada matemática que engloba todas estas sensações, sentimentos e estados?
Há algum tempo que desisti de definir o amor e passei a concentrar-me em entender onde reside o amor. Isto porque acredito que o amor em si não existe, o que existe são provas de amor. Logo, essas provas podem estar à vista de todos. E é por esta ordem de ideias que as pessoas ficam noivas, trocando promessas e anéis, e depois se casam, trocando mais promessas e mais anéis. As celebrações amorosas servem para selar o amor. Por outro lado, as rupturas amorosas não seguem preceitos nem rituais; cada um faz o melhor que sabe e aguenta-se como pode, engolindo a mágoa do conformismo, ou remando contra a maré. Como escreveu Truman Capote – que por acaso jogava na equipa dos donuts – a morte de um sonho é tão triste e dolorosa como a própria morte, merece por isso o respeito e silêncio para com aqueles que a sofrem. Quando alguém desiste de um amor, está também a desistir de um sonho que já acalentou. E é muito difícil desistir. Abdicar de um amor dói, e essa dor dura, demora a partir. É como viver com uma pedra encostada à garganta.
Quem quer mesmo desistir tem de conseguir cortar o mal pela raiz, antes que os laços se tornem nós à volta do pescoço e do coração. É preciso pegar na tesoura e zás, cortar sem dó nem piedade, e sobretudo sem olhar para trás, sob o risco de reviver o mito daqueles que, ao partir de Sodoma e de Gomorra, se transformaram em estátuas de sal.


«É preciso acreditar como da primeira vez, é preciso confiar, é preciso pensar que a tal pessoa certa para nós existe mesmo e que todos podemos ter sorte na vida.»


«Não é fiel quem quer, é fiel quem pode»


«Dantes as pessoas encontravam-se, agora andam aos encontrões.»


«O sexo é como o universo: infinito, misterioso e eterno.»


«A monogamia não é uma escolha, é uma vocação.»


«O prazer é como uma caixa de bombons suíços, temos sempre vontade de lá voltar.»


«Acredito que a infidelidade é uma armadilha; primeiro abraça-nos e depois estrangula-nos.»


«Não há nada mais importante do que investir no nosso coração. E no coração daqueles que amamos, ainda que nem sempre o mereçam. Quem não investe no coração, pode ganhar muito na vida, mas não ganha o amor nem a generosidade alheia. Investir no coração é investir na continuidade e na continuação da nossa vida; é como ter filhos e investir neles, ficamos um passo mais perto da eternidade.»


« Será verdade que os homens amam o que desejam e as mulheres desejam o que amam?»


By Margarida Rebelo Pinto


As setas do cupido andam sempre por aí, a ser lançadas para várias direcções. Pena que a pontaria não esteja afinada e elas nunca ou poucas vezes acertem nos corações certos... O amor é mesmo assim: um conceito eternamente indefinido.
E porque é tempo de festas, um feliz natal.



All I Want For Christmas- Mariah Carey -

segunda-feira, dezembro 15, 2008

A simplicidade é o segredo

Ás vezes questiono-me do que seria a minha vida sem tudo aquilo e todos aqueles que me têm vindo a rodear nestes últimos tempos.
Não sei se este sorriso que trago seria possível se não tivesse a minha vida preenchida com quem a preenche. Não sei se esta vontade de viver seria possível se não tivesse os meus dias preenchidos com aquilo que os preenche. Não sei se esta esperança que carrego existiria se o meu espaço e o meu tempo fossem apenas um vazio. Não sei se olhando para a frente, tentando alcançar um horizonte, visse um nada em vez deste tudo que mesmo sendo um nada, não parece ser o nada que é.
No entanto, e apesar de ter consciência que não teria ultrapassado tantas decepções, mágoas e angústias sem o apoio do que me tem erguido, começo também a questionar o porquê de as pessoas quererem sempre complicar o que poderia ser - e é - tão simples. Porque eu acredito que a vida é simples! Se não fossem todos os obstáculos que o ser humano teima em pôr no caminho...dele próprio e dos outros.
O amor é simples. A amizade é simples. O carinho é simples. Os laços são simples. O sorriso é simples. As lágrimas são simples. O olhar é simples. O ouvir é simples. O falar é simples. Dar a mão é simples. A harmonia é simples. O equilíbrio é simples. As palavras são simples...

"A vida é feita de coisas simples. A vida simples é feita de coisas. A vida, de coisas simples é feita. A vida de coisas feita, é simples. As coisas simples, fazem a vida. As coisas simples, são feitas de vida. As coisas, fazem a vida simples. As coisas, de vida simples são feitas. Simples são as coisas de vida feita. Simples é a vida que é feita de coisas. Simples são as coisas que fazem a vida. Simples são as coisas de que a vida é feita. Portanto, a vida é feita de coisas simples. E enquanto a vida for feita de coisas simples, a vida é simples. Nós é que a complicamos!"

Sabes o que te digo? Abre a mente. Abre o coração. Abre os braços. Agarra a simplicidade da vida! A minha, a tua, a de todos! Não há necessidade de complicar, o nosso destino é este...Esperas demais. Espero demais. Todos esperam demais! Se reparares és livre. Se reparares o teu tempo é certo. O meu tempo é certo. O tempo de todos é certo. A nossa vida é certa! Para quê complicar? Para quê?!? A vida é simples, feita de coisas simples. E por essas coisas serem simples é que a vida se torna assim: tão simples!
Eu ainda acredito. Eu ainda quero viver a simplicidade da vida esquecida por muita gente. Vive comigo...gosta de mim...dá-me um beijo...dá-me um abraço...dá-me a mão...dá-me amizade...dá-me amor...faz-me companhia...acarinha-me...lembra-te de mim...simplesmente!

Jason Mraz - I'm Yours

Well you done done me and you bet I felt it
I tried to be chill but you're so hot that I melted
I fell right through the cracks, now I'm trying to get back

Before the cool done run out, I'll be giving it my bestest
And nothing's going to stop me but divine intervention
I reckon it's again my turn to win some or learn some

But I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm yours

Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find love love love love

Listen to the music of the moment people, dance and sing
We're just one big family
And it's our God-forsaken right to be loved loved loved loved loved

So I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm sure
There's no need to complicate, our time is short
This is our fate, I'm yours

D-d-do do you, but do you, d-d-do
But do you want to come on
Scooch on over closer dear
And I will nibble your ear

I've been spending way too long checking my tongue in the mirror
And bending over backwards just to try to see it clearer
But my breath fogged up the glass
And so I drew a new face and I laughed

I guess what I be saying is there ain't no better reason
To rid yourself of vanities and just go with the seasons
It's what we aim to do, our name is our virtue

But I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm yours

Come on and open up your mind and see like me
(I won't hesitate)
Open up your plans and damn you're free
(No more, no more)
Look into your heart and you'll find that the sky is yours
(It cannot wait, I'm sure)

So please don't, there's no need
(There's no need to complicate)
There's no need to complicate
(Our time is short)
'Cause our time is short
(This is our fate)
This is, this is, this is our fate
I'm yours

Oh, I'm yours
Oh, I'm yours
Oh, whoa, baby you believe I'm yours
You best believe, best believe I'm yours


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Im Yours -

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Sunshine in my heart and soul!

Palavras para quê quando, de repente, descobrimos que a realidade à nossa volta é muito melhor do que aquela que tinhamos construída na nossa mente?

Os sentimentos de alívio e tranquilidade continuam... as surpresas são uma constante... o sorriso mantém-se aberto... e o olhar continua a brilhar!

A acompanhar esta fase positiva, este grupo. Já agora, venha mais um fim de semana de fon-fon-fon! E este, é prolongado! :)

http://www.youtube.com/watch?v=PZ5AcJFJ2NQ

quarta-feira, novembro 26, 2008

Mulher Menina de Bem com a Vida!

Poderia dizer imenso mas nem me apetece dizer muito porque estou tão bem!
Após tanto tempo - horas, meses, anos - consigo agora acordar todos os dias a sorrir, cantarolar todas as músicas que ouço, dançar ao som de qualquer ruído que faça o corpo mover, deitar-me sem ficar a pensar nisto ou naquilo, ter o telemóvel do meu lado e nada esperar...Não há nada nem ninguém que me consuma, não há nada nem ninguém que me atormente...e por isso e muito mais sinto-me simplesmente bem!
Bem comigo própria, bem com o meu sorriso, bem com a minha boa disposição, bem com a minha vontade de viver, sem medo, sem opressões, sem repressálias, sem dúvidas, sem solidão, sem amarguras, sem raivas, sem ódios!
Adoro os dias da semana, os dias dos fins de semana [mesmo aqueles que não chego sequer a ver], as noites curtas, as noites longas, ver o pôr do sol e às vezes o seu nascer...nem o frio me derruba esta leveza, esta força de prosseguir caminho sem sequer querer saber do amanhã.
Sou feliz porque te tenho a ti, a ele e a ela, porque sou importante para vocês e porque vocês são importantes para mim. Sou feliz porque de nada me arrependo, porque sei o que sou, quem sou, o que dou, porque dou e a quem dou. Sou feliz porque sou livre e me apetece voar. Sou feliz porque nada me pesa, porque faço o bem para ter o bem sem no entanto esperar que ele me retribua. Sou feliz porque de tudo consigo tirar um sentido, um significado, uma aprendizagem.
Sou feliz porque sou, brinco porque brinco, salto porque me apetece, sou criança porque a vida já é séria demasiadas vezes para ser sempre séria e rio-me a chorar agarrada à barriga porque não tenho razões para chorar agarrada à almofada!
Antes tarde do que nunca...e eu só consigo dizer que me sinto bem! :)

What a beautiful life, what a beautiful world!

segunda-feira, novembro 10, 2008

Quero é viver

Quando páro [sim, porque apesar da azafama com que tenho levado a vida também tenho os meus momentos de silêncio] olho para dentro de mim e pergunto-me o que sou, de onde venho e para onde vou.
Respostas (ou tentativas de):
O que sou - um ser humano. Mulher menina. Sentimentalista. Sonhadora. Sensível. Carente. Aparentemente forte. Mas frágil como o mundo.
De onde venho - de um passado cheio de nada e vazio de tudo...
Para onde vou - Caminho incerto. Nevoeiro. Em sentido contrário do que não quero. Rumo interior em constução.

O que amo? Os meus amigos. A minha família. Os meus cães. Os sorrisos. Os abraços. Os mimos. As palavras bonitas. Os momentos fora da realidade.
Se tenho mais amor para dar? Imenso. Se preciso? Muito. Se quero? Sempre. Se procuro? Procurei. A quem dar? Há de aparecer.
Serei feliz com quem me fizer feliz e farei feliz quem me quiser feliz.
Não viverei mais em função desta procura... Por muito que sinta falta do valor. Da atenção. Dos beijos. Do filme de Domingo à tarde no sofá. Das sms's "parvas". Das discussões e amuos ridículos. Dos telefonemas de madrugada só para ouvir uma voz. Dos presentes surpresa. Dos jantares a dois. Dessas coisas todas de quem vive apaixonado.
Até lá...


"Vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver

Amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será
mais um prazer

e a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com a idade
interessa-me o que está para vir
a vida em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir

encontrar, renovar, vou fugir ou repetir

vou viver,
até quando, eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver
amanhã, espero sempre um amanhã
eacredito que será mais um prazer

a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com idade
interessa-me o que está para vir
a vida, em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir

encontrar, renovar vou fugir ou repetir

vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver,
amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será mais um prazer"

Humanos - Quero é viver

Quero é viver - Humanos

terça-feira, novembro 04, 2008

Conto de Fadas de Sintra a Lisboa


Ele era um cavalheiro
E dele transpirava elegância
Ela era gata borralheira
Tivera que limpar a sua infância

Ele velejava no verão
E esquiava no inverno
Ela trabalhava ao balcão
De um qualquer estabelecimento moderno

Ele gostava de reluzir em si
O estilo da capital
Ela já não conseguia distinguir as cores
Da bandeira nacional

Ele tinha em vista imensos títulos
Uma futura ordem do infante
Ela achava o levantar do chá com o dedo mindinho
Algo deselegante

Mas ele um dia curvou-se a seus pés

E ela passou a ocupar o tempo
A descobrir o que era a cultura
E ele confinou-se aos seus aposentos
E descobriu a costura

Ela quis vir a entender o universo
E começou a ler Platão
E ele resolveu perceber o que era a justiça
Em frente à televisão

A ele de nada lhe valeu a carência
Nem a casa no largo do rato
Porque ela sabia que era cinderela
E enganou-o com um sapato

Ele queria ir à presidência
Agora rendia-se à evidência
Com mulheres que calçam o quarenta
Ele vai revelar prudência

Hoje ele ainda beija os seus pés

(Os Pontos Negros)

Conto De Fadas De Sintra A Lisboa - Os Pontos Negros


E assim foi.
The end of a short, short...empty story.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Parar. Escutar. Olhar. Interpretar. Abraçar. Quem isso merecer.

Coldplay - The Scientist

"Come up to meet ya, tell you I'm sorry
You don't know how lovely you are
I had to find you, tell you I need ya
And tell you I set you apart
Tell me your secrets, and ask me your questions
Oh lets go back to the start
Running in circles, coming in tails
Heads on a science apart
Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start

I was just guessing at numbers and figures
Pulling the puzzles apart
Questions of science, science and progress
Do not speak as loud as my heart
And tell me you love me, come back and haunt me
Oh and I rush to the start
Running in circles, chasing tails
Coming back as we are

Nobody said it was easy
Oh it's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I'm going back to the start"

Um destes dias, não há muitos, escreveram e dedicaram-me estas palavras:
"Tenta:
- parar essa velocidade que respiras,
- escutar as palavras que te envolvem,
- ler os olhos de quem te chama,
- abraçar os gestos que te dedicam...
...e aí sim, talvez percebas quem realmente gosta de ti."

Eu não descreveria melhor, embora seja a minha própria pessoa que está em jogo. Isto só demonstra que nem sempre são as pessoas que nos são mais próximas que melhor nos entendem. Ás vezes é preciso aparecer alguém distante para nos colocar no caminho certo...ou aparentemente certo - porque esta é uma afirmação subjectiva e válida de ser sempre posta em causa. And "nobody said it was easy"...

terça-feira, outubro 21, 2008

"Fechar o coração é um exercício duríssimo para quem o tem", como é o meu caso. Mas confesso que às vezes preferia ser como muitas pessoas que, simplesmente, fingem que o têm. Em vez do coração, "põem um donut atrás das costelas e tudo o que não lhes interessa passa pelo meio."
Ou então adorava ser como "um Golden Fish e esquecer tudo em 7 segundos"...


Só que, na realidade, eu não sou nem nunca serei um Golden Fish, nem nunca terei um donut no lugar do coração...


[frases com os direitos de Margarida Rebelo Pinto]

sábado, outubro 18, 2008

"O verdadeiro amor não precisa de lutas. Não se luta por amor: ou há amor, ou não há. Também não é preciso iniciar jogos, fazer-se interessante, entrar na coreografia infernal de medir forças e poderes do tipo «não me telefonaste durante três dias, agora também não me apanhas e nem te respondo aos emails», bem como outros disparates do género que só nos fazem perder tempo e energia. No verdadeiro amor não há lugar para esquemas, é preciso confiar, dar e acreditar sem reservas. É pegar ou largar, porque quando pega, é óptimo, e se não pega, não vale a pena correr atrás, nenhuma marca de cola nem truques de falinhas mansas resolvem o problema."

segunda-feira, outubro 13, 2008

Eu não sei quem te perdeu - Pedro Abrunhosa

Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
"Não partas nunca mais".

E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.

Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.

E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.

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Poderia dizer muita coisa...ou talvez não...porque no silêncio cabem todas as palavras.
OBRIGADA

terça-feira, outubro 07, 2008

O que pode preencher um vazio

"Nunca devemos amar em silêncio...Um amor feliz precisa do turbilhão das palavras, das frases aparentemente inúteis e sem sentido, precisa de adjectivos, de elogios, do ruído das banalidades."

Miguel Sousa Tavares

terça-feira, setembro 30, 2008

Take a chance on Me...

Take A Chance On Me - ABBA

If you change your mind, I'm the first in line
Honey I'm still free
Take a chance on me

If you need me, let me know, gonna be around
If you've got no place to go, if you're feeling down
If you're all alone when the pretty birds have flown
Honey I'm still free
Take a chance on me
Gonna do my very best and it ain't no lie
If you put me to the test, if you let me try

Take a chance on me
(That's all I ask of you honey)
Take a chance on me

We can go dancing, we can go walking, as long as we're together
Listen to some music, maybe just talking, get to know you better
'Cos you know I've got
So much that I wanna do, when I dream I'm alone with you
It's magic
You want me to leave it there, afraid of a love affair
But I think you know
That I can't let go

If you change your mind, I'm the first in line
Honey I'm still free
Take a chance on me
If you need me, let me know, gonna be around
If you've got no place to go, if you're feeling down
If you're all alone when the pretty birds have flown
Honey I'm still free
Take a chance on me
Gonna do my very best and it ain't no lie
If you put me to the test, if you let me try

Take a chance on me
(Come on, give me a break will you?)
Take a chance on me
Oh you can take your time baby, I'm in no hurry, know I'm gonna get you
You don't wanna hurt me, baby don't worry, I ain't gonna let you
Let me tell you now
My love is strong enough to last when things are rough
It's magic
You say that I waste my time but I can't get you off my mind
No I can't let go
'Cos I love you so

If you change your mind, I'm the first in line
Honey I'm still free
Take a chance on me
If you need me, let me know, gonna be around
If you've got no place to go, if you're feeling down
If you're all alone when the pretty birds have flown
Honey I'm still free
Take a chance on me
Gonna do my very best, baby can't you see
Gotta put me to the test, take a chance on me
(Take a chance, take a chance, take a chance on me)

Ba ba ba ba baa, ba ba ba ba baa
Honey I'm still free
Take a chance on me
Gonna do my very best, baby can't you see
Gotta put me to the test, take a chance on me
(Take a chance, take a chance, take a chance on me)

Ba ba ba ba baa, ba ba ba ba baa ba-ba
Honey I'm still free
Take a chance on me


Feeling so low, feeling so tired, feeling so defeated, feeling so incomplete! Quando tudo o que peço, tudo o que quero, tudo o que preciso, é de uma oportunidade para amar e ser amada. Mas sempre tentando acreditar que, um dia, tudo será azul...

quinta-feira, setembro 18, 2008

Gostava de entender a minha dificuldade em conquistar o amor. Ás vezes sinto que tudo me acontece fora do tempo...do tempo certo. Ou então sou eu que me deixo envolver demais, acreditando em contos de fada e em príncipes encantados que chegam no seu cavalo branco quando, afinal de contas, só me aparecem sapos. A quem eu não sei dar o beijo certo, no momento certo, para que se possam transformar no que realmente existe nos meus sonhos.
Tenho de ter sempre a força e a consciência racional de carregar no botão "delete", tentando acreditar que da próxima vez será melhor e que de facto existe uma próxima vez e um próximo princípe...que não seja sapo.

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Quando eu penso naqueles dias dificeis e naquelas palavras que conseguiam curar tudo e transformar todas as lágrimas em sorrisos, sinto uma saudade que me aperta a alma. Aquele olhar, aquele toque, aquele carinho, aqueles abraços apertados e aqueles beijos trocados como se não houvesse amanhã...
Fizeste-me bem na altura certa. Fazes-me bem agora, em qualquer altura. Contigo do meu lado, contigo do outro lado do telemóvel ou do outro lado do monitor, todo o mal que possa existir no meu mundo desaparece e só consigo sorrir.
Fizeste-me tremer novamente, pôr a minha respiração e o meu coração a disparar!...
É estranho pensar que também era assim há uns anos atrás. Que desapareceste do nada e do mesmo nada reapareceste como se os anos que passaram não tivessem realmente passado. Porque se manteve a química, porque se manteve o bom-humor e as boas conversas. Porque se manteve algo que, a meu ver, nem eu nem tu conseguimos explicar.
Agora, talvez outra vez do nada, corro o risco que desapareças outra vez. Não sei. Tenho que ter novamente a coragem de deixar "rolar" e de pensar que "o que tiver de ser será". É mesmo assim?
Não fui capaz de seguir o lema a que me propus. Talvez seja esse o meu desafio. Sonhar menos, dando menos de mim a quem tem o dom de me roubar o coração...
Meu gato!...Serás sempre o meu gato!...

quarta-feira, agosto 27, 2008

Lema para tentar seguir

Cabeça em cima dos ombros e pés bem assentes na terra.

quinta-feira, agosto 21, 2008

Você é assim...um sonho pra mim...


"Meu riso é tão feliz contigo" :)

quarta-feira, julho 30, 2008

O fim do amor

O que fica quando acaba o amor
Por Margarida Rebelo Pinto

"Devia existir um manual de instruções para acabar relações. A verdade é que sabemos sempre começá-las, agarramo-nos aos inícios com a sabedoria dos mágicos, operámos transformações milagrosas em nós próprios e no objecto do nosso amor, de repente tudo nos é fácil e grato, sentimo-nos com asas como albatrozes, nas nossas costas cresce uma capa encarnada e carregamos no peito o símbolo do Super Homem, tudo é óbvio e santo visto assim, "o mundo não é um mundo é um jardim", como diz Florbela Espanca.
Não há nada melhor do que começar uma relação. O novo é irresistível. Descobrem-se coincidências que vão desde o mesmo nome dado ao irmão imaginário até à mesma colecção de cromos. É a primeira vez outra vez em tudo. Descobrimos o outro em nós e nós no outro. Descobrimos que afinal gostamos de futebol e sabemos cozinhar e até uma visita ao Mosteiro de Alcobaça para ver o túmulo de Pedro e Inês de Castro é muito romântico, porque foram criaturas que morreram de amor.
No inicio de todos os inícios sentimo-nos tão estupidamente felizes que seríamos capazes de morrer a seguir, porque achamos que atingimos o ponto máximo possível da felicidade.
O pior vem a seguir. Como dizia o Picasso "bom mesmo é o início porque a seguir começa logo o fim". E quando o fim chega já é tarde demais para voltar atrás. É sempre tarde demais, porque isto do amor é mesmo uma coisa complicada, começa-se do nada, vive-se na ilusão que se tem tudo, mas o que fica quando o amor acaba é um nada ainda maior. E o pior, o pior é que na primeira oportunidade repetem-se os mesmos erros à espera de resultados diferentes, o que é um boa definição de demência. E quem se considere imune a tais disparates e nunca tenha passado por estas avarias sentimentais, que atire a primeira pedra.
O Miguel Sousa Tavares escreveu "primeiro parece fácil, é o coração que arrasta a cabeça, a vontade de ser feliz que cala as dúvidas e os medos. Mas depois é a cabeça que trava o coração, as pequenas coisas que parecem derrotar as grandes, um sufoco inexplicável que aparece onde antes estava a intimidade." E pronto, já está tudo estragado. Acaba-se a festa, o delírio, o fogo de artifício, o sabor da novidade e onde vamos parar? Ao vazio. Ao abismo. Ao grande buraco negro dessa coisa horrível e inevitável que se chama depois, depois de se apagar a chama. É esta a condição humana, doa a quem doer.
Ou então, a ironia da vida separa os amantes para sempre e o fim do amor é o início do mito do amor eterno. Pedro e Inês foram sepultados de frente um para o outro, para que se pudessem ver, caso regressassem ao mundo. Romeu e Julieta nunca mais se separaram no imaginário Ocidental. Dante viveu para sempre ao lado de Beatriz, a Penélope recuperou o seu guerreiro depois de 20 anos de espera.
O amor, esse mistério que antecede a vida e sobrevive à morte, reina como um tirano por cima de todas as coisas, mas poucos são os que o conseguem agarrar. É mais difícil de alcançar do que o Olimpo, porque não está nem no céu nem na terra, paira como uma substância invisível, mais leve que o ar, mais profundo que toda a água dos oceanos.Talvez seja apenas uma invenção dos homens para fugir à morte. Ou talvez tenha outro nome na bioquímica. Mas não podemos viver sem ele e quando o perdemos achamos que nunca mais o vamos conseguir encontrar."

In Jornal de Noticias
Domingo, 13 de Março de 2005

E dia após dia, noite após noite, as lágrimas escorrem pelos meus olhos para um poço sem fim. Porque o amor não morreu mas a vida sim...

terça-feira, julho 22, 2008

Simplicidade, lembras-te?
Simples, sou simples.
Basta uma prova de que podemos ser felizes. Basta uma prova daquilo que dizes sentir por mim. Basta o soletrar da palavra desculpa... basta abraçares-me e levares-me contigo...para o resto das nossas vidas!

segunda-feira, julho 21, 2008

27 anos de vida.

Coração e alma perdidos.

Só eu sei...a força que preciso de ter...só eu sei.

quinta-feira, julho 17, 2008

"Carta" aos amigos


Tenho saudades vossas...
Umas saudades que me apertam o coração,
que me angustiam,
que me desamparam.
Recordo cada momento como se fosse ontem e,
acreditem,
hei de os guardar para sempre com a maior ternura.
Sinto falta da vossa companhia.
Sinto falta da vossa atenção.
Sinto falta de sentir aquela importância que vocês me davam e que me elevava a auto-estima;
que me elevava a auto-confiança perante a vida.
Sinto falta dos nossos longos dias bem passados,
das nossas noites de euforia,
das manhãs com olheiras provocadas pelas noites pouco dormidas.
Tenho saudades da energia inesgotável que me permitia viver como se não houvesse amanhã.
Mas, e sobretudo, sinto falta do vosso carinho.
Dos vossos abraços,
dos vossos beijos,
dos vossos mimos,
do vosso optimismo,
da vossa humildade,
das vossas palavras acertadas ditas na hora certa.
Sinto falta que olhem para mim e saibam o que sinto pelo simples interpretar do meu olhar.
Tenho saudades dos nossos jantares marcados sem motivo,
dos jantares marcados para festejar,
dos almoços preenchidos por gargalhadas,
das férias planeadas para o carnaval, para a páscoa, para o verão, para o natal...
Tenho saudades das reuniões que acabavam nos copos ou em casa,
de pantufas nos pés e massa a cozer no fogão...
Tenho saudades...de tudo o que aqui guardo e nunca esqueço.
Agora tenho-vos longe porque, um dia, os nossos caminhos se tornaram opostos.
Mas o sentimento cá continua, dentro do meu coração.
E mentia,
se dissesse que não queria que o tempo voltasse atrás.
A vida dá muitas voltas.
E muitas delas pouco ou nada desejadas.
Limito-me hoje a ser a amiga da amiga dos amigos.
Limito-me hoje a olhar para eles e a rever naquela maneira de estar, aquela que era a nossa maneira de estar.
Sinto-me longe...longe do mundo...longe de mim...

domingo, julho 06, 2008

Há dias em que pergunto...mas não obtenho resposta.
E o que me mais me assusta, é o crescer desses dias de perguntas sem resposta.

terça-feira, julho 01, 2008

A magia da boa publicidade

Arrepia. Encanta. Envolve. Transporta. Emociona. Toca. Lembra.
O melhor anúncio da Super bock que já alguma vez vi. Palavras para quê?...

quarta-feira, junho 25, 2008

Espírito Revivalista

Um dia fui fã (põe fã nisso) e esta é, sem dúvida, uma das melhores músicas do considerado "Rei do Pop". Tem andado a passar tanto por aí que me deu esta vontade enorme de postar este vídeo...numa espécie de revivalismo da adolescência! JUST BEAT IT!

domingo, junho 22, 2008

Aprendizagens da Vida

Tudo tem o seu tempo. E os sonhos não são excepção.
Tanto quisemos que tudo perdemos. Não voltarei a percipitar-me.

segunda-feira, junho 16, 2008

A ponte do arco-íris


Hoje faz 4 anos que partiste e ainda te sinto tão perto...porque o que é especial nunca morre.
Ao sabor do vento, sob o olhar da lua, no som do silêncio.

quarta-feira, junho 11, 2008


O maior desafio da vida, é a própria vida.
O seguinte, é vencê-lo.

Per7ume - Intervalo

Vida em câmara lenta,
Oito ou oitenta,
Sinto que vou emergir,
Já sei de cor todas as canções de amor,
Para a conquista partir.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Vida á média rés,
Levanta os pés
Não vás em futebois, apesar…
Do intervalo, que é quando eu falo,
Para não me incomodar.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Não me deixes já
Historia que não terminou
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal

O quadro minimal… Sou eu…
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

segunda-feira, maio 26, 2008

Faço parte de uma família de doidos.
Deve ser por isso que às vezes ponho em causa o estado da minha sanidade mental e me questiono se também estarei a ficar louca.
Haverá alguém por aí que me faça sentir uma pessoa normal dentro de tanta anormalidade? Ou será que sou eu que sou doida? Será a loucura o futuro de qualquer ser humano?

quarta-feira, maio 21, 2008

Onde há fumo, há Sócrates

Por Ricardo Araújo Pereira

"Quando, há quinze dias, foi publicado um documento segundo o qual a ASAE tinha como objectivo efectuar 410 detenções só este ano, confesso que achei a meta muito ambiciosa. Mas agora que José Sócrates e Manuel Pinho foram apanhados a fumar num avião, suponho que já só faltem 408. Mais três ou quatro visitas oficiais e a ASAE pode meter férias em Junho. Sortudos. Além de saberem quais são os restaurantes menos badalhocos, ainda têm férias grandes. Quem me dera um emprego desses.
Como é evidente, a história do cigarro no avião deu polémica. Não era caso para menos: Sócrates foi visitar um dirigente sul-americano meio maluco, que manda fechar as estações de televisão que o criticam e chama Hitler a toda a gente, incluindo a pessoas com quem o primeiro-ministro tem boas relações. Até aqui, tudo bem. Mas põe-se a fumar a bordo? Realmente, é um escândalo. Para resolver o problema, Sócrates anunciou uma medida de grande alcance político: disse que ia deixar de fumar. Chamem-me cínico, mas parece-me que estamos na presença de mais uma promessa não cumprida. Se ele pretende cumprir as promessas por ordem, só deixará de fumar depois de criar os tais 150 mil empregos. A Tabaqueira bem pode continuar a enrolar cigarros, que não fica sem este cliente. Por outro lado, tendo em conta que, deixando de fumar, Sócrates viverá mais tempo, não sei se a medida será benéfica para o País. Nesse sentido, é possível que não seja uma promessa, mas sim uma ameaça.
Não se pense, contudo, que o caso é desprovido de significado político. Ser apanhado a fumar dentro de um avião foi das atitudes mais populares que José Sócrates já tomou. Conhecendo o povo português, será difícil encontrar alguém que não tenha passado a simpatizar mais com ele. O homem violou uma lei que ele mesmo inventou. O Sócrates, esse malandro, aprovou uma lei chata para os fumadores, mas o Sócrates, esse companheiro, transgrediu-a logo que pôde. O Sócrates, o nosso Sócrates, mostrou-lhes como é. Passou-lhes a perna. Se eles julgam que nos controlam, estão muito enganados. Bem podem fazer leis a proibir a malta: enquanto nós tivermos uma cortina para fumar à socapa, ninguém nos apanha. O primeiro-ministro José Sócrates é, no fundo, um tuga. Sabe-a toda, o bandido."

Fonte: Visão, 22/05/2008

sexta-feira, maio 09, 2008

Sou uma insatisfeita com a vida. E como consequência, sou infeliz.
Nada me preenche. Nada me realiza. Nada do que tenho me chega. Preciso de mais. Muito mais!
Mas apesar de tudo considero-me uma pessoa simples. É tão fácil eu derreter-me com qualquer gesto, qualquer mimo, qualquer palavra. Se calhar o problema é mesmo esse. Ser fácil demais...
Entretanto cá continuo. Uma eterna prisioneira de sonhos, de fantasias, de esperanças. Uma eterna prisioneira da infância que já ninguém acompanha, nem mesmo quem eu pensava que me iria acompanhar para sempre. Terei tomado o percurso errado? Haverá realmente um certo? Ou mais adequado?
Levem-me daqui. Já não consigo suportar. E o mais triste, é que ninguém percebe, ou ninguém quer perceber, porque o mundo se tornou mesmo assim: egocêntrico.
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Se me tivesses dado o céu, eu teria te dado o mundo. Serás sempre a palavra amor.

sexta-feira, maio 02, 2008


Infelicidade silenciosa

quarta-feira, abril 23, 2008

Vazio

Preciso tanto de ti.
Neste momento reside na minha cabeça o problema de tentar perceber se fui eu que me perdi ou se foste tu...
E as saudades...ai, as saudades! Queria puder saciá-las.
A única certeza que adquiri é que o devaneio do tempo quente não compensou nem um bocado a falta que sinto daquele tempo frio...

segunda-feira, abril 07, 2008

Stop Complaining


Como diz uma certa música com sabor tropical, "uma musiquinha para machucar os corações". Para ouvir, envolto em tranquilidade, num ambiente semi-iluminado, olhos fechados para se deixar ir...por entre os sonhos...Boa viagem.


"I don't know why
But I cant seem to find the right melody today
I can't make the words fit how I feel
I don't know when
Was the last time that I slept the whole night through
And when morning comes around I feel tired

I woke up from the strangest dream
With a dancing dog and a beauty queen
They said nothing, nada, niente
I'm empty

But Your here and I'm here
So I stop complaining it could be raining
And I see the answer in your eyes
Your here and I'm here
I keep on singing just keep on singing
Singing

Do you know why
I cant seem to find the right melody today?
Can't make the words fit how I feel
Do you know when
Was the last time that I slept the whole night through?
Another morning comes around, I feel tired

I drive down to the rodeo
Gonna ride a bull in a video
But nothing, nada, neiente.
I'm still empty

But your here and I'm here
So I stop complaining it could be raining
And I see the answer in your eyes
Your here and I'm here
I keep on singing just keep on singing
Singing singing singing"

Skye - Stop Complaining

segunda-feira, março 31, 2008

Burning

So many people telling me one way
So many people telling me to stay
Never had time to have my mind made up
Caught in a motion that I don't wanna stop

That I don't wanna stop
That I don't wanna stop

The Whitest Boy Alive - Burning

...porque afinal ainda aparecem destas músicas, que fazem despertar a minha descrição, perdida algures por entre posts, das "palpitações".

sexta-feira, março 28, 2008

O que eu queria mesmo...


...era uma borracha mágica... para aliviar o estado da minha alma!...

segunda-feira, março 24, 2008

Pensamento


E quanto mais espero, menos alcanço...

Hoje não é um bom dia.

terça-feira, março 18, 2008

Sinto...



Sinto falta...
Falta dos abraços apertados,
dos beijos intensos,
dos mimos ternurentos.

Sinto falta
do coração a palpitar,
dos sorrisos embutidos,
da música nos meus ouvidos.

Sinto falta
das viagens sem destino,
sem data marcada de ida,
sem data marcada de regresso.

Sinto falta
das surpresas surpreendentes,
dos presentes encantados,
dos sonhos acordados.

Sinto falta
de mim contigo,
de mim amada,
de mim enfeitiçada.

Sinto falta...

quinta-feira, março 13, 2008

Elogio ao Amor



"O que quero é fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível.
ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.
Porque dá jeito.
Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito.
Porque faz sentido.
Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama.
Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado.
Os amantes tornaram-se sócios.
Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.
O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há.
Estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia.
São uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona?
Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra.
O amor não é para ser uma ajudinha.
Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso.
Odeio os novos casalinhos.
Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores.
O amor fechou a loja.
Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.
O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A vida às vezes mata o amor.
A "vidinha" é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino.
O amor puro é uma condição.
Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe.
Não é para perceber.
O amor é um estado de quem se sente.
O amor é a nossa alma.
É a nossa alma a desatar.
A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade.
É por isso que a ilusão é necessária.
A ilusão é bonita, não faz mal.
Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida.
A vida que se foda.
Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre.
Ama-se alguém.Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.
O coração guarda o que se nos escapa das mãos.
E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela -a vida- que nos acompanha: é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber.
É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.
Não se pode ceder.
Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira.
E valê-la também."

Por Miguel Esteves Cardoso

segunda-feira, março 03, 2008

Crescer: Aprender e Descobrir


"Depois de algum tempo, aprendes a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.

E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de algum tempo, aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para destruí-la, e que poderás fazer coisas das quais te arrependerás para o resto da vida.

Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam; percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser.

Descobres que se leva muito tempo para nos tornarmos a pessoa que queremos ser, e que o tempo é curto.

Aprendes que ou controlas os teus actos ou eles te controlarão, e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados.

Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências.

Aprendes que paciência requer muita prática.

Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é uma das poucas que te ajuda a levantar.

Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que com quantos aniversários já comemoraste.

Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas.

Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva,mas isso não te dá o direito de ser cruel.

Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo.

Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás ser em algum momento condenado.

Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes.

Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores.

E aprendes que realmente podes suportar mais... que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida!

As nossas dádivas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."

by William Shakespeare

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Para quando?


Que raiva que eu tenho de ter de dedicar 4o horas semanais naquilo que não gosto...
Que raiva que eu tenho de todos os dias, de manhã e à hora do almoço, ter de reservar pelo menos meia hora para procurar um lugar de estacionamento...
E que raiva que eu tenho de ter sempre a mesma rotina e pensar que os dias serão assim quase até ao fim da minha vida: trabalhar para ganhar dinheiro para puder pagar as contas e, quiçá, conseguir fazer umas viagenzitas, trocar o carro e hipotecar uma casa, quando o objectivo deveria ser trabalhar porque se gosta e, num segundo plano, ganhar dinheiro para gastarmos naquilo que bem nos apetecesse!
Triste miséria...para quando o 1º prémio do euromilhões? Para quando o dia da transformação de Portugal num país melhor e de oportunidades? Para quando o dia em que me vão seleccionar para trabalhar na minha área? Para quando o dia em que vão oferecer melhores condições aos trabalhadores? Para quando o dia em que vão fazer construções associando um fácil acesso e um fácil estacionamento? Para quando o dia em que estas questões vão deixar de me irritar???

Sei que não parece, mas apesar destas palavras enraivecidas, hoje até estou bem humorada. Nunca me apanhem é naquelas alturas em que estou na 56ª volta para encontrar um lugar de estacionamento já em cima da hora de expediente...

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Procura-se


Á procura do sapo que se transforme em príncipe encantado ou do príncipe encantado que não se transforme em sapo. Ainda existirá?

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Direcções trocadas


Os sonhos seguem o lado oposto do meu caminho...

terça-feira, janeiro 29, 2008

A felicidade aprende-se?

"Andar, nesta estrada
Por caminhos incertos
Tão longe e tão perto
Do que eu quero ser

(...)

Estou a aprender a ser feliz
Aquilo que eu vou ser ninguém me diz
A guitarra que só toca por amor
Não acalma o desejo nem a dor"

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Feliz ano novo (?)


Ora bem, chegou o ano novo. Quem falou que isto é um facto positivo? Deseja-se muita saúde, muita paz, muita felicidade, amor, e tantas outras coisas positivas. Dão-se muitos abraços, muitos beijinhos, a festa é de arromba, mas eu continuo sem perceber muito bem o que é que se festeja... Ano novo, vida nova? Novas reflexões? Novas reconstruções? Novos objectivos?
Acho que as notícias que eu ouço, que fecharam 2007 e abriram 2008, não devem ser as mesmas que o resto do país ouve. Nem sei por onde começar, é tanta coisa boa que até me perco.
Deixem cá ver...
1 - Encerramento de urgências. Realmente têm-se ouvido muitas queixas de que a população portuguesa está demasiadamente envelhecida e que é estritamente necessário o nascimento de mais bebés. É, deve ser isso, estão a ver se matam os velhinhos mais depressa.
2 - Aumentos desmedidos. Vai desde o pão até aos transportes públicos, água, electricidade, gás. Sem esquecer que o petróleo subiu para os 100 dólares por barril. Mais uma semanita e talvez mais uns quantos portugueses deixem de conseguir sustentar as despesas do carro. Cá para mim é uma estratégia para diminuir os acidentes de viação, cujos números são cada vez mais alucinantes.
3 - Salário mínimo vai aumentar para 426€. Poderia ser um motivo de alegria mas 426€?? Estão a gozar, certo? Com tantos aumentos estarão à espera que algum português consiga sobreviver com este mísero ordenado? Ok, e que tal um reality show (sempre podemos propôr à TVI) em que trocam os ordenados dos ministros com os dos assalariados? Nem seria preciso ir tão longe...até podiam ficar-se pelos secretários e secretárias dos membros do Estado! Uns dias e o salário mínimo subia em flecha e os ladrões ricos que se fod...
4 - Nova lei do tabaco. Eis então que os tabagistas são transformados em toxicodependentes. Concordo que tem de haver algum respeito para com a saúde dos não fumadores mas este é um país onde o 8 e o 80 predominam. Multas altíssimas para quem não cumpre a lei e se qualquer um estabelecimento quiser criar uma "sala de chuto" tem de ter um negócio bem lucrativo porque se não, não há quem consiga desapertar os cordões à bolsa para comprar um daqueles aparelhómetros ridículos (hello?? Estamos em Portugal, não há condições para isso!) Entretanto cá vamos vendo os grupinhos de cigarro na mão a acumularem-se na rua, fora dos centros comerciais, cafés, restaurantes e demais, tais quais como marginais, a encherem os cinzeiros e os passeios de beatas, enquanto entre dentes vão dizendo mal da sua vida por viverem neste país com a mania que é grande. Liberdade onde estás?

Tudo isto sem comentar, claro, não fosse eu uma jovem desempregada à procura do 1º emprego há mais de 1 ano e meio, os números liiindooos do desemprego, que nada de real transmitem tendo em conta a quantidade de pessoas que conheço que me dizem: "inscrita/o no instituto de emprego? Para quê?" Pois é, dou-lhes toda a razão pois para esse dito instituto não passo de um número para as estatísticas e de mais um "processo",ou lá como eles chamam a isso, que anda por lá a ganhar pó.
Este post está-me a deixar deprimida e já nem consigo evitar os suspiros (nem sequer continuar a divagar por entre estes factos brilhantes). Com isto só estava a tentar perceber porque é que se festeja a passagem do ano...

sábado, dezembro 29, 2007

Congelamento de mim


Um dia acordei e renasci. Talvez não da melhor forma, ou como gostaria, mas sem ter pedido nada, sem nada ter feito para isso, sem sequer ainda ter percebido como nem porquê, o meu coração congelou. Toda eu congelei.
Passei a ter medo. Medo do apego, medo de criar laços, medo de dar o melhor de mim. Deixou de me importar não estar com "aquelas" pessoas muitas vezes. Até passei a preferir ir saltando, para aqui e para ali, ver caras novas, ter novas conversas, adaptar a forma de estar ou de olhar... Não me importa mesmo porque, neste momento, nada me importa.
Cansei-me de ser afável, dos abraços e dos beijos, das palavras e dos gestos. Cansei-me das facadas nas costas, dos estalos vindos do nada, dos desprezos dolorosos. Cansei-me de sentir intensamente, de ter sonhos desmedidos e da espera sem fim. Cansei-me do eu sensível, do eu carinhoso, do eu presente.
Não me reconheço neste novo ser. Frio, distante, desligado, bruto. Não me reconheço de forma alguma, e este irreconhecimento angustia-me, sempre que me deito, sempre que de novo acordo. E nem sequer me importa se acordo.
Doze passas, doze desejos. Pode ser que os peça. E se acreditar, pode ser que algum se concretize.

terça-feira, dezembro 25, 2007

No natal, a minha prenda eu quero que seja...


Cá estamos nós outra vez. Concordo com aquela afirmação de que o natal devia ser todos os dias e não existir uma época em que, de repente, todos se enchem com um espírito solidário, esbanjando amor, amizade, palavras bonitas, sem esquecer a parte comercial que há muito tempo se instalou e que, ano após ano, se vai agravando chegando mesmo a desgraçar famílias com endividamentos desnecessários e que veio matar o verdadeiro significado da festa em questão. Mas agora o tempo passa tão depressa (deve ser da idade) que realmente ainda ontem estavamos no natal de 2006 e assim, num abrir e fechar de olhos, estamos nós no natal de 2007 e em breve, sem dar outra vez por isso, cá estaremos no de 2008...
Quando era pequenina ansiava por esta data. Os meus pais não tinham grandes possibilidades mas as prendas que me conseguiam dar enchiam-me de uma alegria esfusiante e passava horas a brincar com as novas bonecas e demais, imaginando e sonhando com todo o tipo de fantasias próprias de meninas inocentes que ainda acreditam no pai natal. Nessa altura também sentia a união da família de uma forma muito mais intensa, os laços pareciam-me mais apertados e verdadeiros, e a confraternização que se fazia era tão mais saudável e agradável.
Agora, aos 26 anos, já nada disto me parece ter sentido. Pela primeira vez, em todo este meu tempo de existência, os meus pais estão separados e cada um ficou para o seu lado. Não me sinto triste por mim, mas a angústia e a solidão que o meu pai transborda partem-me o coração, mesmo não conseguindo entender como é que é possível duas pessoas, que se dão tão mal e já cometeram erros tão graves e marcantes para a relação, se possam amar tanto... Pior ainda, este meu sentimento de impotência, porque dar a mão ou um simples abraço já não chegam para reconfortar as únicas pessoas que tenho a certeza que estarão do meu lado para a vida toda, mesmo perante todas as divergências ou conflitos que já tivemos ou ainda possamos vir a ter.
Apesar de tudo sei que pouco deve faltar para fazerem as pazes outra vez. Não sei se algum dia irão conseguir ser felizes. É das relações mais estranhas que conheço. Juntos não estão bem, mas separados estão piores. Confesso que naquelas alturas em que é "regra" pedir um desejo, como nos nossos aniversários ou quando se entra numa igreja pela primeira vez, já longos vão os anos em que o meu desejo é sempre o mesmo: "que os meus pais se entendam e consigam ser novamente felizes" tal como foram, quando eu era mais pequena.
Esses momentos estão ainda tão vivos na minha memória... por isso hoje me pergunto como foi possível chegarem a este ponto. Os carinhos constantes que trocavam, as batalhas que travavam para conseguirem ter as merecidas férias, para comprarem um brinquedo que sabiam que eu tanto desejava mesmo sem nunca ter pedido...a minha mãe até me fazia as roupas para as barbies. Lembro-me dela estar sentada no sofá da sala, a tricotar as camisolinhas enquanto eu brincava no chão e a ia observando...É incrível como as coisas mudam e nós não conseguimos fazer nada para as impedir porque de repente, abrimos os olhos, e já aconteceu.
Eu não gosto muito do natal. Não agora. Já sei que o pai natal não existe e aquele espírito genuíno e humilde já há muito se perdeu nas famílias. Falam em paz e tranquilidade, mas com a euforia dos presentes e de tudo aquilo que se tornou obrigatório ter, uma pessoa anda na rua e tudo se empurra, tudo se atropela, tudo se insulta porque, ao fim e ao cabo, o "eu" interessa, não os "outros". É triste, mas acho que é assim.
Quanto ao resto não posso dizer que pessoalmente também esteja feliz. Ás vezes olho para a personagem do "Dr. House" e revejo-me. Aquela frieza, aquela arrogância, aquele cinismo, aquela aparência e postura do "eu estou bem, sou bom, e nada me atinge"...e depois chega a casa, senta-se e...por momentos transforma-se naquilo que realmente é: uma pessoa com sentimentos, um pouco perdida no mundo e na sua construção pessoal, mas essencialmente isso, com sentimentos.
O meu coração está congelado. Creio que se alguém lhe tocar ele se parte em pedaços. Mas no fundo, por detrás da sua renitência em se entregar e se expôr, ele é carente. Muito carente.
No entanto cá vou andando. Talvez não na verdadeira essência da vida, mas num dos seus "fios que traçam o limite". E os meus desejos continuarão a ser os mesmos em 2008...

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Tudo tem um fim...

Sei que sabes que sim
E que para mim
És o mundo lá fora
Não há nada a fazer
Nem nada a dizer
Aqui e agora

Deixa à volta o mundo
Vai ser o que o tempo entender
Nem tu tens de o dizer
Só tens de o sentir
Se Sabes que Sim
e que para mim
És o mundo lá fora

Olha para mim
Se estiveres a fim
Falamos depois
A qualquer hora

Olha para mim
Tudo tem um fim
Vemo-nos depois

Sei que és parte de mim
Estarás sempre aqui
Sei que não demoras
Não há nada a fazer
Nem nada a dizer
Aqui e agora

Deixa à volta o mundo
Vai ser o que o tempo entender
Nem tu tens de o dizer
Só tens de o sentir
Se Sabes que Sim
e que para mim
És o mundo lá fora

Olha para mim
Se estiveres a fim
Falamos depois
A qualquer hora

Olha para mim
Tudo tem um fim
Vemo-nos depois

Olha para mim
Se estiveres a fim
Falamos depois
A qualquer hora

Olha para mim
Tudo tem um fim
Vemo-nos depois
Vemo-nos depois

EZSpecial

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Diz-me porquê...

Diz-me
para onde vais
Levas a noite contigo..
Nessa porta em que sais.
Diz-me para onde vais
Deixas-te me meio perdido
entre paredes a mais.

Não.. tenho culpa de ser
Um caso raro
de alguem que não quer
amar e perder
o pouco que tem


Diz-me..diz-me porquê
se a noite é o nosso mundo
porque é que o mundo acabou
será....será que não vês
que é tudo aquilo que tenho
é tudo aquilo que dou

Não.. tenho culpa de ser
Um caso raro
de alguem que não quer
amar e perder
o pouco que tem...

Não.. tenho culpa de ser
Um caso raro
de alguem que nao quer
amar e perder
o pouco que tem..
já nem sei, eu já nem sei...

Pólo Norte

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Pais para Sempre


Não deixamos de precisar dos nossos pais à medida que crescemos. Pelo contrário, precisamos sempre de mais pais. Precisamos da sua serenidade sempre que a nossa insista em fugir-nos. Precisamos do bom senso deles quando o nosso parece capitular diante dos impulsos. Precisamos da clarividência com que nos falam sempre que fugimos da razão.
Tragicamente, muitos pais começam a morrer devagarinho à medida que crescemos. Morrem um bocadinho sempre que nos decepcionam. Morrem um pouco mais quando não reconhecemos, nos seus actos, os valores que nos ensinaram e mais ainda quando nos levam a fazer só de pais ao pé de si.
Na verdade, muitos pais morrem dentro de nós muito antes de morrerem. E sempre que morrem mais um bocadinho, morre uma parte da esperança com que esperamos que nos guiassem por entre todas as nossas decepções.

Eduardo Sá, Psicólogo Clínico, in "Tudo o que o amor não é"

terça-feira, dezembro 04, 2007

Promessas enfeitadas


A dois passos da sé catedral do Porto, onde a cidade nasceu e cresceu, existem 88 prédios abandonados, degradados, em ruína. "São números inquietantes. A freguesia da Sé está ao abandono", diz José Teixeira, presidente da junta local. "Será este abandono uma fatalidade?", interroga-se José Campos, dirigente do GABS-Grupo de Apoio ao Bairo da Sé. Há mais vozes inquietantes no coração do centro histórico.

Em tempo de enfeites de Natal e de néon, a noite escurece mais cedo para Laura Ferreira, 78 anos, reformada, como a maioria dos residentes da Sé. Olha para a estátua de Vímara Peres e a meio da Rua do Corpo da Guarda faz uma pausa "Foi ali [na Rua dos Pelames] onde nasci e quero viver o resto dos dias". Carrega mágoas na alma: "Há alguns anos, disseram-me que vinham cá arranjar isto [as casas], mas não vejo jeito. Já perdi a esperança em dias melhores", diz.

Cidade sem memória

José Campos nasceu junto ao morro da Sé e conhece-lhe as entranhas. Há mais prédios ao deus- -dará e, num deles, na Travessa de S. Sebastião, viveu o historiador Alexandre Herculano. A cidade, porém, perdeu a memória "Num outro país, o edifício estava recuperado e seria uma casa de cultura. No Porto existe desprezo".

Há mais contas a fazer na prometida e adiada reabilitação da Sé "A Câmara do Porto é dona de 57 prédios completamente desabitados e, nestes últimos 12 anos, nada fez", critica. O levantamento do GABS tem mais números: "Entre a esquina da Rua da Ponte Nova e o Largo da Bainharia, estão 15 prédios devolutos de três e quatro andares. Se fossem recuperados, serviam de casa para 135 pessoas. Em vez disso, muita gente da Sé é obrigada a sair daqui.O desenraizamento ganha terreno e só ficam os idosos".

"Inabitável, mas bonito"

Alfredo Santos, dono do café "Castiço da Sé", já teve "dias bons" de negócios. "Nem havia espaço para os fregueses. Ficavam lá fora [Rua da Bainharia]. Agora, tenho dias sem apuro. O negócio está pelas ruas da amargura. Já só vejo passar idosos. Está tudo a morrer, a cair de podre", resigna-se. Um dos clientes do "Castiço", David Tavares, vive há 40 anos na Sé e lembra-se "muito bem" das colmeias humanas, quartos subalugados e pobreza, revista num filme neo-realista de Fellini. Só não entendeu as razões por que não foi possível preservar e dar dignidade ao casario da Sé, ao tal património classificado pela UNESCO. "Há anos, vários prédios foram reconstruídos, mas depois tudo parou e chegou-se ao cúmulo de termos várias casas comerciais fechadas. Acho tudo isso criminoso". Antes de chegar ao Mercado do Levante da Sé, Maria da Conceição Moreira, dona da mercearia situada na Rua Escura, 12, faz outras contas à vida e critica o facto de as ruínas do prédio vizinho atingirem a sua casa. "As infiltrações já chegaram às paredes. Vou comprar tijolos e cimento para tapar os remendos", afirma, abanando a cabeça para tirar dúvidas. Nas ruas de S. Sebastião, do Souto, Chã e do Corpo da Guarda existem mais prédios à espera de reabilitação. Tudo parou no tempo. O mercado da Sé perdeu a sua função e mais parece uma fortaleza, refúgio de gente sem eira nem beira. Por perto, estão as estações do metro e a modernidade passa pelas suas entranhas. Na superfície existe néon. Mas está tudo por fazer.

Fonte: JN 3/12/2007

Preocupam-se antes em "plantar" árvores de natal metálicas que gastam obscenidades em electricidade. E o povinho lá vai agradecendo. Enche-lhes a vista! Não há pachorra que aguente a inércia deste país...

domingo, novembro 25, 2007

Devaneios

Não tenho saudades daquilo que fui, mas sinto falta do que nunca consegui ser e daquilo que nunca tive...

quinta-feira, novembro 22, 2007

Palpitações


Quando penso nas coisas boas que a vida poderosamente nos proporciona, lembro-me de um sentimento às vezes confundido com o amor e apelidado de paixão ou, mais vulgarmente conhecido como, o "estar-se apaixonado"!
O amor existe em diversas formas e em diversos tipos, e é uma relação afectiva que vai sendo construída ao longo do tempo, que vai sendo solidifcada e estabilizada. Enquanto que a paixão é...inexplicavelmente arrebatadora e (in)felizmente não eterna.
Quando se está apaixonado os olhos brilham. O coração bate mais depressa mas esse batimento exagerado não nos preocupa porque até nos parece saudável! Sorrimos e soltamos gargalhadas por tudo e por nada porque, quando nos sentimos assim, tudo tem graça, até mesmo as piadas...sem piada. As nossas bochechas ganham outra cor: um rosado às vezes avermelhado e que timidamente disfarçamos com a desculpa de que é "sinal de saúde"!
Cantarolamos nas alturas mais impróprias e inexplicáveis. Mesmo quando nada corre bem damos por nós a cantar quando, subitamente, entramos no carro e ouvimos aquela música pirosa...mas animada para a nossa mente. Todos os gestos, todos os lugares, todas as palavras, todos os pormenores estupidamente insignificantes passam a ter um significado...estúpido. O olhar penetra-nos como flechas, sentimos o cheiro do perfume numa aragem, fechamos os olhos e sentimo-lo como se estivesse ali...
Os defeitos são virtudes e as virtudes são a perfeição. O chão pode tremer, a chuva pode cair como um dilúvio, o vento pode soprar incomensuravelmente que, neste estado, o resto do mundo...espera aí...o resto do mundo? Mas o que é o mundo? Existe mundo para além deste círculo que me rodeia? É assim que pensamos nesses breves momentos. Sem nunca esquecer, e reforçando mais uma vez, o incontrolável sorriso parvo nos lábios como se nos tivessem enfeitiçado mesmo sabendo que a magia é uma ilusão.
Esta sensação, posso dizer em tom de exagero, um pouco alucinógenea não dura para sempre. Mas por isso mesmo é que quando este vírus nos ataca, nos sentimos tão bem e levamos o prazer ao seu extremo. De repente, tornamo-nos as adolescentes que fomos há uns valentes anos atrás, dispostas a fazer as maiores loucuras, com a pequena grande diferença de que já temos a consciência de que se tratam mesmo de loucuras. No entanto, providas com a mesma dose de irracionalidade de antes.
A frase popular está errada, não é o amor que é cego; a paixão sim, é cega, surda e muda.
Então e tu? Já sentiste?

Patrícia Pinto

quarta-feira, outubro 31, 2007

Renascimento


Um dia o silêncio será quebrado. Simplesmente pq um dia alguém falará. Falará do sofrimento, da mágoa, da raiva, dos rancores, do desespero... O mal não perdura para sempre, é só preciso deixar o medo perder o domínio. É só preciso deixar a inércia para um outro plano mais longínquo.
Entretanto lembrei-me de algumas palavras que ficaram perdidas algures no tempo e mudo a cor do meu blog para verde. Porque verde significa esperança. Porque verde é uma cor viva. E eu não morri.

Patrícia Pinto

segunda-feira, junho 25, 2007

All Good Things...


Nelly Furtado - All Good Things (Come To An End)

Ah! ah! ah!
Honestly, what would become of me?
Don't like reality, it's way too clear for me
Really, life is dandy, we are what we don't see
We miss everything daydreaming

(chorus)
Flames to dust, lovers to friends
Why do all good things come to an end?
Flames to dust, lovers to friends
Why do all good things come to an end?

Travelling, i... only stop at exits
Wondering if i'll stay young and restless
Living this way, i stress less
I want to pull away when the dream dies
The pain sets in and i don't cry
I only feel gravity and i wonder why

(chorus)

Well, the dogs were whistling a new tune
Barking at the new moon
Hoping it would come soon
So that they could...

Dogs were whistling a new tune
Barking at the new moon
Hoping it would come soon
So that they could die

Die...

(chorus)

Well, the dogs were barking at the new moon
Whistling a new tune
Hoping it would come soon

And the sun was wondering if it should
Stay away for a day
'til the feeling went away

And the sky was falling
And the clouds were dropping and the rain
Forgot how to bring salvation

The dogs were barking at the new moon
Whisteling a new tune
Hoping it would come soon
So that they could die.